A Namíbia regula nacionalmente a educação básica ao abrigo da Lei do Ensino Básico de 2020 (Lei 3), em vigor quase na totalidade desde 5 de outubro de 2023. A secção 14 continua fora das disposições em vigor. O Ministério da Educação, Inovação, Juventude, Desporto, Artes e Cultura define o quadro nacional, enquanto as direções regionais e as escolas o aplicam localmente. O sistema escolar começa com a Pré-Primária formal, seguida da Primária Júnior, que inclui as 1.ª a 3.ª classes; a Primária Sénior, da 4.ª à 7.ª; a Secundária Júnior, na 8.ª e 9.ª classes; e a Secundária Sénior, da 10.ª à 12.ª. O desenvolvimento na primeira infância para crianças dos 0 aos 4 anos não corresponde à frequência escolar. A Pré-Primária destina-se geralmente a crianças que completam cinco anos antes de janeiro e não é requisito de entrada na educação básica. A 1.ª classe destina-se geralmente a crianças que completam seis anos antes de janeiro. As escolas podem ser Escolas do Estado ou Escolas Privadas e ser classificadas como Primárias, Combinadas, Secundárias ou Outras. As Escolas Combinadas oferecem ensino primário e secundário em conjunto, o que é útil em zonas pouco povoadas. As outras escolas incluem escolas especiais ou de recursos, escolas pré-profissionais e escolas agrícolas. Uma escola autónoma de Pré-Primária pode surgir como escola primária no Sistema de Informação de Gestão da Educação (EMIS). O EMIS registou 2.004 escolas em 2023 e 2.061 escolas, 927.647 alunos e 34.325 professores em janeiro de 2025. O total de 2023 incluía 1.724 Escolas do Estado e 280 Escolas Privadas, com 1.111 Escolas Primárias, 653 Escolas Combinadas, 227 Escolas Secundárias e 13 Outras Escolas. Uma Escola do Estado não pode discriminar ou selecionar candidatos, nem recusar admissão porque a família não pagou uma contribuição voluntária de pais ou escola. A admissão depende das vagas e recursos disponíveis. A candidatura utiliza o Formulário 1; como prova de idade ou identidade aceitam-se normalmente certidão de nascimento, passaporte, passaporte médico, cartão de batismo, declaração sob juramento ou confirmação de um conselheiro regional ou chefe local. Não se deve presumir que existe uma única regra nacional de área de captação ou ordem de chegada; a escola ou gabinete regional pertinente pode confirmar a prática local de colocação. As Escolas Privadas têm de estar registadas e cumprir requisitos curriculares e de qualidade, podendo estabelecer procedimentos de admissão e taxas próprios. A frequência obrigatória começa no primeiro dia letivo do ano escolar em que a criança completa seis anos. Continua até ao último dia letivo do ano em que completa 18 anos, conclui o ensino secundário ou é considerada apta a sair. Os pais são responsáveis pela matrícula e frequência regular. Um Diretor-Executivo pode conceder uma exceção ou dispensa parcial quando isso for do interesse da criança. O Ministério define o calendário escolar e os dias e horas letivas mínimos. O Currículo Nacional para a Educação Básica de 2016, elaborado pelo Instituto Nacional para o Desenvolvimento Educativo (NIED), adota ensino centrado no aluno, baseado em competências e organizado por disciplinas. Nas 1.ª a 3.ª classes, a língua materna, língua falada em casa ou língua local predominante é geralmente o meio de ensino, a par de inglês, matemática, estudos do ambiente, educação religiosa e moral, artes e educação física. O inglês passa a ser o meio de ensino a partir da 4.ª classe, com apoio das línguas locais. Em geral, da 1.ª à 9.ª classe estudam-se duas línguas, uma das quais é o inglês. As línguas disponíveis podem incluir africânder, inglês, alemão, Ju!’hoansi, Khoekhoegowab, Oshikwanyama, Oshindonga, Otjiherero, Rukwangali, Rumanyo, Setswana, Silozi, Thimbukushu e Língua Gestual Namibiana. Línguas estrangeiras, como francês, alemão e português, podem ser oferecidas a partir da 8.ª classe, consoante a escola e os professores disponíveis. Da 5.ª à 7.ª classe acrescenta-se uma disciplina pré-profissional, como Design e Tecnologia, Agricultura Elementar ou Economia Doméstica. O ensino Secundário Júnior inclui inglês, outra língua, matemática, ciências físicas, ciências da vida, geografia e história, além de duas disciplinas pré-profissionais opcionais. O Secundário Sénior oferece disciplinas nucleares, opcionais e de apoio através de vias académicas ou pré-profissionais. As competências de vida e orientação profissional fazem parte da educação escolar. A avaliação começa com uma avaliação de prontidão escolar na Pré-Primária. As 1.ª a 3.ª classes utilizam avaliação contínua informal, referenciada por critérios, e resultados trimestrais. As 4.