A principal infraestrutura de transporte da Islândia é a rede rodoviária. A Hringvegur, ou Ring Road, liga grande parte do país, enquanto os voos domésticos e os ferries proporcionam ligações práticas às regiões remotas e às ilhas. A Islândia não tem rede ferroviária. Assim, autocarros, automóveis privados, aviação doméstica e ferries substituem o comboio em diferentes trajetos. A Strætó presta serviços de autocarro público na área da capital, em linhas numeradas de 1 a 36. Klapp, também chamado Klappið, é usado para pagamentos sem contacto, bilhetes e passes. Um bilhete simples para um adulto custa 690 ISK. A tarifa é de 345 ISK para pessoas dos 12 aos 17 anos e para pessoas com 67 anos ou mais, 207 ISK para passageiros com deficiência e gratuita para crianças com 11 anos ou menos. Um bilhete simples é válido por 75 minutos. O limite tarifário restringe o pagamento a três viagens por dia ou nove viagens por semana. Um passe de 30 dias custa 12 000 ISK e um passe de 12 meses custa 120 000 ISK. O organismo de transportes públicos da área da capital, Almenningssamgöngur höfuðborgarsvæðisins (ASHB), gere o planeamento e o serviço desde 1 de julho de 2026, enquanto as empresas de autocarros efetuam as viagens. Os autocarros rurais integram um sistema separado da Vegagerðin. A Vegagerðin, Administração Islandesa das Estradas e Costas, gere as estradas nacionais, a informação de trânsito, os serviços de inverno e os autocarros rurais. Desde 1 de janeiro de 2026, o pagamento nos autocarros rurais é separado do sistema da área da capital. A disponibilidade, os meios de pagamento, as tarifas e os horários dependem da ligação, da área servida e da estação. Alguns serviços funcionam apenas em dias letivos ou durante parte do ano; por isso, um bilhete da área da capital não é automaticamente válido fora desse sistema. Um passageiro que viaje sem tarifa válida pode ser sujeito a uma avaliação pela empresa de autocarros, a uma penalização de até três tarifas mensais e a um recurso para Samgöngustofa, a Autoridade Islandesa dos Transportes. As viagens rodoviárias são essenciais fora da área da capital. A Islândia tem cerca de 12 000 quilómetros de estradas classificadas, e os serviços de inverno abrangem cerca de 5 000 quilómetros. A rede inclui autoestradas pavimentadas, estradas de gravilha e estradas F, utilizadas para viajar pelas terras altas. As estradas F2 e F3 exigem geralmente um veículo grande com tração às quatro rodas. Muitas estradas das terras altas fecham no inverno e durante o degelo e reabrem frequentemente no final de junho ou no início de julho. Os condutores têm de respeitar os encerramentos oficiais e não podem conduzir fora das estradas assinaladas. A condução fora de estrada é proibida e pode danificar terrenos frágeis. As condições das estradas podem mudar rapidamente devido ao gelo, vento forte, gravilha, pontes de faixa única, túneis e poucas horas de luz. Antes de uma viagem mais longa, consulte umferdin.is ou road.is, a informação meteorológica do Serviço Meteorológico da Islândia e SafeTravel. O serviço de trânsito da Vegagerðin atende pelo número 1777, e algumas ligações sujeitas a avalanches ou povoações oferecem alertas por SMS. Os limites gerais de velocidade são 50 km/h nas zonas urbanas, 80 km/h nas estradas de gravilha fora das zonas edificadas e 90 km/h nas estradas rurais pavimentadas, salvo indicação diferente nos sinais. As luzes dianteiras e traseiras devem permanecer acesas em todos os momentos. As crianças com menos de 135 centímetros precisam de um dispositivo de retenção adequado. Os veículos circulam pela direita. O acesso à condução rege-se pelas regras islandesas relativas às cartas de condução. A formação pode começar aos 16 anos, mas a carta só pode ser emitida a partir dos 17. O percurso normal inclui uma autorização de aprendizagem, 25 horas de teoria, 17 a 25 horas com um instrutor e provas teórica e prática. A carta provisória é válida por três anos. A via para uma carta definitiva pode prosseguir após 12 meses com a carta provisória, a Escola de Condução 3, uma avaliação e nenhum ponto de penalização ou proibição de conduzir nos 12 meses anteriores. O reconhecimento ou a troca de uma carta estrangeira dependem da carta, da residência da pessoa e das regras aplicadas por Ísland.is e Samgöngustofa. O proprietário ou utilizador registado de um veículo é responsável pela inspeção. Um automóvel de passageiros, carrinha ou motociclo faz a primeira inspeção ao fim de quatro anos, depois inspeções de dois em dois anos, duas vezes, e, posteriormente, inspeções anuais. Os veículos maiores exigem geralmente uma inspeção anual a partir do momento aplicável. A inspeção verifica, entre outros elementos, o estado de circulação, as emissões, as luzes, os pneus, o número de identificação do veículo e o conta-quilómetros. Uma empresa que transporte passageiros por estrada mediante pagamento precisa geralmente de uma licença comercial de transporte de passageiros, com exceção dos serviços de táxi. A licença é válida por cinco anos, o processamento demora até 15 dias úteis e a taxa indicada é de 14 422 ISK. A gestão das deslocações a pé e de bicicleta é sobretudo local. Reykjavík tem uma rede de percursos partilhados pedonais e