O Estado da Cidade do Vaticano é distinto da Santa Sé. Os seus principais serviços comerciais são organizados por instituições e concessões, e não por uma ampla rede de lojas públicas. O Governatorato e as suas direções são responsáveis pelos principais fornecedores: a Direção da Economia supervisiona o Tigre-Annona, o Emporio e os serviços comerciais filatélicos e numismáticos; a Direção da Saúde e Higiene supervisiona a Farmacia Vaticana; a Direção dos Museus e do Património Cultural supervisiona as lojas dos museus; e a Direção das Telecomunicações e dos Sistemas de Informação supervisiona os serviços postais e filatélicos. O Tigre-Annona é um supermercado interno para os trabalhadores do Governatorato e da Santa Sé, as respetivas famílias e os residentes do Estado da Cidade do Vaticano. O acesso exige um cartão válido e não está estabelecido como comércio a retalho aberto ao público em geral. A loja reabriu em 15 de outubro de 2025 e tem cerca de 11 000 produtos, 1 321 metros quadrados de área total, 875 metros quadrados de área de vendas, seis caixas e 30 lugares de estacionamento. As secções de frescos abrangem carne, pão, refeições preparadas, fruta e legumes, peixe para levar e outros produtos locais. O horário é de segunda-feira a sábado, das 7:00 às 19:30. A loja segue uma política de preços baixos diários e oferece um serviço estabelecido de recolha posterior, embora não esteja confirmada a ativação atual do serviço «click and collect». A concessão do Tigre-Annona pertence à Magazzini Gabrielli S.p.A. A Farmacia Vaticana disponibiliza medicamentos, produtos de farmácia e sem receita, cosméticos, produtos dermatológicos, suplementos, dispositivos médicos e produtos internacionais. A Parafarmacia, sob a colunata da Piazza San Pietro e do Braccio di Carlo Magno, serve peregrinos e visitantes. O acesso à farmácia principal faz-se pela Porta Angelica ou pela Porta Sant’Anna e exige autorização do gabinete de permissões, identificação como cartão de identidade ou passaporte e receita original para medicamentos sujeitos a receita médica. Não são aceites receitas digitais. Não é necessário cartão de saúde italiano e não se aplica a dedução fiscal italiana. O horário de inverno é de segunda a sexta-feira, das 8:30 às 18:00, e ao sábado, das 8:30 às 13:00. Durante o período de verão, de 13 de julho a 31 de agosto de 2026, o horário dos dias úteis é das 8:30 às 15:00 e o horário de sábado mantém-se das 8:30 às 13:00. Estão a ser desenvolvidas vendas à distância pela farmácia. A disponibilidade dos produtos, as condições de pagamento e de entrega devem ser confirmadas antes de encomendar. O envio de medicamentos pela farmácia limita-se aos que não são comercializados em Itália, destina-se apenas a particulares e exclui Roma e a sua província. Não existe dentro da Cidade do Vaticano um equivalente geral de comércio a retalho de vestuário e tecnologia que esteja documentado de forma fiável. A oferta comercial dos Museus do Vaticano inclui T-shirts, acessórios, malas e artigos religiosos, geralmente associados à visita aos museus ou à sua loja. As livrarias dos museus também vendem produtos multimédia, papelaria e brinquedos, mas não substituem uma loja completa de eletrónica de consumo. Por isso, poderá ser necessário recorrer a fornecedores externos italianos, da União Europeia ou de outras lojas em linha para vestuário comum, artigos para o lar ou tecnologia. A loja dos Museus do Vaticano vende publicações, esculturas, gravuras, cartazes, acessórios, decoração para a casa e presentes. A CFN, Commercializzazione Filatelica e Numismatica, opera uma loja em linha mundial de selos, moedas e produtos relacionados com o Vaticano. A CFN exige registo, aceita cartões de crédito através de uma página de pagamento segura e limita os países de compra elegíveis; a Cidade do Vaticano não consta da lista publicada. Os custos e prazos de entrega dependem do destino, do peso e da encomenda. O prazo indicado é meramente indicativo e pode chegar a 120 dias, podendo ocorrer atrasos alfandegários ou da transportadora. As lojas dos museus aceitam geralmente dinheiro e cartões, incluindo American Express, Diners e JCB. O Tigre-Annona não publicou regras pormenorizadas sobre pagamentos em dinheiro e com cartão. A Cidade do Vaticano não pertence à União Europeia, e a moeda com curso legal é o euro; por isso, as regras da UE sobre IVA e alfândegas não se aplicam automaticamente. A relação aduaneira e fiscal com a Itália rege-se pelo acordo de 1930 e deve ser verificada para cada envio. Na síntese jurídica oficial analisada, não foi identificado um código local único de defesa do consumidor. Numa compra presencial, não se pode presumir um direito geral de livre resolução; guarde o recibo e verifique as condições do vendedor. Os termos da CFN estabelecem um processo específico: o cancelamento está limitado às 24 horas seguintes à confirmação do pagamento, o direito de livre resolução pode ser exercido nos 14 dias seguintes à receção, e os bens devem ser devolvidos nos 14 dias subsequentes. O cliente suporta os custos de devolução e os encargos aduaneiros que lhe sejam imputáveis. Defeitos ou danos de transporte têm de ser comunicados no prazo de oito dias através do formulário ou do processo por correio eletrónico indicados. Uma compra a um vendedor estabelecido na UE pode beneficiar do direito de livre resolução de 14 dias e da garantia legal mínima de dois anos da UE, mas estas proteções não se aplicam automaticamente a um vendedor de fora da UE. A jurisdição do vendedor, as condições de entrega e os encargos de importação determinam a situação prática. As medidas de sustentabilidade são mais visíveis no comércio a retalho institucional. O Tigre-Annona trabalha com um concessionário certificado pela ISO 50001, utiliza carrinhos de compras de plástico reciclado, iluminação LED, controlos sensíveis à luz do dia, monitorização da refrigeração em tempo real e etiquetas eletrónicas de preços. Um compactador de garrafas PET pode emitir vales de compras. A CFN declara que as suas embalagens são totalmente isentas de plástico e utiliza materiais recicláveis ou provenientes de fontes responsáveis.
Compras na Cidade do Vaticano
As compras na Cidade do Vaticano são fragmentadas e não assentam num comércio a retalho urbano aberto. Os residentes e trabalhadores elegíveis podem utilizar o supermercado Tigre-Annona, que funciona com cartão, enquanto os visitantes recorrem sobretudo à Farmacia Vaticana, às lojas dos museus, aos serviços postais e filatélicos e a determinadas lojas em linha. A moeda da Cidade do Vaticano é o euro, mas as regras de acesso, pagamento, entrega, alfândega e devolução variam consoante o fornecedor.
Dica
Escolha o canal de compras na Cidade do Vaticano em função do seu direito de acesso e dos bens de que necessita. O Tigre-Annona é útil para titulares de cartão elegíveis, enquanto os visitantes recorrem normalmente à Parafarmacia, às lojas dos museus ou a fornecedores em linha; para vestuário comum e eletrónica de consumo, costuma ser necessário recorrer a um vendedor externo. Confirme as condições de pagamento, entrega, alfândega e devolução antes de pagar, pois variam consoante o fornecedor.