ª a 7.ª classes utilizam avaliação contínua e exames anuais. Os testes nacionais padronizados das 5.ª e 7.ª classes não determinam a transição de classe. A 9.ª classe tem um exame semiexterno. As 10.ª e 11.ª classes conduzem ao Certificado Namibiano do Ensino Secundário Sénior, nível ordinário (NSSCO), com exame externo no fim da 11.ª classe. A 12.ª classe conduz ao Certificado Namibiano do Ensino Secundário Sénior, nível avançado subsidiário (NSSCAS), também por exame externo. A Direção dos Exames e Avaliações Nacionais (DNEA) administra exames, avaliações e certificação nacionais, incluindo modalidades a tempo inteiro, parcial e de apoio para alunos com dificuldades. Os requisitos de transição baseiam-se nas notas por disciplina e numa média geral. Em geral, as 1.ª a 3.ª classes exigem pelo menos E em 6 de 7 disciplinas, incluindo a língua de ensino com leitura, matemática e uma língua adicional, e uma média geral E de 40%. A 4.ª classe exige geralmente E em 4 de 5 disciplinas, incluindo inglês, matemática e uma língua adicional, com média geral de 40%. As 5.ª a 7.ª classes exigem geralmente E em 5 de 6 disciplinas, incluindo inglês, matemática e uma língua adicional, com média geral de 40%. As 8.ª e 9.ª classes exigem geralmente E em 7 de 9 disciplinas, incluindo inglês, com média geral de 40%. A progressão da 10.ª para a 11.ª classe exige geralmente E em 5 de 6 disciplinas, incluindo inglês. Deve consultar-se o guia de política de progressão aplicável para confirmar a decisão exata. As Escolas do Estado não cobram propinas nem taxas obrigatórias relacionadas com educação ou exames, e o Estado fornece geralmente o currículo, livros e materiais de aprendizagem. As Escolas Privadas podem cobrar taxas, que devem divulgar antes da matrícula. Os internatos do Estado podem cobrar pelo alojamento e por um Fundo de Desenvolvimento do Internato. Um Fundo de Desenvolvimento Escolar não é uma contribuição obrigatória. Uniformes, transporte e serviços opcionais variam conforme a escola e a localidade; a Namíbia não dispõe de um serviço nacional único de transporte escolar. A educação inclusiva inclui escolas especiais ou de recursos, unidades especiais e apoio em escolas regulares. A Direção dos Programas e Garantia da Qualidade (PQA) trata de garantia da qualidade, inclusão, aconselhamento, alimentação escolar e internatos. O apoio pode incluir avaliações educativas, psicológicas e sociais, referenciação e colocação, assistência a órfãos e crianças vulneráveis, Braille, Língua Gestual Namibiana e tecnologia de apoio. O Programa de Alimentação Escolar da Namíbia, internatos comunitários, saúde e segurança escolar, apoio à gravidez de alunas, saúde menstrual e salvaguarda podem afetar a frequência e participação. Os diretores das escolas asseguram a liderança pedagógica, enquanto os conselhos escolares ou estruturas de gestão trabalham com pais e comunidades. As Direções Regionais executam o quadro nacional nas 14 regiões educativas da Namíbia. O NSSCO está tipicamente associado ao nível 3 do Quadro Nacional de Qualificações (NQF) e pode ser seguido por emprego, aprendizagem não formal ou a distância, ou ensino e formação profissionais. O NSSCAS pode permitir o acesso ao ensino superior quando se cumprem os requisitos de entrada aplicáveis do nível 4 do NQF. O ensino superior e a formação profissional inicial são transições imediatas após a escola, não etapas escolares.
Escola na Namíbia
A educação básica na Namíbia é o ensino formal desde a pré-primária até ao ensino secundário, incluindo educação especial. Abrange Pré-Primária, Primária Júnior (1.ª–3.ª classes), Primária Sénior (4.ª–7.ª classes), Secundária Júnior (8.ª–9.ª classes) e Secundária Sénior (10.ª–12.ª classes). A frequência é obrigatória desde o primeiro dia letivo do ano em que a criança completa seis anos até ao último dia letivo do ano em que completa 18 anos, termina o ensino secundário ou é considerada apta a sair. As escolas do Estado não cobram propinas, mas as propinas das escolas privadas, custos de internato, uniformes, transporte e serviços opcionais podem variar.
Dica
Considere a escolha escolar na Namíbia uma decisão de adequação e acesso, não apenas uma escolha entre as taxas de uma Escola do Estado ou de uma Escola Privada. Confirme a classe de entrada adequada à idade da criança, a existência de uma vaga, o apoio à língua de ensino e o custo total, incluindo internato, uniforme e transporte. Para os alunos mais velhos, escolha o percurso NSSCO ou NSSCAS de acordo com o passo seguinte pretendido e os respetivos requisitos de entrada.