cicláveis, e os peões têm prioridade nos percursos de utilização partilhada. O trabalho municipal inclui manutenção de inverno, passagens mais seguras, ligações às escolas e acesso às paragens de autocarro. O Plano Ciclável para 2026–2030 e o Walkable Reykjavík 2036, com medidas até 2031, promovem a mobilidade ativa. As instalações e ligações seguras são menos consistentes fora da área da capital. Caminhar e andar de bicicleta são particularmente adequados a deslocações urbanas e curtas, mas o vento, a neve, as condições do piso e a luz do dia afetam a sua utilização prática. O CityLine está previsto como projeto multimodal de transportes públicos; não é uma ferrovia. As viagens de longa distância combinam autocarros de longo curso, automóveis privados, aviação doméstica e ferries. O aeroporto de Reykjavík é o principal centro da aviação doméstica. A Isavia e a Innanlandsflugvellir gerem 12 aeroportos com voos regulares e cerca de 30 locais de aterragem ao abrigo de um acordo de serviço com o Ministério das Infraestruturas. Os voos ligam Reykjavík a centros regionais, mas a frequência depende da companhia aérea, da estação e do tempo. Os serviços de ferry são uma alternativa funcional para as ilhas e algumas ligações costeiras. O Herjólfur liga Landeyjahöfn a Vestmannaeyjar em cerca de 35 minutos. Os passageiros devem reservar pelo menos 30 minutos para o check-in. Em más condições, o serviço pode passar a operar a partir de Þorlákshöfn ou ser cancelado. Em 2026, a tarifa do Herjólfur para adultos é de 2 700 ISK. A tarifa é de 1 350 ISK para passageiros dos 12 aos 15 anos, pessoas idosas e passageiros com deficiência; é gratuita para crianças com menos de 12 anos, custa 420 ISK para uma bicicleta e 4 050 ISK para um automóvel com menos de cinco metros. Aplicam-se as regras da operadora para alterações e cancelamentos. Os direitos dos passageiros marítimos do EEE podem abranger perturbações e assistência a pessoas com mobilidade reduzida. Os passageiros aéreos e marítimos devem usar os canais oficiais da operadora ou do aeroporto quando a viagem se atrasa, é cancelada ou é afetada pelo tempo. Samgöngustofa é responsável pelas cartas de condução, pelo registo automóvel, pelas inspeções e pela supervisão da segurança nos transportes rodoviário, aéreo e marítimo. O Ministério das Infraestruturas define a política nacional de transportes. Os municípios gerem as ruas e os percursos locais, o estacionamento e as medidas locais de segurança rodoviária. O acesso aos transportes difere, por isso, entre as estradas nacionais, as ruas municipais, o sistema de autocarros da área da capital e os serviços regionais. Os transportes também influenciam a política climática islandesa. Em 2024, as atividades de transporte produziram 33,2% das emissões de gases com efeito de estufa da economia islandesa. A condução produziu 823 quilotoneladas de CO2, equivalentes a 12,1% das emissões de toda a economia. A condução doméstica corrigida produziu 519 quilotoneladas, ou 63,1% das emissões do transporte rodoviário. A eletricidade e o aquecimento limpos não eliminam as emissões do transporte a gasolina e gasóleo. As medidas políticas incluem infraestruturas e incentivos à mobilidade ativa, transportes públicos, pontos de carregamento, veículos de baixas e zero emissões e alterações aos ferries e aos veículos pesados. A meta para os transportes rodoviários em 2030 é de 615 quilotoneladas de equivalente de CO2. Uma proposta ou meta para pôr fim ao registo de novos veículos a gasolina e gasóleo após 2030 não equivale a uma proibição geral já em vigor. Pode haver um subsídio para um veículo elegível de zero emissões matriculado na Islândia após 1 de janeiro de 2024. O veículo tem de pertencer à categoria M1 ou N1 e custar menos de ISK 10 000 000. O subsídio indicado é de ISK 900 000 para um automóvel de passageiros novo e ISK 500 000 para uma carrinha, com pagamento previsto no prazo de dois dias úteis quando os requisitos são cumpridos. A elegibilidade e as condições atuais da candidatura devem ser verificadas junto da autoridade competente. A escolha prática dos transportes na Islândia depende da distância, da estação, do tempo, do estado das estradas, da classe do veículo, da disponibilidade do serviço público e da urgência da viagem.
Transportes na Islândia
Os transportes na Islândia dependem sobretudo de estradas, autocarros, voos domésticos e ferries, porque o país não tem rede ferroviária. Os autocarros públicos estão mais desenvolvidos na área da capital, enquanto as ligações rurais e as infraestruturas pedonais e cicláveis variam consoante o município. O tempo, a luz do dia, as condições das estradas e o acesso sazonal podem afetar diretamente a duração e a segurança das viagens.
Dica
Escolha os transportes na Islândia em função da distância, do acesso rodoviário, da estação e do tempo, e não apenas da rapidez. Os transportes públicos, a caminhada e a bicicleta servem muitas deslocações na área da capital, enquanto automóveis, voos domésticos e ferries são mais úteis nas viagens rurais, remotas ou para ilhas. Considere os encerramentos de estradas, a adequação do veículo, os documentos válidos e as mudanças do tempo como condições da viagem, e não como inconvenientes menores.

