A Charte de la Refondation nationale de 2025 enumera árabe, buduma, fulfuldé, gourmancema, hauçá, kanuri, tagdal, tamajaq, tassawaq, tubu e zarma-sonrai como línguas faladas no Níger. Reconhece o hauçá como língua nacional e identifica o inglês e o francês como línguas de trabalho. Materiais constitucionais e presidenciais mais antigos ainda descrevem o francês como língua oficial. Em 2026, a Carta é o atual quadro transitório, mas as instituições podem continuar usando terminologia e práticas anteriores enquanto a implementação avança. As prioridades linguísticas dependem da finalidade e da região. O hauçá é amplamente usado na vida cotidiana e entre comunidades. Zarma-sonrai, fulfuldé, kanuri, tamajaq, árabe, buduma, gourmancema, tagdal, tassawaq e tubu podem ser mais relevantes para a comunicação local ou regional. O francês continua central na educação estabelecida, na administração e na mobilidade francófona. O inglês ganha valor para contatos internacionais e profissionais. O árabe e outras línguas também podem ser necessários para fins religiosos, institucionais ou transfronteiriços. As crianças podem se beneficiar de um percurso de aprendizagem bilíngue que comece numa língua local familiar para ensinar leitura, escrita e matemática e depois avance para o francês como língua de ensino estabelecida. A reforma ELAN Niger estabeleceu como meta 5.000 escolas bilíngues que usem fulfuldé, kanuri, songhay-zarma, tamajaq e hauçá. Essa meta não demonstra que todas essas escolas ou materiais já estejam disponíveis. A preparação dos professores, os materiais didáticos e a avaliação continuam necessários, e fontes curriculares mais antigas ainda descrevem o francês como língua central de ensino, trabalho e comunicação. Condições de segurança, distância e recursos limitados podem interromper o acesso, por isso podem ser necessárias opções de aprendizagem comunitárias e alternativas. Dados educativos divulgados indicam que mais da metade das crianças entre 7 e 16 anos está fora da escola e menos de 8% alcança níveis adequados de leitura, escrita e matemática ao final do ensino primário, o que aumenta o valor da aprendizagem acessível em línguas locais. Programas para adultos e de educação não formal podem combinar leitura e escrita com numeracia, informação sobre saúde, competências para a vida e conhecimentos relacionados com geração de renda. A DGAENF e a DPAFA são órgãos nacionais ligados à educação de adultos e não formal e a programas de alfabetização, incluindo programas comunitários que alcançam especialmente mulheres. Entre os idiomas documentados nesses programas estão francês, hauçá, zarma-songhaï, fulfuldé, kanuri e tamajeq. O acesso pode ser organizado por centros de aprendizagem ou comunidades e receber apoio estatal ou de parceiros, com algumas atividades parcialmente autofinanciadas. Não há uma lista nacional confiável de taxas ou prazos. As épocas agrícolas, a segurança local e a disponibilidade de professores e materiais podem afetar o calendário. Órgãos nacionais de educação e promoção linguística, incluindo MEN/A/EP/PLN e ENI, apoiam a promoção institucional e a preparação de professores, mas o alcance prático varia conforme a região e a instituição. As línguas locais têm reconhecimento normativo como disciplinas, enquanto a padronização e os materiais didáticos continuam desiguais. O Níger não tem uma obrigação individual estabelecida de aprender uma língua específica que se aplique de modo geral em todo o país. Cursos e certificados estão disponíveis de forma desigual. O CCFN Jean Rouch, em Niamey e Zinder, tem registros de ensino de francês e cursos históricos de hauçá e djerma. Um programa de francês publicado em 2023 previa 60 horas, com aulas de duas horas cinco vezes por semana, taxa de 70.000 francos CFA para residentes, 100.000 francos CFA para outros participantes e um teste de nivelamento de 2.000 francos CFA. Esses valores e datas são históricos e precisam ser confirmados antes da inscrição. Não há evidências confiáveis de uma ampla rede padronizada de cursos privados que cubra todas as 11 línguas nacionais. O Baccalauréat é o exame de conclusão do ensino secundário do Níger. Na série A de 2026, o francês está incluído e inglês, árabe, espanhol e alemão estão disponíveis como opções de idioma. O DELF e o DALF são certificados externos de francês oferecidos por centros aprovados, enquanto o TCF é um teste de francês; as taxas e datas dependem do centro e da sessão de exame. Os diplomas DELF e DALF são válidos por toda a vida. Não há evidências confiáveis de um único certificado nacional de proficiência para todas as 11 línguas nacionais nem de uma equivalência comum com o QECR para elas. O acesso digital continua fragmentado. O programa histórico ABC/Mobiles 4 Literacy usou hauçá ou zarma em 113 aldeias de Dosso e Zinder, com oito meses de ensino distribuídos por dois anos, cinco sessões semanais de três horas, prática por SMS e informações relacionadas com trabalho e preços. O Connect My School foi documentado como projeto-piloto em 10 escolas de cinco regiões, usando tablets para francês, leitura, escrita e matemática. Esses exemplos não comprovam a existência de uma plataforma nacional atual de aprendizagem de idiomas. Dispositivos, eletricidade, cobertura móvel, acesso à internet e custos de dados podem limitar a participação.
Aprendizagem de idiomas no Níger
A aprendizagem de idiomas no Níger abrange línguas nacionais, estrangeiras e de herança, mantidas por vínculos familiares ou comunitários, para a escola, a comunicação cotidiana, o trabalho e a leitura e escrita básicas. A Charte de la Refondation nationale de 2025 nomeia 11 línguas faladas, reconhece o hauçá como língua nacional e lista o inglês e o francês como línguas de trabalho; materiais oficiais mais antigos ainda descrevem o francês como língua oficial, portanto a transição continua desigual entre instituições. O hauçá e as línguas regionais muitas vezes atendem às necessidades cotidianas e da aprendizagem inicial, o francês continua central na educação e administração estabelecidas, e o inglês ganha valor internacional e profissional.
Dica
Escolha o idioma de aprendizagem conforme a situação em que o usará, e não apenas pelo seu rótulo jurídico. O hauçá ou uma língua regional relevante pode apoiar a comunicação cotidiana, o francês se encaixa na educação e administração estabelecidas e o inglês pode servir para contatos internacionais ou profissionais. Confirme localmente o prestador, o idioma, o horário, os materiais e o custo atuais antes de contar com um curso, uma escola ou uma oferta digital.

