A legislação de consumo da Nova Zelândia protege principalmente quem compra bens ou serviços de uma empresa para uso pessoal ou doméstico. A situação jurídica pode ser diferente quando o comprador é uma empresa, compra em caráter privado a outra pessoa ou aceita outra modalidade permitida por lei. A Consumer Guarantees Act (lei de garantias ao consumidor) prevê garantias básicas para muitos bens e serviços de consumo. Em geral, os bens devem ter qualidade aceitável, ser adequados à finalidade indicada, corresponder à descrição e ser fornecidos dentro de um prazo razoável quando não houver prazo acordado. Em geral, os serviços devem ser prestados com cuidado e competência razoáveis, ser adequados à finalidade indicada e ser concluídos dentro de um prazo razoável quando não houver prazo acordado. A solução adequada depende da gravidade da falha e do tipo de problema. A Fair Trading Act (lei de comércio justo) proíbe condutas enganosas ou que induzam ao erro, bem como declarações falsas ou enganosas no comércio. Publicidade, afirmações de vendas, informações sobre preços, descrições de produtos e omissões importantes podem ser relevantes. Uma empresa pode oferecer uma garantia, uma política de devolução ou uma proteção adicional. Essas promessas podem acrescentar direitos, mas a política de uma loja não pode simplesmente eliminar as garantias obrigatórias ao consumidor. Devolver algo por mudança de ideia é diferente de obter uma solução para bens defeituosos ou falhas num serviço. O primeiro passo prático costuma ser contactar o comerciante, explicar o defeito ou a declaração enganosa e pedir uma solução. O comprador deve guardar o comprovativo de compra, fotografias, informações sobre o produto, comunicações e registos de custos ou prejuízos. Se o comerciante não resolver o problema, a pessoa pode recorrer ao processo de reclamação do setor, procurar a ajuda de um consultor de defesa do consumidor ou apresentar uma reclamação adequada ao Disputes Tribunal (tribunal de resolução de disputas). A Commerce Commission (Comissão de Comércio) concentra-se na fiscalização de interesse público e não atua como advogada particular de cada consumidor. O crédito ao consumidor tem regras adicionais sobre concessão de crédito, divulgação de informações, capacidade de pagamento, dificuldades financeiras e taxas. Os produtos e serviços financeiros também podem estar sujeitos a mecanismos especializados de reclamação e resolução de disputas. Os direitos do consumidor não são ilimitados. A solução pode depender de uso indevido, desgaste normal, idade e preço do artigo, gravidade da falha, do que foi prometido e de a compra estar ou não abrangida pela legislação aplicável.
Proteção do consumidor na Nova Zelândia
A proteção do consumidor na Nova Zelândia dá às pessoas direitos quando compram bens ou serviços de empresas. As regras abrangem qualidade aceitável, correspondência com as descrições, comércio justo, reparações, reembolsos e alegações enganosas. A Nova Zelândia também oferece formas práticas de resolver disputas quando uma empresa não corrige um problema.
Dica
Guarde provas desde o momento em que comprar algo importante, sobretudo o recibo, a descrição anunciada e o prazo de entrega ou prestação prometido. Dê ao comerciante uma oportunidade clara e por escrito para resolver o problema e indique a solução pretendida. Se isso não resultar, escolha uma via de resolução de disputas adequada ao valor, às provas e ao tipo de reclamação.

