O transporte rodoviário é o principal meio de transporte no Butão. Segundo os dados de rede consultados para 2023, a rede rodoviária tinha cerca de 18.337,29 quilómetros. As montanhas, os povoados dispersos, os trajetos difíceis e a falta de ligações no último troço prolongam as viagens e podem limitar a acessibilidade. A época das chuvas, o congestionamento nas fronteiras e as condições locais das estradas provocam atrasos adicionais. Os transportes públicos não estão organizados de forma uniforme em todo o país. Em Thimphu, o City Bus opera 17 percursos durante o dia e 5 à noite; o serviço funciona aproximadamente entre as 7:00 e as 0:30. O Smart Card e a aplicação Gakyid Ride permitem aceder localmente a bilhetes, horários e informações em tempo real. Também há autocarros rodoviários e táxis entre localidades maiores. O Bhutan Post Express Coaster circula diariamente entre Thimphu e Phuntsholing, em ambos os sentidos; segundo o horário, parte às 10:00 e a tarifa indicada é Nu 485 por viagem. Os bilhetes estão disponíveis, entre outros locais, nos correios de Thimphu e Phuntsholing. Horários, preços e serviços disponíveis dependem do operador e da operação em curso. O Ministry of Infrastructure and Transport (MoIT) é responsável pela política geral de transportes. O Department of Surface Transport (DoST) trata das estradas, transportes públicos, veículos elétricos e mobilidade não motorizada. A Bhutan Construction and Transport Authority (BCTA) regula os veículos, as cartas de condução e a segurança dos transportes públicos. Os governos locais e a Thromde são responsáveis pelas estradas locais e pelas infraestruturas pedonais e cicláveis. A Traffic Division da Royal Bhutan Police (RBP) monitoriza o trânsito, regista acidentes e faz cumprir as regras de circulação. As Road Safety and Transport Regulations 2021 aplicam-se a automóveis e motociclos. As cartas de condução distinguem-se entre licença de aprendizagem, carta normal e carta profissional. É possível obter licença de aprendizagem a partir dos 17 anos. A idade mínima é 18 anos para veículos ligeiros e veículos de duas rodas, e 21 anos para veículos médios e pesados, bem como para certos veículos de trabalho. O período de aprendizagem é de seis meses se a pessoa aprender por conta própria ou de três meses após formação num instituto de condução reconhecido. Seguem-se exames teóricos e práticos. O registo do veículo, um Certificado de Inspeção Técnica (RWC) válido como prova de aptidão para circular, o teste de emissões e o seguro também fazem parte do processo. Entre outros serviços, a BCTA disponibiliza serviços online para registos, renovações, documentos de substituição, questões de RWC, multas, cartas de condução e marcação de exames. As taxas indicadas incluem, por exemplo, Nu 100 para a licença de aprendizagem, Nu 100 pela carta de condução mais Nu 100 pelo cartão, Nu 75 pelo exame de veículo ligeiro, Nu 50 pelo exame de veículo de duas rodas, Nu 100 pelo exame de veículo médio ou pesado e Nu 500 pelo exame de veículo de trabalho. Para obter uma carta profissional de taxista, é necessário ter pelo menos 21 anos e três anos de experiência com veículos ligeiros. O transporte comercial de passageiros também exige licenças para o percurso em causa, prova válida de aptidão do veículo, seguro e cumprimento das tarifas aplicáveis. Os veículos estrangeiros só podem circular temporariamente no Butão ao abrigo dos acordos bilaterais, multilaterais ou regionais aplicáveis e mediante o pagamento das taxas previstas. Não podem transportar passageiros pagantes entre localidades no Butão. As regras de trânsito butanesas aplicam-se a todos os veículos. No Butão, conduz-se pela esquerda. Ao abrigo das regras de 2021, a RBP indica como limites de referência 50 km/h para veículos ligeiros e de duas rodas, 35 km/h para veículos