O Presidente é simultaneamente Chefe de Estado e Chefe de Governo, exerce o cargo de Comandante-Chefe e nomeia o Gabinete. O Gabinete inclui o Presidente, o Primeiro Vice-Presidente, qualquer Segundo Vice-Presidente, ministros e vice-ministros. O Gabinete do Presidente e do Conselho de Ministros apoia o Presidente e o Gabinete, acompanha o serviço público e coordena a execução de políticas. Os secretários principais dirigem os ministérios, departamentos e organismos centrais. A Comissão da Função Pública trata da nomeação, confirmação e disciplina no âmbito da função pública. A Assembleia Nacional aprova legislação, aprecia projetos de lei do Governo e de membros privados, debate moções, aprova o orçamento nacional e fiscaliza o poder executivo por meio de comissões. A Comissão das Contas Públicas, a Comissão da Defesa e Segurança e a Comissão das Nomeações Públicas têm funções de fiscalização definidas. O poder judicial é composto pelo Supremo Tribunal de Recurso, pelo Tribunal Superior, pelos tribunais subordinados e pelos tribunais locais. O Tribunal Superior tem jurisdição originária ilimitada em matéria civil e penal e pode rever atos do Governo. Os tribunais subordinados incluem tribunais de magistrados, o Tribunal das Relações de Trabalho, o Tribunal de Justiça de Menores e tribunais locais. Os tribunais locais estão a ser postos em funcionamento por fases. O Malawi tem três regiões em funcionamento — Norte, Centro e Sul — divididas em distritos e bairros. Não tem legislaturas federais ou provinciais com poder soberano para aprovar leis. As autoridades locais incluem conselhos distritais, municipais, urbanos e de cidade. O país tem 28 conselhos distritais e 4 conselhos de cidade. Os vereadores são eleitos e as cidades e municípios têm presidentes de câmara; também se aplica a representação prescrita para chefes tradicionais. Os conselhos elaboram políticas locais e planos de desenvolvimento, apoiam a participação democrática, aprovam regulamentos municipais e prestam serviços como o registo de nascimentos e óbitos. Também colaboram com o Serviço de Polícia do Malawi na paz e segurança locais. As Autoridades Tradicionais e os chefes tradicionais proporcionam uma interface administrativa local e consuetudinária, mas não constituem um nível soberano separado do Estado. A Comissão Nacional das Finanças da Administração Local apoia a descentralização fiscal constitucional e o financiamento da administração local. O Ministério das Finanças e do Planeamento Económico define a política fiscal e económica, prepara o orçamento e gere recursos públicos. A Lei de Gestão das Finanças Públicas de 2022 e os respetivos regulamentos de 2023 regem a gestão financeira pública, enquanto o Fundo Consolidado recebe e paga dinheiro público ao abrigo de autorização legal. O ano financeiro do Malawi termina a 30 de junho. A Assembleia Nacional aprova as dotações, a Autoridade Tributária do Malawi administra impostos e o Gabinete Nacional de Auditoria audita as contas públicas e informa o Parlamento. Os valores propostos para 2026/27 eram receitas de K8 126,0 mil milhões, despesas de K10 978,5 mil milhões, défice de K2 852,5 mil milhões e transferências para conselhos locais de K2 088,9 mil milhões; estes valores dizem respeito a esse ciclo orçamental e podem mudar. O Provedor de Justiça investiga a má administração, pode convocar pessoas e pedir documentos, emite recomendações corretivas e apresenta relatórios anuais à Assembleia Nacional. A Comissão dos Direitos Humanos do Malawi protege e investiga questões de direitos humanos e emite recomendações, mas não exerce poderes judiciais ou legislativos. O Gabinete Anticorrupção previne a corrupção, promove informação pública, recebe queixas e investiga e processa casos de corrupção sob a direção do Diretor do Ministério Público. A Comissão das Nomeações Públicas também analisa determinadas nomeações e exonerações de altos cargos. A Constituição protege a liberdade de expressão, de imprensa, de reunião e de associação. O inglês é a língua oficial e o chichewa é amplamente usado. Ao abrigo da Lei de Acesso à Informação de 2016, que entrou em vigor em 2020, qualquer pessoa pode pedir informações, oralmente, por escrito ou por via eletrónica, a um responsável pela informação. Uma decisão normal deve ser tomada em até 15 dias úteis; um pedido relacionado com a vida ou liberdade pode ter resposta em 48 horas, e um pedido transferido deve ser tratado em até 3 dias úteis. A apresentação do pedido é gratuita, embora possam aplicar-se taxas razoáveis de cópia, tradução ou transcrição. Pode pedir-se uma revisão interna em até 60 dias úteis e uma revisão pela Comissão dos Direitos Humanos do Malawi em até 30 dias úteis. As exceções abrangem áreas como dados pessoais, segurança nacional, defesa, segurança, sigilo profissional e relações internacionais. A Autoridade Reguladora das Comunicações do Malawi regula serviços de comunicações, eletrónicos, postais e de radiodifusão, incluindo licenciamento e proteção dos consumidores. Uma queixa contra um prestador pode ser apresentada à sua Unidade de Assuntos do Consumidor, que presta assistência gratuita. O Serviço de Polícia do Malawi é um órgão executivo independente com quatro regiões policiais e responsabilidades de prevenção, investigação e deteção de crimes, detenção, acusação, manutenção da lei e da ordem e proteção da vida, propriedade e direitos fundamentais. Os tribunais podem dar instruções à polícia. A Força de Defesa do Malawi é a única força militar e permanece sob controlo civil, através do Presidente, do Conselho de Defesa e da fiscalização da Assembleia Nacional. Protege a soberania e a integridade territorial, apoia a ordem constitucional e pode prestar auxílio em emergências; os seus ramos são o Exército, a Força Aérea, a Força Marítima e o Serviço Nacional.
Estado no Malawi
O Malawi é uma república constitucional, unitária, democrática e multipartidária, regida pela Constituição de 1994 e pelas suas alterações posteriores. O Presidente lidera o poder executivo, a Assembleia Nacional aprova leis e despesas públicas, e os tribunais interpretam e aplicam a lei. O governo funciona a nível nacional e através de distritos, bairros e conselhos locais, enquanto instituições especializadas tratam da administração pública, das finanças, da fiscalização, dos direitos e da segurança.
Dica
Antes de apresentar um pedido, identifique o nível e a instituição responsáveis: um conselho ou gabinete distrital para serviços locais, um responsável pela informação para registos públicos e um organismo de fiscalização especializado para má administração, questões de direitos humanos, corrupção ou queixas sobre comunicações. Guarde prova escrita de todos os pedidos e acompanhe os prazos aplicáveis, especialmente nos pedidos de acesso à informação. Não trate uma Autoridade Tradicional, um conselho, um organismo de fiscalização, uma esquadra e um tribunal como entidades equivalentes.

