O Inquérito ao Mercado de Trabalho de 2025, realizado entre março e agosto de 2025, abrangeu 26,4 milhões de pessoas com 15 ou mais anos. A taxa de participação na força de trabalho foi de 50,9%, e a relação emprego-população foi de 44,7%. Entre as pessoas da força de trabalho, 87,8% tinham emprego e 12,2% estavam desempregadas. O desemprego foi de 13,9% para mulheres e 10,8% para homens, de 12,8% nas zonas urbanas e 11,8% nas rurais. O desemprego juvenil chegou a 17,9% entre pessoas dos 15 aos 24 anos e a 16,2% entre pessoas dos 18 aos 30 anos. A proporção de jovens que não estudavam, não tinham emprego nem frequentavam formação, designada pela sigla inglesa NEET, foi de 42,6% entre pessoas dos 15 aos 24 anos e de 50,9% entre pessoas dos 18 aos 30 anos. Os serviços representavam 50,5% do emprego, a agricultura, silvicultura e pesca 37,1%, e a indústria 12,4%. Os serviços representavam 56,4% do emprego das mulheres e 46,3% do emprego dos homens. Os dados relativos a estabelecimentos registaram 2.373.109 empregos formais e 7.350.199 empregos em estabelecimentos informais. O emprego informal correspondia a 89,2% quando a agricultura era incluída e a 87,6% quando era excluída. Kampala registou a menor taxa de informalidade, 73,5%, e Karamoja a maior, 96,8%. Kigezi, Teso e Bunyoro também registaram taxas elevadas: 93,7%, 93,0% e 92,9%, respetivamente. O acesso ao mercado de trabalho e a qualidade do emprego tendem a ser mais fracos nas zonas rurais, enquanto as zonas urbanas concentram mais oportunidades nos serviços. A procura de profissões em empresas formais incluía 663.681 postos para profissionais, 505.076 para serviços e vendas, 354.815 para funções elementares, 326.478 para gestão e 184.373 para técnicos e profissionais associados. As competências nem sempre correspondem aos empregos disponíveis: dados de 2021 indicavam que cerca de metade dos jovens tinha um emprego ou formação compatível com o seu percurso, enquanto cerca de 38% tinham um nível de educação inferior ao exigido pelo trabalho. O ensino e formação técnica e profissional, conhecido pela sigla inglesa TVET, oferece uma via de competências e qualificações através de programas de Certificado e Diploma Nacionais e de percursos em Politécnicos Comunitários. A Lei BTVET de 2008 e o Quadro Ugandês de Qualificações Profissionais apoiam este sistema; o Ministério da Educação e do Desporto e o Conselho TVET supervisionam as funções pertinentes. As condições de admissão e as propinas dependem do prestador e do curso. O Inquérito Nacional aos Agregados Familiares do Uganda de 2023/24 registou uma remuneração mensal mediana de UGX 260.000, incluindo pagamentos em dinheiro e em espécie, ou UGX 200.000 apenas em pagamentos em dinheiro. A mediana dos pagamentos em dinheiro e em espécie foi de UGX 327.000 para homens e UGX 175.000 para mulheres, UGX 420.000 nos serviços e UGX 108.000 na agricultura, e UGX 767.000 no emprego público, face a UGX 225.000 no emprego privado. Estes valores excluem empregadores e trabalhadores por conta própria, pelo que não representam plenamente os rendimentos informais. O Uganda não tem uma única autoridade nacional para o mercado de trabalho. O Gabinete de Estatística do Uganda produz estatísticas e inquéritos laborais. O Ministério do Género, Trabalho e Desenvolvimento Social gere a política laboral, o sistema de informação do mercado de trabalho, as normas, inspeções, litígios e serviços de emprego. Os responsáveis laborais distritais tratam da administração local. Os empregadores, as agências privadas de recrutamento e as referências informais também desempenham um papel importante. O enquadramento jurídico formal inclui a Lei do Emprego de 2006, a Lei dos Sindicatos de 2006, a Lei de Arbitragem e Resolução de Litígios Laborais de 2003, a Lei de Segurança e Saúde no Trabalho de 2006 e a Lei do Fundo Nacional de Segurança Social de 1985. A cobertura e a aplicação são mais limitadas no trabalho informal. Os trabalhadores formais podem ter condições de emprego escritas, proteção de segurança, direitos salariais e de pagamento, licenças, direitos sindicais e direitos à negociação coletiva. A taxa de referência para horas extraordinárias é 1,5 vezes a remuneração normal, passando a duas vezes essa remuneração nos feriados oficiais; a semana de trabalho de referência é de 48 