As paisagens naturais da Tanzânia incluem o sistema de savana e migração Serengeti-Ngorongoro, bosques de miombo no sul e oeste, florestas montanhosas do Arco Oriental, o Grande Vale do Rift, o Monte Kilimanjaro, o Monte Meru, a paisagem vulcânica de Ngorongoro, o Lago Tanganica, o Lago Vitória, o Lago Natron, planícies aluviais fluviais, zonas húmidas Ramsar e a costa do Oceano Índico. Os ecossistemas costeiros incluem recifes de coral, pradarias marinhas, mangais e florestas costeiras. Sustentam espécies como elefantes, rinocerontes-negros, cães-selvagens, chitas, girafas, leões, hipopótamos, crocodilos, chimpanzés, tartarugas marinhas e aves migratórias. A Tanzânia também protege espécies raras e localmente endémicas, incluindo o mangabei-de-crista-de-Sanje, o kipunji e o celacanto. A proteção da natureza está dividida por vários sistemas, não sendo responsabilidade de uma única autoridade. O Ministério dos Recursos Naturais e Turismo assegura a supervisão nacional. A Autoridade dos Parques Nacionais da Tanzânia gere os parques nacionais, a Autoridade da Área de Conservação de Ngorongoro gere a Área de Conservação de Ngorongoro e a Autoridade de Gestão da Vida Selvagem da Tanzânia gere reservas de caça, áreas controladas de caça e áreas de gestão da vida selvagem. Os Serviços Florestais da Tanzânia gerem reservas florestais, reservas florestais naturais, mangais e reservas apícolas. A Unidade de Parques e Reservas Marinhas gere áreas marinhas protegidas, incluindo parques e reservas marinhos. Em Zanzibar, a Autoridade de Gestão Ambiental de Zanzibar regula as questões ambientais, enquanto o Governo Revolucionário de Zanzibar gere áreas de conservação marinha e outras áreas naturais protegidas. A Tanzânia publicou uma lista de 21 parques nacionais através da autoridade de parques nacionais, embora os materiais tarifários tenham incluído 22 entradas. A informação atual sobre parques e tarifas deve, por isso, ser verificada para o destino específico. A proteção florestal inclui cerca de 465 reservas florestais e 25 reservas florestais naturais, num sistema mais vasto de reservas que abrange aproximadamente 14,5 milhões de hectares. As reservas florestais naturais dão geralmente prioridade à investigação, educação e turismo de natureza e não permitem a extração comum de madeira ou vida selvagem. A proteção marinha inclui 18 áreas marinhas protegidas, compostas por três parques marinhos e 15 reservas marinhas. A Baía de Menai, a Ilha de Mnemba e o Canal de Pemba são exemplos importantes de Zanzibar. A Tanzânia tem também três sítios naturais Património Mundial da UNESCO e um sítio misto, cultural e natural, bem como quatro zonas húmidas Ramsar que cobrem aproximadamente 4.868.424 hectares. As atividades incluem observação de animais e aves, fotografia, campismo, caminhadas, escalada de montanhas, caminhadas para ver chimpanzés, canoagem, caiaque, safaris de balão, pesca desportiva e ciclismo. A Autoridade de Gestão da Vida Selvagem da Tanzânia também regula atividades como caça turística, utilização de carne de caça e outras formas de aproveitamento da vida selvagem. As áreas de gestão da vida selvagem podem combinar conservação, participação das aldeias, partilha de benefícios e atividades de subsistência, mas a caça, pesca, recolha de material biológico e remoção de produtos florestais não são automaticamente atividades gratuitas. A categoria da área e a licença, autorização ou direito de utilização exigidos determinam o que é permitido. Os Parques Nacionais da Tanzânia utilizam frequentemente sistemas de reserva em linha e pagamento GePG. As taxas de conservação aplicam-se por períodos de 24 horas; as taxas de atividades, guia, entrada e veículo variam conforme o parque e a atividade. O material tarifário publicado identificado para esta investigação cobria o ano financeiro de 2023/24 e indicava validade até junho de 2024, pelo que os preços atuais devem ser verificados antes da reserva. O material indicava entrada gratuita para crianças com menos de cinco anos e tarifa infantil dos cinco aos