O sistema de aprendizagem de línguas da Mauritânia é fragmentado e não conta com um único prestador a nível nacional. O árabe é a língua oficial, e as quatro línguas nacionais são o árabe, o pulaar, o soninquê e o uólofe. O hassânia é uma variedade árabe local amplamente usada na comunicação. O francês continua a ser muito relevante para a educação, a administração, a ciência, os negócios e a mobilidade internacional, enquanto o inglês é uma língua estrangeira cada vez mais relevante no ensino superior e na comunicação internacional. O uso das línguas maternas varia bastante consoante a região. O inquérito EDS de 2019–2021 registou o árabe como língua materna de 78,2% da população, o peul de 16,3%, o soninquê de 3,7%, o uólofe de 1,3% e outras línguas de 0,5%. O recenseamento de 2013 mostrou diferenças regionais acentuadas: em Gorgol, as proporções do árabe e do peul eram quase iguais; em Brakna, predominava o árabe; e, em Guidimagha, o árabe, o peul e o soninquê tinham proporções semelhantes. A proporção do árabe em Nouakchott era muito superior à das regiões do sul. Assim, a língua disponível numa determinada escola ou instituição depende, em parte, da região, da procura e da disponibilidade de professores. A Lei n.º 2022-023 atribui ao árabe um papel no ensino ao longo de toda a educação e formação. Prevê a introdução, a promoção e o desenvolvimento do pulaar, do soninquê e do uólofe como línguas de comunicação e de ensino, em função da língua materna e da procura. O ensino primário das ciências está previsto na língua materna. Uma criança cuja língua materna seja o árabe deve aprender pelo menos uma das outras três línguas nacionais; uma criança cuja língua materna não seja o árabe deve aprender árabe como língua de comunicação e de ensino. O francês começa no segundo ano do ensino primário, e o inglês no primeiro ano após o ensino primário. Estas disposições legais não comprovam uma oferta operacional uniforme em todas as regiões. O Institut National de Promotion et d'Enseignement des Langues Nationales, conhecido como IPELAN, apoia o desenvolvimento das línguas nacionais, a preparação de professores e o trabalho de implementação. Segundo as informações divulgadas, uma turma de 2023 incluiu 28 professores experientes. O projeto-piloto de 2024–2025 abrangeu 25 turmas: 18 turmas de ensino em pulaar, soninquê e uólofe, seis por língua, e sete turmas de comunicação para falantes de árabe, distribuídas por três de pulaar, duas de soninquê e duas de uólofe. Em julho de 2026, o Ministério anunciou o recrutamento de 30 professores de línguas nacionais. Não há evidência de generalização nacional nem de cobertura completa; o acesso continua, por isso, a depender do local, dos professores disponíveis e da procura local. O Institut Pédagogique National e as estruturas regionais de educação também contribuem para a implementação. A aprendizagem tradicional continua a fazer parte da realidade local. Uma mahadra é um espaço tradicional de aprendizagem corânica e religiosa, onde se ensina habitualmente árabe corânico, o alfabeto árabe e conhecimentos linguísticos ou religiosos relacionados. A política de educação pré-escolar apoia-se na aprendizagem adquirida na mahadra. Os termos locais para a aprendizagem tradicional nas línguas nacionais incluem Dudal em pulaar, Khragnibé em soninquê e Dara em uólofe. Estes espaços podem articular-se com o ensino formal, mas não há evidência de um certificado moderno de proficiência linguística equivalente. A literacia de adultos está a cargo da Direção de Luta contra o Analfabetismo e de Educação de Adultos, com a participação de estruturas regionais de assuntos islâmicos na prestação do serviço. Destina-se a pessoas com 14 anos ou mais classificadas como analfabetas e centra-se em áreas selecionadas. A inscrição é feita através das secções locais de alfabetização, o serviço está indicado a zero MRU e não está especificado um prazo fixo para a conclusão. As evidências disponíveis não estabelecem a língua de ensino; por isso, não se deve presumir que uma turma específica seja em árabe, pulaar, soninquê ou uólofe. O certificado resultante comprova literacia, não proficiência em línguas estrangeiras. É possível aprender francês no Institut français de Mauritanie, em Nouakchott, e em cinco Alliances françaises, em Atar, Kaédi, Kiffa, Nouadhibou e Nouakchott. O Institut français oferece francês como língua estrangeira, ou FLE, nos níveis A1 a C1, cursos escolares e preparação para exames de francês. Entre