horas. O Sistema de Informação de Gestão dos Serviços de Emprego, conhecido pela sigla inglesa ESMIS, permite a cidadãos ugandeses elegíveis carregar um currículo, receber correspondência de vagas, candidatar-se, receber convites e acompanhar o estado das candidaturas. Os empregadores podem registar-se, publicar vagas e convidar candidatos. O ESMIS também oferece aconselhamento e orientação gratuitos, e o portal permite iniciar processos de licenciamento e renovação de empresas de recrutamento. O Sistema de Informação de Gestão do Emprego no Estrangeiro, conhecido pela sigla inglesa EEMIS, abrange empregos no estrangeiro e agências de recrutamento aprovadas. Não está estabelecido um prazo uniforme nacional para a colocação; o resultado depende da vaga, do empregador, das qualificações e do processo de candidatura. As referências informais e as redes pessoais continuam a ter importância prática porque a maior parte do emprego é informal. O inquérito de 2025 registou 155.240 vagas formais e 305.364 vagas em estabelecimentos informais. As vagas formais concentravam-se nos serviços, com 115.927, seguidos da indústria, com 22.566, e da agricultura, com 16.747. As vagas em estabelecimentos informais incluíam 223.106 nos serviços, 80.100 na indústria e 2.160 na agricultura. Entre as vagas formais, 35,9% resultaram de demissões e 30,0% de expansão. As perdas de emprego formal totalizaram 46.217, incluindo 17.731 despedimentos, 13.623 postos eliminados por redução de pessoal e 10.526 afetados por subcontratação. O Plano Nacional de Desenvolvimento IV do Uganda, para os exercícios financeiros de 2025/26 a 2029/30, dá prioridade à agroindustrialização, ao turismo, aos minerais, ao petróleo e gás, às tecnologias da informação e comunicação, à ciência, tecnologia e inovação, à criação de emprego no setor privado e à formação orientada pela indústria. A migração interna também influenciou a oferta de mão de obra. Os dados da força de trabalho de 2021 estimaram que 7% da população em idade ativa se deslocou dentro do país desde 2015; o emprego foi apontado como motivo de 37% das deslocações a nível nacional e 46% das deslocações urbanas. Os registos administrativos contabilizaram 26.732 trabalhadores ugandeses colocados no estrangeiro em 2024, incluindo 24.355 mulheres e 2.377 homens, e 244.770 entre 2020 e 2024. A Arábia Saudita recebeu 215.970 destas colocações entre 2020 e 2024. O Ministério do Género, Trabalho e Desenvolvimento Social e a respetiva Unidade de Emprego no Estrangeiro regulam o recrutamento licenciado, em coordenação com as missões do Uganda, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Aeroporto de Entebbe. O recrutamento enganoso, a substituição de contratos, as taxas excessivas, os salários não pagos, a apreensão de passaportes e o trabalho forçado são riscos documentados. As estatísticas do mercado de trabalho dizem respeito à oferta e procura de mão de obra, aos padrões salariais, à correspondência entre candidatos e vagas, às competências e à migração; os pormenores dos contratos de trabalho, os perfis profissionais e o apoio exclusivamente por desemprego pertencem a temas relacionados.
Mercado de trabalho no Uganda
O mercado de trabalho do Uganda combina emprego formal com uma economia informal muito maior nos serviços, na agricultura, silvicultura e pesca, e na indústria. O Inquérito ao Mercado de Trabalho de 2025 concluiu que 89,2% do emprego, incluindo a agricultura, era informal, enquanto os serviços representavam 50,5% do emprego. O acesso, os rendimentos e as oportunidades de emprego variam consoante o género, a região, a escolaridade e a localização urbana ou rural. Agências públicas, serviços laborais distritais, entidades de formação, empregadores, agências privadas de recrutamento e redes informais ligam os trabalhadores às oportunidades.
Dica
Use os dados do mercado de trabalho do Uganda como instrumento de avaliação, e não como promessa de um emprego ou salário específicos. Compare o setor, a localização, a modalidade de trabalho e as qualificações pretendidas com cada oportunidade; depois, confirme o empregador, as condições escritas, o pagamento e a segurança. Recorra a vias formais quando forem importantes a rastreabilidade e a proteção no local de trabalho, e tenha presente que o trabalho informal implica maior incerteza.

