O mercado de trabalho nas Ilhas Salomão é muito fragmentado. A Divisão do Trabalho e o Comissário do Trabalho, o Ministério do Comércio, Indústria, Trabalho e Imigração (MCILI), o Escritório Nacional de Estatísticas das Ilhas Salomão (SINSO), o Conselho Nacional de Emprego e Economia (NEEC) e outras instituições apoiam partes diferentes do sistema. Não existe uma única pesquisa nacional atual da força de trabalho nem um banco de dados completo de correspondência entre vagas e candidatos que abranja todas as formas de trabalho. O Censo Populacional e Habitacional de 2019 continua sendo a base nacional mais recente sobre a força de trabalho. Entre pessoas com 12 anos ou mais, a participação na força de trabalho foi de 55,4%: 58,6% entre homens e 52,2% entre mulheres. A participação foi de 56,7% nas áreas rurais e 52,5% nas áreas urbanas. Rennell e Bellona, Isabel e Western registraram as maiores taxas de participação, enquanto Honiara e Malaita registraram taxas menores. Mais de um terço das pessoas com 12 anos ou mais estava fora da força de trabalho, frequentemente por causa de estudos, trabalho doméstico, idade, aposentadoria, deficiência ou saúde. A taxa oficial de desemprego em 2019 foi de 7,9%, mas variava muito. Foi de 12,06% nas áreas urbanas, 6,25% nas áreas rurais e 13,5% em Honiara. A medida ampliada chegou a 21,6% em Honiara porque também inclui algumas pessoas desalentadas e pessoas com vínculo fraco com o mercado de trabalho. Portanto, os números de desemprego não mostram toda a extensão do subemprego, do trabalho de subsistência ou das pessoas que querem trabalhar, mas não procuram emprego ativamente. A agricultura, incluindo a produção de subsistência, é central para a economia; o Banco Mundial estimou que os trabalhadores agrícolas representavam 68% do emprego em 2019. Nos dados não agrícolas ajustados de 2019, a educação representava 16,0% do emprego, o comércio atacadista e varejista 14,1%, a construção 11,7%, a administração pública 9,2%, a segurança pública 9,2%, o transporte e armazenamento 8,7%, a indústria de transformação 7,2%, a saúde 4,5% e a mineração e extração em pedreiras 1,3%. Profissionais e técnicos juntos representavam apenas cerca de um décimo dos trabalhadores. As estatísticas de emprego precisam ser interpretadas com cuidado. Na amostra não agrícola ajustada de 2019, 68.725 pessoas estavam empregadas, incluindo 65.708 em trabalho formal e 3.017 em trabalho informal. Uma medida não ajustada produziu um quadro diferente porque incluía categorias em que predominava o trabalho informal. O censo NEEC de 2024 registrou 22.567 estabelecimentos, dos quais 11.991 eram formais e 10.576 informais, empregando juntos 36.275 trabalhadores registrados. O comércio representava 78,3% dos estabelecimentos e 71,2% dos trabalhadores registrados. A indústria de transformação representava 10,3% dos estabelecimentos e os serviços de hospedagem e alimentação, 4,8%. Esses números excluem grande parte da produção de subsistência e várias atividades móveis, domiciliares ou não registradas, incluindo vendedores ambulantes e operadores individuais de táxi, caminhão e barco. Honiara é o principal centro de empregos formais e administração pública, mas também tem o maior desemprego urbano registrado. A migração de áreas rurais para urbanas está ligada ao acesso a empregos, educação e serviços de saúde. Nos dados NEEC de 2024, Malaita tinha 6.697 estabelecimentos, Honiara 4.991 e Guadalcanal 3.307; juntas, essas áreas representavam 66,4% dos estabelecimentos registrados. O número de trabalhadores registrados era 15.911 em Honiara, 10.185 em Guadalcanal e 9.912 em Malaita. A distância entre ilhas, os custos de transporte e o acesso limitado à internet dificultam recrutamento e correspondência entre vagas e candidatos fora dos principais centros. Estima-se que cerca de 9.000 jovens cidadãos das Ilhas Salomão ingressem na força de trabalho por ano, em comparação com cerca de 2.100 novos empregos formais. O crescimento econômico foi projetado em cerca de 2,8% em 2026 e foi fortemente influenciado pela mineração. A mineração representou mais da metade das exportações em 2025, em comparação com 4% em 2019, mas essa importância nas exportações não se traduz num número semelhante de empregos. Agricultura de maior valor, pesca, turismo, energia renovável, infraestrutura, serviços digitais e desenvolvimento do setor privado oferecem potencial mais amplo de emprego, embora os benefícios provavelmente variem entre as províncias. As opções de formação e acesso ao emprego incluem certificados II, III e IV do SINU TAFE, Centros de Formação Rural, cursos do APTC, avaliações profissionais do NTTT e o Programa Nacional de Aprendizagem e Formação (NAT), que combina aulas com emprego. Programas NAT podem durar quatro anos. Houve 102 novos aprendizes em 2024, e um processo de manifestação de interesse do MCILI para o primeiro semestre de 2027 indicou seis profissões com 30 vagas cada. A Política Nacional de TVET de 2026 e seu quadro de implementação para 2026–2031 enfatizam participação dos empregadores, qualidade e progressão. O Portal de Vagas do SIG e o processo de recrutamento do Ministério do Serviço Público oferecem um canal formal para o serviço público, com formulário ou currículo e cópias das qualificações. O recrutamento privado e informal é mais descentralizado e costuma envolver pequenas empresas, redes familiares ou comunitárias e contato direto com empregadores. A Lei do Trabalho, Cap. 73, permite ao ministro responsável definir salários mínimos por ocupação, área ou província após consulta. Uma ordem nacional em vigor desde 1º de agosto de 2019 fixou SBD 8 por hora para outros setores e SBD 7,20 por hora para agricultura, plantações e pesca. Os empregadores não podem pagar abaixo do mínimo aplicável e as infrações podem ser sancionadas. As provas fornecidas não estabelecem uma ordem salarial nacional mais recente nem uma estatística atual confiável de salário médio; portanto, a remuneração nominal deve ser comparada com a inflação e o custo real de vida. A Divisão do Trabalho e o MCILI administram leis sobre emprego, salários, conflitos, demissão injusta, indenização de trabalhadores, segurança no trabalho e sindicatos. As regras de segurança ocupacional abrangem trabalhadores em tempo integral ou parcial, permanentes, temporários e casuais, trabalhadores domiciliares, voluntários e aprendizes. Os empregadores devem fornecer trabalho seguro, informações, instruções e formação. Um acidente de trabalho que cause mais de três dias de incapacidade deve ser comunicado em até sete dias. Uma reclamação por demissão injusta deve ser apresentada ao Painel de Disputas Trabalhistas em até três meses. O painel pode oferecer conciliação e arbitragem. Igualdade de remuneração, proteção contra discriminação e liberdade de associação fazem parte dos padrões locais de trabalho. Em geral, não cidadãos precisam de autorização de trabalho, autorização separada de entrada ou residência e documentos comprobatórios como contrato, currículo, qualificações, referências, organograma, programa de formação para localização de competências e provas de anúncio local da vaga e de candidatos recusados. O empregador deve demonstrar que nenhum cidadão das Ilhas Salomão treinado, adequado e disponível poderia ocupar o cargo. O processamento é de aproximadamente sete dias para investidores e 14 dias para trabalhadores estrangeiros. As taxas indicadas incluem SBD 5 pelo formulário, SBD 200 pela solicitação, SBD 150 pela aprovação por menos de três meses e SBD 1.100 pela aprovação com duração de 20 a 24 meses; recursos e alterações custam SBD 500. O Comissário pode cancelar uma autorização por descumprimento. A Unidade de Mobilidade Laboral do MFAET administra a participação das Ilhas Salomão no programa Pacific Australia Labour Mobility da Austrália e no programa Recognised Seasonal Employer da Nova Zelândia. As colocações PALM podem ser sazonais, por até nove meses, ou de longa duração, por um a quatro anos. As colocações RSE são nos setores de horticultura e viticultura e podem durar até sete meses num período de 11 meses. A mobilidade laboral pode gerar renda, competências e remessas; estimou-se que as remessas de trabalhadores das Ilhas Salomão em mobilidade laboral fossem de cerca de AUD 80 milhões em 2024. A qualidade do recrutamento, o bem-estar dos trabalhadores, a conformidade, os acordos familiares e o planejamento do retorno influenciam os resultados. Essas vias no exterior complementam, mas não substituem, a criação de empregos no país.
Mercado de trabalho nas Ilhas Salomão
O mercado de trabalho nas Ilhas Salomão combina emprego formal com produção de subsistência, trabalho familiar não remunerado e outros meios de vida informais. A agricultura continua central; comércio, educação, construção, administração pública, transporte e segurança pública oferecem grande parte do emprego formal ou registrado. O acesso ao trabalho varia muito entre Honiara, outras províncias e comunidades rurais, e as estatísticas disponíveis não abrangem toda a economia.
Dica
Trate o mercado de trabalho das Ilhas Salomão como vários sistemas conectados, mas desiguais, e não como um único mercado nacional de empregos. Considere em conjunto a localização, o tipo de trabalho, a formação e a renda pretendida; verifique o salário, a segurança, as autorizações e o acesso realista antes de investir tempo ou dinheiro.

