A Bolívia adota uma abordagem educativa intracultural, intercultural e plurilingue (Educación Intracultural, Intercultural y Plurilingüe, ou EIIP). As crianças começam a aprender na língua materna; consoante o perfil linguístico regional, o castelhano e uma língua indígena são usados como primeira ou segunda língua. No percurso regular de ensino, uma língua estrangeira é introduzida gradualmente ao longo de todas as etapas, desde os primeiros anos escolares, com o objetivo de alcançar competência trilingue. A língua estrangeira oferecida e a disponibilidade de aulas dependem da localização e da escola. O Ministério da Educação (Ministerio de Educación) define os programas curriculares e os requisitos. O Instituto Plurinacional de Estudo de Línguas e Culturas (Instituto Plurinacional de Estudio de Lenguas y Culturas, IPELC) desenvolve programas de línguas e culturas, materiais, oportunidades de aprendizagem digital e certificações de competências. Os Institutos de Língua e Cultura (Institutos de Lengua y Cultura, ILC), especializados por língua, oferecem cursos de línguas indígenas nos níveis Básico, Intermédio e Avançado. A plataforma virtual do IPELC inclui atualmente, entre outras, o quéchua, o aimará e o guarani. Universidades, centros privados de línguas, organizações não governamentais e prestadores online têm os seus próprios requisitos de admissão, taxas, documentação e regras de reconhecimento. Os adultos também podem aprender línguas indígenas através da Educação Alternativa e Especial (Educación Alternativa y Especial), da alfabetização multilingue e de programas de pós-alfabetização. A família, a comunidade (Comunidad) e as instituições comunitárias continuam a ser contextos informais especialmente importantes para a aprendizagem de línguas indígenas. Na vida quotidiana e profissional, os organismos públicos promovem línguas regionais oficiais, traduzem materiais e formam pessoal. Nos termos da Lei 269 (Ley 269), as pessoas têm direito a ser atendidas pelas autoridades públicas na sua própria língua, de acordo com a jurisdição territorial; no sistema de justiça, é disponibilizada interpretação gratuita quando necessária. Certas funções públicas também exigem o conhecimento de pelo menos duas línguas oficiais, e espera-se que o pessoal sem proficiência suficiente aprenda uma língua regional a nível comunicativo no prazo máximo de três anos. O acesso ao ensino público é geralmente gratuito até ao ensino superior, mas isso não garante automaticamente uma vaga num curso específico, um professor, material didático ou uma língua determinada. As taxas e os horários dos cursos do IPELC ou de um ILC dependem da oferta atual. O IPELC avalia e certifica a competência linguística de falantes nativos e de aprendentes de uma segunda língua; o certificado de curso é diferente dessa certificação e é reconhecido segundo as regras da instituição pertinente. Para línguas estrangeiras, não há evidência de uma norma estatal uniforme com equivalência nacional ao QECR. Os cursos digitais reduzem a dependência da localização, mas exigem acesso à internet e dispositivos adequados, disponíveis em graus diferentes nas várias regiões.
Aprendizagem de línguas na Bolívia
A aprendizagem de línguas na Bolívia inclui o espanhol (castelhano), línguas indígenas e línguas estrangeiras. A Constituição reconhece o castelhano e 36 línguas indígenas como 37 línguas oficiais; a língua adicional usada depende da região e da necessidade. Os percursos de aprendizagem vão das escolas públicas e cursos do IPELC ou de um Instituto de Língua e Cultura às universidades, prestadores privados, comunidades e ofertas digitais.
Dica
Na Bolívia, escolha o percurso de aprendizagem de acordo com a língua pretendida, o uso previsto e o comprovativo de que precisa. Confirme a oferta específica antes de se inscrever, porque a língua, a vaga, as taxas, o modo de ensino e o reconhecimento variam conforme a escola, o ILC, o IPELC, a universidade ou o prestador privado.