médios e pesados e 20 km/h em zonas urbanizadas. A sinalização local pode estabelecer velocidades inferiores. O uso do cinto é obrigatório nos bancos dianteiros e o capacete é obrigatório nos veículos de duas rodas. Conduzir sob o efeito de álcool ou drogas, ultrapassar perigosamente, estacionar indevidamente e circular sem aptidão técnica ou seguro pode ser penalizado. Atualmente não há transporte ferroviário no Butão. Não há serviços regulares de comboios de passageiros nem de mercadorias. Um acordo de 2025 entre o Butão e a Índia relativo às ligações entre Gelephu e Kokrajhar e entre Samtse e Banarhat abrange estudos e planeamento, mas ainda não permite serviços ferroviários utilizáveis. Para viagens longas, os transportes rodoviários e, em alguns casos, a via aérea continuam a ser as alternativas práticas. O Aeroporto Internacional de Paro é a principal porta de entrada para o transporte aéreo. A Drukair liga Paro a Bumthang, Gelephu e Yonphula e, de acordo com a informação consultada do operador, também opera voos para dez destinos internacionais. A Bhutan Airlines oferece ligações de Paro para Calcutá, Deli, Banguecoque e Catmandu. Os horários dos voos podem mudar consoante a estação e as condições de operação. A Bhutan Civil Aviation Authority (BCAA) supervisiona, entre outras matérias, a segurança da aviação, a segurança aeroportuária, o controlo do tráfego aéreo e as operações de voo. Na prática, as deslocações curtas a pé são muito importantes. Uma estimativa de partes interessadas de 2021 calcula que mais de 75% das deslocações entre um e dois quilómetros são feitas a pé ou por meios não motorizados. A bicicleta é menos comum e é usada sobretudo para desporto ou certas deslocações quotidianas. Em muitos locais não há ciclovias próprias, e o relevo e o inverno dificultam a sua utilização. Passeios, passagens seguras, estacionamento para bicicletas, aluguer de bicicletas e a melhoria de Norzin Lam em Thimphu constam dos planos, mas ainda não foram implementados em todo o país. Segundo um documento de trabalho do MoIT baseado em dados de 2011, os transportes foram responsáveis por cerca de 45% das emissões relacionadas com energia e 7,6% do total de emissões de gases com efeito de estufa. Por isso, o Butão promove a mobilidade de baixas emissões. Estão previstas estações de carregamento para veículos elétricos nos 20 distritos (Dzongkhags); pretende-se que o carregamento nos locais participantes continue gratuito até ao fim de 2029. Um contrato do DoST prevê 45 autocarros elétricos, cuja operação é esperada até ao fim de 2026. Além disso, o Bhutan Green Transport Project prevê 50 autocarros elétricos a bateria, prioridade para autocarros, sistemas inteligentes de transporte e 23 passagens pedonais com semáforos. O planeamento e a adjudicação de contratos ainda não significam que exista operação regular completa. Os horários, taxas e datas dos projetos refletem a situação pesquisada a 6 de setembro de 2026 e devem ser confirmados junto da BCTA ou do operador relevante antes de serem usados.
Transportes no Butão
O Butão é acessível sobretudo através de uma extensa rede rodoviária montanhosa. Autocarros, táxis, veículos particulares e voos domésticos ligam diferentes localidades, embora atualmente não haja serviços ferroviários no país. Em cidades como Thimphu, autocarros urbanos, passeios e algumas opções de bicicleta complementam os transportes.
Dica
Considere o transporte rodoviário como a opção padrão e, devido às montanhas, à época das chuvas e às lacunas no último troço, reserve tempo adicional e planeie uma alternativa. Escolha autocarro, táxi, veículo particular, percurso pedonal ou voo conforme a ligação disponível, a hora, a bagagem e a acessibilidade do troço final. Confirme horários, taxas e pontos de carregamento junto do operador específico ou da BCTA.

