Em 31 March 2026, a dívida pública de Tonga era composta por T$309.9 million de dívida externa e T$89.4 million de dívida interna. Os credores multilaterais detinham 65.1% da dívida externa e o Exim da China, 34.9%. O serviço da dívida atingiu T$23.9 million no primeiro trimestre do exercício financeiro de 2025/26, sendo 97.4% relativo à dívida externa. Não foram comunicados atrasos nos pagamentos externos nem internos. As garantias públicas totalizavam T$15.1 million para cinco empresas privadas, e os processos judiciais afetavam as ações de recuperação. O Governo tinha concedido empréstimos no valor de T$27.1 million, equivalente a 1.6% do PIB, dos quais T$17.6 million estavam em atraso, incluindo T$17.1 million associados a mutuários privados do centro empresarial de Nuku'alofa e T$0.5 million associados a empresas públicas. O Governo estava em contacto com os mutuários para tratar dos reembolsos. A dívida em moeda estrangeira representava 77.7% da dívida pública total. A taxa de juro média ponderada era de 1.4% no total, 1.2% na dívida externa e 2.4% na dívida interna; toda a dívida pública tinha taxa fixa. O Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial avaliaram como elevado o risco de Tonga enfrentar dificuldades de endividamento, embora o nível atual permanecesse dentro dos seus limiares de sustentabilidade. Sem subvenções adicionais, os rácios do valor atual da dívida externa em relação ao PIB e da dívida pública em relação ao PIB poderiam ultrapassar, respetivamente, 55% e 70% a partir do exercício financeiro de 2035. Os choques causados por catástrofes poderiam agravar a situação. A política atual limita novos empréstimos externos não concessionais e privilegia subvenções e financiamento concessional, garantias prudentes e uma utilização cuidadosa do mercado interno. Os reembolsos à China relativos ao projeto do centro empresarial de Nuku'alofa estão previstos até ao exercício financeiro de 2029 e os do projeto de melhoria das estradas até ao exercício de 2030. Os montantes suspensos ao abrigo da Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida da China (China-DSSI) estão previstos para pagamento até March 2027. O Ministério das Finanças, a sua Divisão do Quadro Financeiro e a Secção de Gestão da Dívida tratam das questões de dívida pública. O Banco da Reserva Nacional de Tonga, normalmente chamado NRBT, supervisiona os bancos e as instituições financeiras não bancárias. O Banco de Desenvolvimento de Tonga, os bancos licenciados e as instituições financeiras não bancárias licenciadas concedem crédito formal. Os produtos do TDB incluem empréstimos para habitação, uso pessoal, empresas, agricultura, pesca, microfinanças, educação e fundos geridos pelo Governo. Os pedidos exigem normalmente documentos comprovativos. As taxas típicas do TDB situam-se entre cerca de 8% e 13%, com taxa variável ou cálculo sobre o saldo decrescente, mas a taxa e as comissões exatas dependem do produto. Os prazos típicos são de 1 a 12 anos para empréstimos empresariais, 1 a 20 anos para empréstimos à habitação, 1 a 3 anos para empréstimos pessoais e 1 a 2 anos para microfinanças. Alguns produtos exigem uma participação de pelo menos 25% do mutuário. Um produto de habitação do TDB indica uma taxa a partir de 8%, um depósito mínimo de 10%, um prazo máximo de 12 anos, hipoteca ou outros ativos, um bom historial de crédito e um direito de arrendamento com pelo menos 20 anos; a elegibilidade também exige nacionalidade ou residência tonganesa. As deduções salariais estão normalmente limitadas a 50%, e um exemplo de empréstimo automóvel exige que o mutuário tenha pelo menos 18 anos, resida em Tonga, tenha capacidade creditícia e possa oferecer garantias aceitáveis. A aprovação de um empréstimo pessoal pode demorar 2 a 3 dias, enquanto um empréstimo a prazo pode demorar cerca de 1 a 2 semanas. Os empréstimos do Governo exigem um acordo de empréstimo subsidiário com o Ministério das Finanças e o Gabinete do Procurador-Geral. O acordo pode estabelecer garantias, juros, período de carência, vencimento e comissões, e os fundos só podem ser utilizados para a finalidade indicada. Os mutuários apresentam relatórios periódicos ou auditados, e um pedido pode ser recusado quando existam atrasos em impostos ou dívidas ao Governo. Em geral, os empréstimos do Governo estão limitados a 20% da dívida pública, salvo se o Conselho de Ministros conceder uma exceção. Os prestamistas licenciados oferecem outro canal formal de crédito, incluindo liquidez de curto prazo em zonas rurais e remotas. O NRBT registou 135 prestamistas licenciados no