O mercado de trabalho descreve como as pessoas oferecem o seu trabalho e como empresas, instituições públicas, agregados familiares e outras organizações o procuram. A Zâmbia não tem uma única instituição responsável pelo mercado de trabalho. O Ministry of Labour and Social Security (MLSS), a Zambia Statistics Agency, a TEVETA, o Ministry of Technology and Science e a Immigration desempenham funções distintas em dados laborais, competências, colocação, formação, proteção no emprego e autorização de trabalho. O Labour Force Survey de 2024 registou 3.972.883 pessoas empregadas e 587.876 desempregadas. A taxa de participação na força de trabalho foi 38,0%, incluindo 46,1% para homens e 30,1% para mulheres. A relação emprego-população foi 33,1%. A taxa de desemprego foi 12,9%, o que mostra pressão sobre os empregos disponíveis, mas não descreve todo o mercado de trabalho. O emprego formal representava 28,8% do emprego e o informal 71,2%. A informalidade era mais elevada entre mulheres, 75,5%, do que entre homens, 68,5%, e em zonas rurais, 87,8%, do que em zonas urbanas, 59,3%. O trabalho na Zâmbia divide-se habitualmente em três partes: empresas formais registadas, empresas informais não registadas e trabalho em agregados familiares. Os empregos formais têm maior probabilidade de incluir contratos escritos, registos salariais mais claros e acesso a proteções laborais, embora os direitos exatos dependam do contrato e da legislação aplicável. Os trabalhadores informais trabalham muitas vezes por conta própria, em atividades familiares ou em pequenas empresas não registadas. Podem ter rendimentos menos fiáveis, proteção social mais fraca e menos meios práticos para fazer valer os direitos laborais. As atividades não agrícolas representaram 72,0% do emprego e a agricultura 28,0%. Os maiores grupos de atividade foram agricultura, silvicultura e pesca, 28,0%; comércio grossista e retalhista e reparação de veículos, 23,9%; indústria transformadora, 7,6%; educação, 6,7%; administração pública, defesa e segurança social, 5,9%; empregadores domésticos, 5,0%; construção, 4,7%; transportes e armazenagem, 4,7%; e mineração e extração, 2,3%. Os jovens de 19 a 34 anos representavam 1.793.983 pessoas empregadas; as suas maiores áreas de trabalho eram agricultura, 29,5%, e comércio grossista e retalhista, 24,6%, e 65,6% do seu emprego era informal. As oportunidades estão distribuídas de forma desigual pelas dez províncias. Lusaka representava 25,7% da força de trabalho, Copperbelt 18,6% e Central 13,4%. A participação na força de trabalho era mais elevada em Lusaka, 58,7%, e mais baixa em Northern, 19,6%. A relação emprego-população variava de 54,5% em Lusaka a 18,1% em Northern. Western tinha a taxa de desemprego mais alta, 24,5%, enquanto Central tinha a mais baixa, 5,8%. O emprego formal e o trabalho em agregados familiares estão mais concentrados em zonas urbanas, ao passo que o emprego informal predomina nas zonas rurais. O trabalho qualificado em agricultura, silvicultura e pesca é particularmente rural: 84,8% dos trabalhadores dessas áreas vivem em zonas rurais. A educação afeta o acesso às diferentes partes do mercado de trabalho. Entre as pessoas empregadas, 50,6% tinham escolaridade do Grade 8 ao 12, 30,9% do Grade 1 ao 7, 13,7% tinham um certificado ou diploma, 3,8% uma licenciatura e 0,8% um mestrado ou grau superior. A TEVET — educação e formação técnica, empresarial e profissional — oferece uma alternativa ou complemento prático ao percurso académico. A Zâmbia também utiliza aprendizagem profissional, aprendizagem em contexto de trabalho, exames comerciais, reconhecimento da aprendizagem prévia e aprendizagem formal, não formal e informal. A TEVETA regula instituições, currículos, aprendizagens profissionais e avaliação. No Zambian Qualifications Framework, a progressão TEVET passa geralmente do nível de exame comercial, por volta do Level 3, para formação de nível de diploma, por volta do Level 6, consoante o programa e a qualificação. O acesso à formação depende da instituição, do programa e das qualificações de entrada. O acesso a bolsas pode depender da cidadania zambiana, de um National Registration Card, da avaliação dos serviços sociais e dos limites de idade específicos do programa. As taxas variam segundo a instituição e o programa. O apoio possível pode incluir uma bolsa, o TEVET Fund ou apoio do Constituency Development Fund, mas nada disso garante automaticamente emprego. A oferta de competências concentra-se nos níveis TEVET inferiores, e o desfasamento resultante entre competências disponíveis e procura dos empregadores continua a ser uma importante limitação do mercado de trabalho. O rendimento mensal médio foi ZMW 6.467 em 2024, com ZMW 6.600 para homens, ZMW 6.188 para mulheres, ZMW 7.282 em zonas urbanas e ZMW 4.617 em zonas rurais. Entre todos os trabalhadores, 55,2% ganhavam até ZMW 2.700 por mês; a proporção era 81,0% no trabalho informal e 24,9% no formal. Pelo menos ZMW 7.501 eram ganhos por 16,6% de todos os trabalhadores, 2,9% dos trabalhadores informais e 32,8% dos formais. As maiores proporções acima de ZMW 7.501 surgiam na mineração, 47,8%; educação, 44,4%; saúde e assistência social, 43,0%; atividades profissionais, científicas e técnicas, 35,4%; e finanças e seguros, 31,6%. Os gestores e profissionais também apresentavam proporções relativamente altas nessa faixa salarial. Estes valores devem ser comparados com cuidado porque os dados salariais abrangem sobretudo trabalho remunerado e não representam todos os rendimentos informais. O salário mínimo legal é regulado pelas Employment