Um animal de companhia, ou gæludýr, é um animal mantido em privado como companhia ou animal doméstico. A responsabilidade pela sua guarda pode durar cerca de 15 anos. Inclui alimentação, equipamento, registo, microchip, vacinas, controlo de parasitas, cuidados veterinários, tratamento de emergência e organização de cuidados quando o detentor não está disponível. A Islândia não concede subsídios estatais para comprar animais de companhia. O termo islandês umráðamaður significa proprietário ou detentor responsável pelo animal. O detentor deve escolher uma espécie, raça, idade e temperamento compatíveis com o tempo, os conhecimentos, os recursos financeiros e as alternativas de cuidado disponíveis. A adoção de um animal adulto é uma opção. Os cães podem ser obtidos junto de criadores ou redes de adoção; os gatos podem vir de abrigos ou clubes de raça. Recomendam-se cursos para cachorros, que podem reduzir a taxa municipal de detenção de cães em alguns municípios. A detenção de cães está geralmente sujeita à hundasamþykkt do município competente, o regulamento local sobre cães. Antes de adquirir um cão, confirme o processo de registo, as taxas, as regras de trela, as zonas onde pode andar solto e outras condições. Em Reiquiavique, o registo é feito através de Ísland.is, o proprietário tem de ter pelo menos 18 anos e o cachorro deve ser registado até aos quatro meses de idade. A detenção de gatos e as regras para outras espécies não são uniformes em todo o país. Reiquiavique tem requisitos adicionais para gatos, incluindo os dados do detentor, uma coleira com morada e telefone, autorização para entradas partilhadas ou espaços comuns, desparasitação anual recomendada a partir dos quatro meses, castração dos gatos machos que saem à rua a partir dos seis meses e uma campainha durante a época de nidificação ou restrições ao tempo que passam fora. Cães, gatos e coelhos necessitam de microchip compatível com a norma ISO e de registo a partir das 12 semanas de idade. Um veterinário habilitado regista a identificação na Dýraauðkenni, a base de dados central de microchips para animais de companhia aprovada pela Autoridade Islandesa para a Alimentação e Veterinária, designada Matvælastofnun ou MAST. O detentor deve manter os contactos atualizados, assinalar o animal como desaparecido e atualizar o registo quando há mudança de detentor. Um registo atualizado dá aos municípios e a quem encontre o animal melhores hipóteses de o devolver. A Lei de Bem-Estar Animal n.º 55/2013 e o Regulamento n.º 80/2016 exigem cuidados adequados. O detentor deve fornecer alimentos apropriados à espécie e água fresca, abrigo, estímulos, proteção contra lesões, doenças, parasitas e perigos, e cuidados veterinários adequados. É obrigatória a eutanásia humanitária quando não é possível aliviar devidamente o sofrimento do animal. A MAST realiza inspeções e aplica a lei. As medidas possíveis incluem multas diárias, custódia temporária, retirada do animal e proibição de deter animais. Suspeitas de maus-tratos podem ser comunicadas à MAST ou à polícia; é possível pedir anonimato. Os cuidados variam consoante a espécie. Coelhos e roedores precisam de companhia ou estímulos adequados, alimentação e água específicas para a espécie, atenção diária, um recinto seco com espaço para se movimentarem, um refúgio e uma cama segura. Não devem ficar sem vigilância por mais de 24 horas, ser mantidos fora do intervalo de temperaturas adequado ou alojados sobre um chão de arame ou rede. A reprodução deve envolver animais saudáveis e respeitar as idades mínimas de desmame. As orientações da MAST também abrangem alimentação regular, cuidados dentários, exercício, socialização, aconselhamento sobre vacinas e controlo de parasitas. Segundo as regras de higiene aplicáveis, os cães precisam de tratamento anual contra ténias e lombrigas. Os serviços veterinários de emergência estão organizados em quatro distritos e 13 zonas, com serviço de prevenção nos dias úteis das 17:00 às 08:00 e, ao fim de semana, das 17:00 de sexta-feira às 08:00 de segunda-feira. Não há provas de que exista um seguro público nacional para animais