Prepare um passaporte ou documento de identidade válido, registos de nascimento, casamento e escolaridade, documentos de visto ou residência, registos de vacinação e medicação, bem como cópias em papel e digitais, antes de viajar. Guarde os originais em segurança e mantenha contactos locais e números de emergência disponíveis sem ligação à internet. As regras de entrada podem mudar rapidamente. As orientações atuais para alguns estrangeiros mencionam um passaporte válido por pelo menos seis meses, certificado de febre amarela e registo no Departamento de Estrangeiros no prazo de três dias após a chegada; podem ser exigidas duas fotografias tipo passe e uma taxa, e o hotel pode registar o hóspede. Confirme as regras atuais com uma embaixada ou consulado sudanês e com a Direção-Geral de Passaportes e Imigração, conhecida localmente como دائرة الأجانب ou Jawazat. Port Sudan é a principal porta de entrada operacional por via aérea e administrativa. O aeroporto de Port Sudan e o aeroporto de Cartum têm ligações internacionais e domésticas limitadas, e encerramentos temporários ou ataques com drones podem interromper as viagens. As travessias terrestres podem envolver conflito armado, postos de controlo, pilhagens, engenhos explosivos por detonar e cheias repentinas. Verifique o percurso, o transporte, o horário de funcionamento e a situação de segurança local imediatamente antes de partir. Não existe um sistema nacional que encaminhe todas as pessoas que chegam para um primeiro alojamento; anfitriões, comunidades, locais temporários e campos oferecem soluções diferentes. Alguns campos e assentamentos de refugiados também funcionam como pontos de acesso a serviços, enquanto outros locais dependem de redes locais ou humanitárias. Os cidadãos sudaneses e os cidadãos que regressam recorrem geralmente ao Registo Civil para obter documentos de identidade, o número nacional (الرقم الوطني) e registos de estado civil. A Direção-Geral de Passaportes e Imigração trata dos passaportes. O seu sistema oficial de marcação eletrónica lista serviços em Port Sudan, Kassala, Gedaref, White Nile, Sennar, Dongola, Wad Madani e El Obeid, e a marcação é gratuita. A perda de um passaporte normalmente exige um certificado policial de perda, uma cópia e o número nacional. O registo de nascimento pode exigir uma notificação hospitalar ou de saúde e os números nacionais de ambos os pais; um progenitor ausente pode ter de apresentar uma procuração. Um nascimento no estrangeiro pode exigir a certidão de nascimento estrangeira ou uma notificação certificada. O registo tardio ou em falta pode exigir uma certidão judicial e comprovativos dos pais. As taxas das certidões de nascimento variam, enquanto, segundo as informações locais disponíveis, as certidões de óbito são emitidas gratuitamente. Os estrangeiros recorrem a uma embaixada ou consulado sudanês e à Direção-Geral de Passaportes e Imigração para assuntos de visto e residência. As categorias incluem visita, trabalho, estudo, turismo, tratamento médico e investimento. A residência pode ser temporária, regular, especial ou permanente. Pode ser necessário um patrocinador ou anfitrião, um passaporte válido e, por vezes, um exame médico, mas os requisitos e as taxas não são uniformes em todo o Sudão. Confirme o prazo de registo, os documentos, os requisitos do patrocinador e a forma de pagamento junto do serviço responsável antes de se basear num caso anterior. Os refugiados e requerentes de asilo dirigem-se geralmente à Comissão para os Refugiados (COR) e ao ACNUR para o registo conjunto e a documentação, quando as condições de segurança o permitem. Os pontos de acesso relevantes incluem Shagarab e Kassala, partes de Gedaref e o escritório da COR e o bairro de trânsito em Port Sudan; o contacto disponível para Port Sudan é 0912726413. Os novos requerentes de asilo podem receber primeiro documentos temporários, enquanto se organizam o registo posterior e a determinação do estatuto de refugiado. Leve todos os documentos disponíveis de identidade, passaporte, nascimento, casamento e escolaridade. A substituição de registos perdidos depende de confirmação e de acesso à internet. O registo e a assistência da COR e do ACNUR são gratuitos; ninguém deve pagar pelo registo, proteção ou ajuda. Para pessoas deslocadas internamente e pessoas que regressam, a Matriz de Acompanhamento de Deslocados da Organização Internacional para as Migrações (DTM) regista movimentos e condições em 18 estados, 185 localidades e cerca de 13 000 locais. A DTM é um sistema de monitorização, não um direito individual a alojamento, dinheiro ou outra