Code Minimum Wages Orders SI 48, 49 e 50 de 2023, em vigor desde 1 de janeiro de 2024. A categoria e o setor aplicáveis são relevantes; as isenções incluem alguns trabalhadores do serviço público e de autoridades locais, trabalhadores domésticos, trabalhadores de gestão e trabalhadores abrangidos por negociação coletiva. Assim, para comparar salários é necessário verificar a categoria do trabalhador, o setor, o contrato e a situação de isenção, em vez de aplicar um único valor a todos os empregos. A colocação profissional está disponível através do MLSS Labour Department, do seu Public Employment Exchange, de serviços de colocação para trabalho qualificado e não qualificado, de orientação profissional e de escritórios provinciais ou distritais. Os serviços públicos de emprego abrangiam 54 dos 116 distritos da Zâmbia na pesquisa citada. A ZELMIS, Zambia Employment and Labour Market Information System, utiliza o Government Service Bus para fornecer 29 serviços digitalizados do MLSS e acesso remoto. O Labour Market Information System, lançado em 2025, acrescenta informação sobre oferta e procura de competências, tendências de emprego, percursos profissionais e estratégia de competências na mineração. Agências privadas de emprego precisam de licença do Labour Commissioner, renovada anualmente; o recrutamento sem licença é ilegal. O MLSS afirma que não se deve cobrar taxa de serviço a candidatos, enquanto uma FAQ do MLSS menciona taxa de registo até 500 unidades de taxa e reembolso de 50% após três meses sem colocação. Como estas fontes divergem, confirme a taxa atual junto do MLSS antes de pagar. Não há prazo normalizado de colocação nem garantia de emprego. O Employment Code Act 2019 abrange contratos, direitos laborais, proteção salarial, não discriminação, incluindo por nacionalidade, remuneração igual por trabalho de igual valor, regulação de agências de emprego e proteção de crianças e jovens trabalhadores. Contratos não sindicalizados e contratos não abrangidos por negociação coletiva são apresentados para certificação pelo MLSS. O registo do empregador aplica-se a partir do limite indicado de 25 trabalhadores. Os trabalhadores devem cumprir as condições do contrato e da autorização e apresentar provas fiáveis das competências ou qualificações. Trabalho sem contrato, condições inseguras, salários baixos, recrutadores sem licença e proteção social limitada representam riscos específicos no emprego informal. A Zâmbia é simultaneamente país de origem e de destino da migração laboral. Em 2022, foram registados 78.009 migrantes internacionais, incluindo 36.309 pessoas na força de trabalho e 5.251 à procura de emprego. Entre os migrantes empregados, 13,3% tinham emprego formal e 86,7% informal. Os principais grupos de origem incluíam pessoas da República Democrática do Congo, Angola e Índia. A National Migration Policy 2022 e a National Labour Migration Strategy 2024–2028 orientam a governação da migração. Em geral, os trabalhadores estrangeiros precisam da autorização de trabalho adequada através da Immigration. A Zambianisation dá prioridade aos cidadãos devidamente qualificados, com participação do Skills Advisory Committee nas decisões relevantes. A legislação laboral protege migrantes com emprego formal e prevê princípios de igualdade de tratamento, mas abuso no recrutamento, exploração, discriminação, fraca disponibilidade de dados, portabilidade limitada da segurança social e fuga de cérebros continuam a ser preocupações práticas. O mercado de trabalho está a mudar. A participação na força de trabalho aumentou de 35,0% em 2020 para 38,0% em 2024, enquanto o desemprego diminuiu de 13,8% para 12,9% nesse período; a taxa trimestral de desemprego em 2024 variou entre 14,8% e 13,4%. A pressão sobre os jovens continua elevada: o desemprego entre pessoas de 15 a 24 anos foi 29,1%, entre pessoas de 19 a 34 anos foi 18,4%, e 39,5% das pessoas de 15 a 24 anos não estavam empregadas, a estudar ou em formação. A procura está a desenvolver-se na mineração e no cobre, agricultura, energia e energias renováveis, indústria transformadora, construção, turismo e tecnologias de informação. A produção de cobre cresceu 12% em 2024, aumentando a procura de competências relacionadas. A seca e as pressões climáticas aumentam o valor das competências climáticas e ecológicas, enquanto a AI Strategy 2024 e a National Digital Transformation Strategy 2023 elevam a procura de competências digitais. Os custos e prazos da transição variam, e a formação ou os serviços de procura de emprego não conduzem automaticamente a emprego.
Mercado de trabalho na Zâmbia
O mercado de trabalho da Zâmbia combina emprego formal assalariado com uma economia informal muito maior, trabalho por conta própria e trabalho em agregados familiares. No Labour Force Survey de 2024, havia 3.972.883 pessoas empregadas, enquanto o emprego informal correspondia a 71,2% do emprego. Agricultura, comércio grossista e retalhista, mineração, educação, indústria transformadora, construção, transportes, turismo e serviços digitais moldam as oportunidades, mas o acesso e os rendimentos diferem bastante segundo a educação, o género, a província e a localização urbana ou rural.
Dica
Escolha o próximo passo separando emprego formal, trabalho informal ou por conta própria, formação profissional e trabalho transfronteiriço. Dê prioridade a um contrato verificável, a uma comparação salarial realista, a provas reconhecidas de competências e a um canal de recrutamento legal; não trate um certificado de formação, o registo numa agência ou uma vaga anunciada como garantia de emprego.