ou subsídio veterinário. A importação de um animal vivo exige uma licença de importação da MAST e o cumprimento das regras sanitárias e de quarentena. Cães e gatos só podem entrar a partir de países aprovados e, regra geral, têm de ter residido ou tido origem num país aprovado durante seis meses, além de necessitarem de microchip, vacina antirrábica, teste de anticorpos contra a raiva e outras vacinas ou tratamentos exigidos. Os cães e gatos da categoria 2 têm de cumprir um período de espera de, pelo menos, 90 dias após o teste de anticorpos contra a raiva. Normalmente, cães e gatos passam pelo menos 14 dias numa estação de quarentena. A quarentena domiciliária limita-se a cães de assistência certificados que cumpram os requisitos e tenham aprovação prévia. A entrada é feita pelo Aeroporto de Keflavík; não é permitida a entrada por ferry ou avião privado. As companhias aéreas e a MAST determinam se o animal viaja na cabine, no porão ou como carga aérea. O incumprimento pode implicar voo de regresso, quarentena adicional, inspeção e custos veterinários pagos pelo detentor. Coelhos, porquinhos-da-índia, hamsters, gerbos e degus precisam de licença, documentos sanitários e de origem e quatro semanas de quarentena domiciliária. As aves e os peixes estão sujeitos a requisitos específicos de licença e documentação. Quando um animal sai da Islândia, aplicam-se as regras do país de destino. Nas viagens para a UE e o EEE, o microchip tem de ser colocado antes da vacina antirrábica, o animal tem de ter pelo menos 12 semanas para ser vacinado e a exportação começa normalmente pelo menos 21 dias depois. Um veterinário oficial emite o certificado sanitário, que a MAST valida; o certificado é válido por 10 dias. Os cães que entram em Malta, Irlanda, Finlândia, Reino Unido ou Noruega precisam de tratamento contra a ténia entre um e cinco dias antes da entrada. A validação da MAST custa, no mínimo, 6.606 ISK. Outros destinos podem exigir documentos, testes ou tratamentos adicionais. As mudanças de detentor devem ser registadas imediatamente na Dýraauðkenni. Um acordo escrito de transferência ou adoção ajuda a documentar as partes, o animal e a data. O abandono não é uma forma legal de entregar um animal com base nas informações disponíveis. Se o detentor não puder continuar a cuidar dele, deve contactar o município ou serviço de controlo animal competente, um veterinário, a MAST, um abrigo ou um grupo de proteção animal. O serviço municipal DÝR de Reiquiavique recolhe e alberga animais vadios e recebe animais em perigo. Fora de Reiquiavique, é preciso contactar a autoridade municipal responsável. Kattholt é um abrigo especializado em gatos; Dýrahjálp e outros grupos de proteção animal oferecem alternativas funcionais para realojamento. Não existe um serviço nacional normalizado nem um portal único para entregar animais. Os cuidados de fim de vida são geralmente prestados por um veterinário; uma exceção de emergência em caso de sofrimento fatal exige notificação à MAST.
Animais de companhia na Islândia
Ter um animal de companhia na Islândia implica cuidados a longo prazo, condições de vida adequadas à espécie, identificação, tratamento veterinário e cumprimento das regras locais. Cães, gatos e coelhos têm de ter microchip e registo a partir das 12 semanas de idade; a detenção de cães está geralmente sujeita a regras municipais. O detentor paga os custos contínuos e continua responsável pelo bem-estar do animal durante viagens, doenças, desaparecimentos ou realojamento.
Dica
Considere a detenção de um animal na Islândia um compromisso de cuidados a longo prazo, sujeito a regras locais, custos recorrentes e à inexistência de um serviço nacional único para todos os problemas. Antes de adquirir ou deslocar um animal, confirme as regras municipais para cães ou os requisitos de importação específicos da espécie; depois, organize a identificação, os cuidados veterinários, os cuidados de substituição e uma reserva para emergências. Se as circunstâncias mudarem, recorra a uma transferência documentada ou aos contactos locais de bem-estar animal, em vez de abandonar o animal.

