As evidências provêm de inscrições sul-arábicas, vestígios arqueológicos, crónicas árabes, relatos de viajantes islâmicos e estrangeiros, registos otomanos e coloniais, arquivos modernos e memórias orais ou locais. Estas fontes não oferecem uma cronologia igualmente completa para todos os períodos. A palavra Iémen também pode ser anacrónica quando aplicada a períodos anteriores, pois os territórios governados na Antiguidade e na Idade Média não correspondiam às fronteiras da atual República do Iémen. As evidências pré-históricas incluem povoamento, agricultura, arte rupestre e paisagens com inscrições. A história antiga inclui Saba, Ma'in, Qataban, Hadramawt, Awsan e Himyar, do primeiro milénio a.C. até cerca de 630 d.C. Saba tornou-se uma grande potência ao longo das rotas do incenso, sobretudo entre cerca do século VIII e o século III a.C. Ma'rib mostra a ligação entre irrigação, templos e administração central. Himyar dominou grande parte do sul da Arábia na Antiguidade tardia, enquanto o domínio ou a intervenção de Aksum afetou partes do Iémen entre cerca de 525 e 575. Os sistemas religiosos judaico, cristão e politeísta fazem parte das evidências históricas e não devem ser reduzidos a uma narrativa religiosa uniforme. A islamização começou por volta de 630. Os Ziadidas governaram partes de Tihama entre cerca de 818 e 1018, enquanto os Yufiridas, Najahidas, Sulaihidas, Zurayidas e outros poderes locais controlaram diferentes áreas em épocas distintas. Um imanato zaidita surgiu nas terras altas do norte por volta de 897. Os aiúbidas governaram de 1174 a 1229, seguidos pelos Rasulidas, de 1229 a 1454, cujos centros incluíam Zabid e Ta'izz e cuja administração apoiou a erudição e o comércio através do mar Vermelho, da Índia e da China. Os Tahiridas governaram de 1454 a 1517. Estes períodos não constituem um governo nacional ininterrupto. O domínio otomano começou no século XVI, coexistindo com o contragoverno zaidita e qasímida e com sultanatos regionais. Os otomanos regressaram ao norte do Iémen no século XIX e permaneceram até 1918. A Grã-Bretanha tomou Aden em 1839 e, mais tarde, estabeleceu protetorados. Hadramawt seguiu uma história política e comercial própria, que incluiu rotas de caravanas, portos e ligações com comunidades da diáspora. Na época moderna, o fim do domínio otomano no norte levou à criação do Reino Mutawakkilita. A Revolução Republicana de 1962 foi seguida pela Guerra Civil do Iémen do Norte, entre 1962 e 1970. O Iémen do Sul tornou-se independente em 1967 e a República Democrática Popular do Iémen foi estabelecida em 1970. A República Árabe do Iémen e a República Democrática Popular do Iémen unificaram-se em 22 de maio de 1990; seguiu-se uma guerra civil em 1994. A revolta de 2011 e a transição política, a tomada de Sana'a por Ansar Allah em 2014, a intervenção liderada pela Arábia Saudita iniciada em 26 de março de 2015, após um pedido do presidente Hadi, e a trégua mediada pelas Nações Unidas em 2022 fazem parte da história contemporânea. A trégua não resultou num acordo político nacional. O controlo, a administração e o acesso continuam fragmentados e podem mudar rapidamente. A história regional varia muito. Marib é central para a história de Saba, da irrigação e das inscrições. Sana'a e as terras altas ligam o povoamento antigo, o domínio zaidita, as mudanças otomanas e a transformação republicana. Tihama e Zabid estão associadas à erudição islâmica, ao comércio costeiro e à administração rasulida. Hadramawt e Shibam ligam o povoamento antigo às economias de caravanas, à história urbana e às comunidades no estrangeiro. Aden reflete o desenvolvimento portuário, o domínio colonial britânico, os movimentos anticoloniais e o Iémen do Sul. Sa'da e as terras altas do norte são especialmente relevantes para a história zaidita. Entre os lugares históricos estão a Cidade Antiga de Sana'a, habitada há mais de 2.500 anos e centro