os formatos publicados em Nouakchott encontram-se cursos de 15 horas em 10 sessões por 4.500 MRU, de 30 horas em 20 sessões por 7.500 MRU e um formato intensivo de preparação para exame de 10 horas ao longo de cinco dias por 1.500 MRU. As datas e os preços devem ser confirmados para a sessão escolhida. As Alliances françaises disponibilizam cursos FLE, exames DELF e DALF, DELF Junior e o Test de connaissance du français, ou TCF. O DELF e o DALF abrangem os níveis A1 a C2 e os certificados são válidos por toda a vida. Os resultados do TCF são, em geral, válidos por dois anos. As tarifas publicadas pelo Campus France indicam 1.000 MRU para DELF A1 ou A2, 1.500 MRU para DELF B1 ou B2, 2.000 MRU para DALF C1 ou C2 e 4.000 MRU para TCF. As datas dos exames dependem da sessão. Estes certificados podem apoiar estudos, mobilidade e candidaturas relacionadas com França, mas não constituem um requisito linguístico legal a nível nacional na Mauritânia. Há cursos de árabe para além da escolaridade regular em centros da Universidade de Nouakchott, incluindo o CREL, o Centre de Renforcement de l'Enseignement des Langues, e o Centre d'enseignement de l'Arabe pour non-arabophones. A sua existência foi confirmada para 2024–2025, mas não foram documentados horários de cursos abertos ao público, taxas, certificados ou acesso para pessoas de fora da universidade. O Institut Supérieur d'Anglais, em Nouakchott, é uma instituição pública cujo ensino principal é em inglês. Oferece um diploma em comunicação internacional e formação linguística em serviço para a administração, trabalhadores do setor privado e professores; não foi documentada uma taxa ou um horário para cursos curtos abertos ao público, e as turmas têm um máximo de 14 alunos. O apoio linguístico no ensino superior inclui categorias de diagnóstico propostas, de A2 a B2 e níveis superiores, recuperação intensiva e a possibilidade de estudar línguas durante o primeiro semestre ou um ano letivo completo. Estas medidas pertencem a propostas estratégicas e não estabelecem um direito universal atualmente em vigor. O francês tem grande valor prático para a mobilidade e para vários setores profissionais. O inglês é cada vez mais útil no ensino superior e na comunicação internacional. As línguas nacionais continuam centrais na comunicação local, na cultura e na vida comunitária, mas não há evidência de um certificado profissional padronizado a nível nacional para além dos exames externos de francês. A oferta digital está em desenvolvimento, mas ainda não oferece um serviço documentado de aprendizagem de línguas a nível nacional. O Centre de Formation et d'Echanges à Distance, ou CFED, tem um mandato público para a formação à distância, o desenvolvimento de competências em tecnologias da informação e comunicação e programas remotos com parcerias de certificação. O Taalimi e o e-learning.gov.mr apoiam disciplinas do ensino secundário, e não um currículo linguístico específico. Em 2024–2025, o programa École Numérique comunicou a formação de 160 professores de tecnologias digitais e a ligação por fibra ótica de 20 escolas públicas em três wilayas de Nouakchott. Não há demonstração de que o plano mais amplo de aprendizagem digital e MOOC esteja totalmente implementado, nem evidência de uma plataforma atual dedicada à aprendizagem de pulaar, soninquê ou uólofe.
Línguas na Mauritânia
A aprendizagem de línguas na Mauritânia combina o árabe, as línguas nacionais pulaar/poular/peul, soninquê e uólofe, e línguas estrangeiras como o francês e o inglês. O árabe é a língua oficial, enquanto o hassânia é uma variedade árabe local muito usada. O ensino formal atribui funções diferentes às línguas maternas, ao árabe, ao francês e ao inglês, mas a oferta local e a disponibilidade de professores variam conforme a região. O francês tem a rede mais clara de cursos e exames externos; não há evidência de um exame de proficiência padronizado a nível nacional para pulaar, soninquê ou uólofe.
Dica
Escolha uma opção de aprendizagem na Mauritânia de acordo com o resultado pretendido: progressão escolar, literacia básica, comunicação local, certificação em francês, estudo do árabe ou inglês para o ensino superior e o trabalho internacional. A localização, a disponibilidade efetiva de professores, as condições de entrada, o horário atual, a taxa e o estatuto do certificado são mais importantes do que a existência formal de um programa. Confirme estes pontos com o prestador antes de pagar ou de confiar na qualificação.