quinze, com categorias de acesso que podem distinguir identificação da Comunidade da África Oriental, estatuto de residente e licenças de expatriado. Ngorongoro, reservas florestais, áreas marinhas e áreas de gestão da vida selvagem podem ter sistemas distintos de reserva, guia, licença e taxa; aplicam-se as condições da autoridade responsável ou do fornecedor aprovado. Os animais selvagens continuam a ser perigosos mesmo em áreas de visita geridas. Os visitantes devem manter distância, evitar alimentar os animais e fazer barulho, cumprir os limites de velocidade, permanecer nas estradas permitidas e usar parques de campismo designados. Os safaris a pé exigem trilhos assinalados e um guarda-florestal armado. As atividades aquáticas exigem colete salva-vidas e guia. As atividades de montanha exigem aclimatação gradual, água suficiente e guia; segundo as regras de investigação fornecidas, não se devem levar crianças com menos de 12 anos acima dos 3.000 metros. As caminhadas para ver chimpanzés exigem guia, excluem pessoas doentes e não admitem crianças com menos de 15 anos. Crocodilos, hipopótamos, doenças de altitude, chuva forte, inundações, incêndios e secas podem criar riscos adicionais. A proteção da natureza também cria conflitos relativos à terra, acesso e meios de subsistência. O conflito entre pessoas e animais selvagens pode causar danos em culturas agrícolas, animais de criação e propriedade, ferimentos ou mortes, sobretudo perto de áreas protegidas, corredores de vida selvagem, zonas de dispersão e cursos de água. Assentamentos, agricultura, pastoreio e infraestruturas podem bloquear corredores. A estratégia nacional da Tanzânia aborda prevenção, resposta rápida e mecanismos de compensação ou kifuta jasho; a estratégia para as áreas de gestão da vida selvagem salienta proteção local, partilha de benefícios e atividades geradoras de rendimentos. Outros conflitos incluem turismo e investimento versus integridade do habitat, pesca e extração de recursos versus zonas marinhas de não captura, uso florestal e produção de carvão versus proteção de bacias hidrográficas, e tráfico de vida selvagem versus fiscalização. Os projetos abrangidos por categorias prescritas exigem avaliação de impacto ambiental antes da construção ou financiamento do projeto. O processo do Conselho Nacional de Gestão Ambiental pode incluir registo, triagem, definição do âmbito e termos de referência, avaliação, análise, participação pública e certificado ambiental. Zanzibar aplica o seu próprio quadro ambiental através da Autoridade de Gestão Ambiental de Zanzibar. A investigação sobre vida selvagem é coordenada pelo Instituto de Investigação da Vida Selvagem da Tanzânia, enquanto os Serviços Florestais da Tanzânia apoiam a investigação florestal, educação e sensibilização para incêndios. Para investigação que envolva vida selvagem ou material biológico, os requisitos científicos, de licenciamento e autorização aplicáveis devem ser confirmados antes do início do trabalho.
Natureza na Tanzânia
A Tanzânia contém savanas, florestas montanhosas, o Grande Vale do Rift, paisagens vulcânicas, grandes lagos, zonas húmidas, mangais, recifes de coral e pradarias marinhas. As áreas protegidas conservam vida selvagem, florestas, ecossistemas marinhos e paisagens locais através de diferentes autoridades, licenças e regras de utilização. As atividades na natureza vão desde observação de animais e escalada de montanhas a caminhadas para ver chimpanzés, mergulho, pesca e investigação, mas o acesso, as taxas, os guias e as restrições dependem da área específica.
Dica
Trate as atividades e projetos na natureza na Tanzânia como decisões específicas para cada área, não como se houvesse uma única regra para todo o país. Escolha primeiro a área protegida e atividade exatas; depois confirme a autoridade responsável, taxa atual, licença, guia e condições de segurança. Evite atividades que envolvam contacto com animais selvagens, remoção de recursos ou construção ambiental até documentar as autorizações e medidas de controlo de riscos necessárias.