assistência. O acesso é frequentemente feito através das autoridades locais, estruturas comunitárias, parceiros humanitários, locais temporários e campos, e varia conforme o estatuto e o local. O acesso à saúde depende muito do estado e da unidade de saúde. Os ministérios da Saúde dos estados, a OMS e os parceiros da UNICEF, as unidades de saúde dos campos, as equipas móveis e os serviços de referenciação oferecem diferentes partes do percurso. O Sistema de Monitorização da Disponibilidade de Recursos e Serviços de Saúde (HeRAMS) registou 4,809 unidades de prestação de serviços de saúde em 31 de janeiro de 2026; cerca de 37% não funcionavam e 63% funcionavam pelo menos parcialmente. Os serviços prioritários incluem cuidados de emergência e primários, tratamento de doenças crónicas, gravidez e parto, vacinação, nutrição e apoio psicossocial e de saúde mental. A UNICEF informou que, de janeiro a junho de 2026, apoiou o acesso a água potável para 6.6 milhões de pessoas, cuidados de saúde primários para 1.3 milhões, vacinação contra sarampo e rubéola para 3.8 milhões e vacinação contra a poliomielite para 4.6 milhões. A disponibilidade é local e pode mudar com a insegurança, o pessoal, o combustível, a água, a eletricidade e os fornecimentos. As pessoas grávidas devem procurar cuidados pré-natais cedo e planear o parto numa unidade de saúde alcançável; as crianças dos 0 aos 1 anos devem seguir o programa de vacinação previsto. A assistência alimentar e em dinheiro não é automática. A assistência alimentar do ACNUR e do Programa Alimentar Mundial (PAM) destina-se geralmente a refugiados registados, e as distribuições não recebidas não são necessariamente concedidas mais tarde. A elegibilidade para apoio em dinheiro é avaliada caso a caso, de acordo com as condições socioeconómicas, e não é garantida; as informações disponíveis indicam que não existe um programa de dinheiro em Port Sudan. Os centros de nutrição e estabilização concentram-se especialmente em Kassala e Gedaref. Pergunte a um contacto reconhecido do ACNUR, da COR, do PAM ou de um parceiro sobre a elegibilidade atual, em vez de pagar a um intermediário. Para orientação prática, use o Centro de Atendimento Conjunto do ACNUR e do PAM através do 1460, as linhas regionais de atendimento, a COR, representantes comunitários, redes comunitárias de proteção, a Sociedade do Crescente Vermelho Sudanês e parceiros locais de saúde ou proteção. Falhas de rede e eletricidade podem interromper chamadas. Denuncie queixas, fraude e exploração ou abuso sexual através de canais reconhecidos. Guarde cópias dos documentos e contactos com uma pessoa de confiança, leve identificação com fotografia quando exigido e cumpra os recolheres, as instruções dos postos de controlo e as restrições de circulação aplicáveis. Não há garantia nacional de cuidados médicos, água, alimentos ou proteção. As taxas de visto, residência e do Departamento de Estrangeiros variam e não são publicadas de forma fiável por uma única fonte nacional. As taxas do Registo Civil dependem do documento e das circunstâncias do requerente. Cartões bancários estrangeiros e caixas multibanco podem não funcionar de forma fiável, pelo que pode ser importante ter acesso legal a dinheiro em dólares dos EUA e a liquidez em libras sudanesas; use pontos de câmbio oficiais. Conflito armado, rapto, detenção, postos de controlo, pilhagens, engenhos explosivos por detonar, surtos de doenças, cortes de eletricidade e de rede, escassez de água e inundações sazonais podem afetar os primeiros dias após a chegada. Só considere atual um plano de viagem, horário de serviço, linha de atendimento ou programa de assistência depois de o confirmar localmente.
Chegada ao Sudão
A chegada ao Sudão não segue um sistema nacional único de registo e acesso aos primeiros serviços. O percurso prático depende da nacionalidade ou do estatuto, do ponto de chegada, do estado, das condições de segurança e dos serviços locais disponíveis. Port Sudan é a principal porta de entrada operacional por via aérea e administrativa, enquanto diferentes autoridades e parceiros humanitários tratam do registo, da documentação e da assistência.
Dica
Trate a chegada ao Sudão como um plano específico para o seu estatuto e local, e não como uma única marcação nacional de registo. Identifique a autoridade aplicável, prepare cópias em papel e disponíveis sem ligação à internet e confirme a viagem, o registo, o dinheiro e o acesso a serviços pouco antes de partir. Tenha alternativas, pois os serviços, as ligações e a assistência podem mudar com a segurança e as condições das infraestruturas.