islâmico desde os séculos VII e VIII; Shibam, com povoamento pré-islâmico, uma mesquita do século IX ou X, um castelo do século XIII e uma cidade muralhada do século XVI; Zabid, fundada ou ampliada por volta de 820 e importante centro de aprendizagem islâmica entre os séculos XIII e XV; e os Marcos do Antigo Reino de Saba, em Marib, compostos por sete sítios arqueológicos inscritos em 2023. Vários locais culturais continuam altamente vulneráveis. Sana'a e Shibam estão na Lista do Património Mundial em Perigo desde 2015; Zabid, desde 2000; e os sítios de Marib, desde 2023. O acesso formal é fragmentado. É possível estudar história em programas escolares e universitários, incluindo percursos de licenciatura, mestrado e doutoramento na Universidade de Sana'a. Museus e coleções são administrados por instituições como o Ministério da Cultura e do Turismo, a Organização Geral de Antiguidades e Museus, museus regionais e universitários e o Centro Nacional de Documentos mencionado por essa organização. A conservação das cidades históricas está associada à Organização Geral para a Preservação das Cidades Históricas no Iémen. O acesso a museus, coleções e arquivos depende da instituição, da região, da segurança e das práticas de abertura; não há evidência de um horário nacional uniforme. As escavações arqueológicas exigem uma licença da Organização Geral de Antiguidades e Museus. Nos termos da Lei das Antiguidades n.º 21 de 1994, alterada pela n.º 8 de 1997, as antiguidades são, em geral, propriedade do Estado e administradas por essa organização. A descoberta de uma antiguidade móvel cria deveres de comunicação, e a propriedade do terreno não dá direito a escavar. A escavação, o comércio e a exportação são restringidos. As equipas de investigação licenciadas documentam o trabalho, entregam os achados e resultados e estão sujeitas a requisitos de publicação que podem estender-se até cinco anos. A aplicação varia por região devido ao conflito e à fragmentação da autoridade. As propinas universitárias, a entrada em museus e o acesso a arquivos dependem de cada instituição; o calendário da investigação depende dos calendários académicos, licenças, segurança e épocas de trabalho de campo. As afirmações históricas devem ser classificadas segundo as evidências. Uma inscrição ou um resultado arqueológico não equivale a uma conclusão retirada de vestígios incompletos, de uma crónica posterior ou de uma narrativa política. Questões sobre a Rainha de Sabá, a extensão dos antigos reinos, as datas dinásticas e o alcance do controlo territorial exigem a comparação de fontes. Narrativas confessionais, regionais, sulistas, republicanas e houthi podem interpretar o mesmo acontecimento de maneiras distintas. A memória oral local e tribal pode preservar evidências valiosas, mas não tem o mesmo estatuto de um registo histórico certificado pelo Estado.
História no Iémen
A história no Iémen abrange o desenvolvimento de sociedades, territórios governados, instituições e memórias, da pré-história ao presente. Inclui os antigos reinos de Saba, Ma'in, Qataban, Hadramawt, Awsan e Himyar, Estados islâmicos e medievais, o domínio otomano e britânico, a divisão entre o Iémen do Norte e o Iémen do Sul, a unificação e os conflitos recentes. A história do Iémen é regional, e não uma narrativa contínua de um único Estado territorial.
Dica
Adote uma abordagem regional e baseada em fontes ao estudar a história no Iémen; uma narrativa nacional única pode ocultar grandes diferenças entre Marib, Sana'a, Zabid, Hadramawt, Aden e as terras altas do norte. Escolha o percurso conforme o objetivo: estudos universitários para uma qualificação formal, trabalho documental e arquivístico para analisar fontes ou um projeto institucional autorizado para investigação arqueológica. Considere o acesso, a segurança, a mudança de autoridade e as evidências incompletas como limites práticos desde o início.