exercício financeiro de 2024/25: 23 do tipo A, 56 do tipo B e 56 do tipo C. A Lei dos Prestamistas de 2018 exige uma licença, um contrato escrito com os termos obrigatórios, assinado, e uma cópia entregue antes do desembolso dos fundos. Um contrato com um prestamista sem licença celebrado após a entrada em vigor da lei não é executável. A taxa de referência do NRBT determina a taxa percentual anual aplicável, e o NRBT define as taxas máximas e as comissões por incumprimento. Os juros são calculados sobre o saldo decrescente, com capitalização mensal. Em geral, não é possível recuperar juros e comissões acima do montante permitido para além do capital, salvo decisão em contrário de um tribunal. As garantias têm de refletir o valor de mercado atual, e qualquer excedente pertence ao mutuário. Os mutuários podem receber extratos mensais, pedir cópias dos registos e obter recibos. Os prestamistas têm de guardar os registos durante sete anos e não podem recorrer a assédio ou intimidação. A única instituição de microfinanças licenciada de Tonga é a SPBD. As cooperativas de crédito, as sociedades cooperativas, os fundos de reforma e os empréstimos concedidos por membros ou empregadores estão fora do âmbito da Lei dos Prestamistas. Os grupos informais de poupança, o crédito concedido por lojas e a compra a prestações são canais adicionais, informais ou não regulamentados, cujos termos contratuais e proteções são diferentes. O crédito aumentou 13.4% no exercício financeiro de 2025, com a concessão de crédito às empresas a subir 22.9% e às famílias 4.1%. O rácio de empréstimos não produtivos do setor bancário aumentou de 11.2% em June 2024 para 14.2% em June 2025. O NRBT acompanha as estratégias de reestruturação das dívidas dos bancos e exige que estes divulguem taxas e comissões. No exercício financeiro de 2024/25, processou queixas relativas a um banco e duas instituições não bancárias. Um projeto de Lei do Registo Nacional de Crédito de 2026 permitiria ao NRBT administrar um registo para prestamistas licenciados. Os dados propostos incluiriam informações de identidade, pedidos, contas, histórico de pagamentos, incumprimentos e estado junto de cobradores de dívidas, com consentimento prévio do mutuário. A consulta deveria terminar em 15 May 2026; por isso, a investigação não confirmou a aprovação da lei nem o funcionamento atual do registo. As fontes atuais analisadas não identificaram uma legislação geral de falência em Tonga e não encontraram evidências de um programa universal de redução de dívida privada ou aconselhamento sobre dívidas. Quem tiver dificuldades em pagar poderá ter de negociar uma reestruturação com o prestamista. Um credor que tenha obtido uma sentença pode pedir a penhora de rendimentos nos termos da secção 5(2)(b) da Lei do Supremo Tribunal, sujeita a uma proteção dos rendimentos decidida caso a caso. Uma decisão de 2020 do Tribunal de Terras registou uma ordem de TOP$1,500 líquidos por quinzena, mas não foi possível comprovar um limiar universal de rendimentos protegidos e a execução pode repetir-se. No caso de uma empresa, um credor pode emitir uma notificação legal de cobrança relativa a uma dívida vencida igual ou superior ao montante prescrito. Em geral, a empresa tem 15 dias úteis para pagar, chegar a um acordo ou garantir a dívida e pode requerer a anulação da notificação no prazo de 10 dias úteis. O incumprimento pode fundamentar a presunção de que a empresa não consegue pagar e levar à liquidação judicial, à nomeação de um administrador judicial ou a um acordo de composição. As reclamações garantidas e não garantidas são tratadas de forma diferente, e o credor suporta os custos de uma reclamação não garantida. As custas judiciais e de liquidação não foram quantificadas nas fontes analisadas.
Dívida em Tonga
Em Tonga, uma dívida é dinheiro ou outra prestação que um mutuário deve a um credor, instituição ou outra entidade credora. Inclui empréstimos públicos, empréstimos pessoais e empresariais, pagamentos em atraso, cobrança, execução judicial, reestruturação e insolvência. Em 31 March 2026, a dívida pública de Tonga era de T$399.3 million, ou 23.2% do PIB; os mutuários privados recorrem a bancos, instituições financeiras não bancárias, prestamistas licenciados e canais informais de crédito.
Dica
Trate a dívida em Tonga como uma decisão de reembolso, não apenas como acesso a dinheiro. Compare o encargo total de reembolso, confirme o prestador e o contrato e contacte o credor com antecedência se houver risco de incumprimento, pois não foi identificado um programa geral de redução de dívida privada.

