O povoamento humano do arquipélago setentrional remonta a mais de 30.000 anos, enquanto as sínteses mais amplas da história das Ilhas Salomão costumam centrar-se nos últimos 4.000 a 5.000 anos. Migrações austronésias e Lapita chegaram a partes da região há mais de 3.000 anos, incluindo Santa Cruz e Temotu. As datas e interpretações variam conforme a ilha, o sítio e o método de investigação. Por isso, o primeiro milénio da Era Comum é estudado através da arqueologia específica de cada ilha, da história das línguas e de evidências relacionadas, em vez de rótulos de períodos europeus. Kastom significa conhecimento e práticas consuetudinárias herdados localmente; a história oral e o conhecimento kastom preservam perspetivas que podem não aparecer nos registos escritos, mas os investigadores continuam a compará-los com outras evidências. Álvaro de Mendaña fez o primeiro contacto europeu registado em 1568. Uma povoação espanhola na Baía de Graciosa, em Nendö, foi fundada em 1595 e abandonada em 1596. Seguiram-se contactos neerlandeses e franceses, e topónimos espanhóis permanecem em algumas partes do país. Durante o século XIX, as missões, o comércio, as doenças introduzidas e o comércio de trabalhadores, muitas vezes chamado blackbirding, transformaram as comunidades e as relações com as potências externas. O Protetorado Britânico das Ilhas Salomão, geralmente abreviado como BSIP, teve início em 1893 e expandiu-se entre 1898 e 1900. Tulagi tornou-se o seu centro administrativo em 1896. As instituições políticas desenvolveram-se através do Conselho Consultivo, em 1921; da inclusão de habitantes das Ilhas Salomão no Conselho, em 1950; do Conselho Legislativo, em 1960; do Conselho Executivo, em 1967; do Conselho de Governo, em 1970; e da Assembleia Legislativa, em 1974. O autogoverno interno veio em 1976, e as Ilhas Salomão tornaram-se independentes em 7 de julho de 1978. A Campanha de Guadalcanal, de 1942 a 1943, envolveu batalhas terrestres, navais e aéreas entre forças japonesas e aliadas. Os habitantes das Ilhas Salomão serviram como coastwatchers, carregadores, trabalhadores e outros participantes locais. Henderson Field, Bloody Ridge, Iron Bottom Sound, destroços e memoriais continuam a fazer parte da paisagem de guerra do país. O acesso a alguns locais requer autorização local ou comunitária. As Tensões foram um período de violência étnica e política, deslocação de pessoas e crise do Estado e das infraestruturas, entre 1998 e 2003. A Missão Regional de Assistência às Ilhas Salomão, conhecida como RAMSI, atuou entre 2003 e 2017, a convite do governo, apoiando a consolidação da paz, a justiça e a aplicação da lei, as finanças e a governação. Os distúrbios civis em Honiara, de 24 a 27 de novembro de 2021, envolveram pilhagens, incêndios e um recolher obrigatório de 36 horas. A reconciliação e a interpretação destes acontecimentos continuam a ser questões históricas em aberto. Os Arquivos Nacionais das Ilhas Salomão, ou NASI, preservam registos do Protetorado Britânico das Ilhas Salomão de 1893 a 1978, bem como arquivos privados e de organizações. Os arquivos governamentais, as cronologias do Parlamento, a Constituição, a Comissão da Verdade e da Reconciliação, os arquivos eclesiásticos, os arquivos militares, os museus, os memoriais, a investigação arqueológica, a linguística, a genética, as biografias e os guardiões comunitários fornecem evidências adicionais. A Enciclopédia Histórica das Ilhas Salomão contém mais de 700 entradas, sobretudo sobre o período de 1893 a 1978, e complementa, mas não substitui, uma crónica nacional completa. Os registos coloniais refletem enviesamentos institucionais; por isso, as perspetivas coloniais, indígenas, eclesiásticas, militares e pós-coloniais devem ser distinguidas e comparadas. O NASI oferece acesso geral ao público, embora os instrumentos de pesquisa e alguns fundos possam ter restrições. O horário indicado para a sala de leitura é segunda, quarta e sexta-feira, das 8:30 às 16:00, e o horário do escritório é de segunda a sexta-feira, das 8:00 às 16:30. A informação do NASI consultada não apresenta uma tabela geral de taxas. O tempo de investigação depende do acervo e da província. Os utilizadores devem proteger os registos, dar crédito aos guardiões e verificar afirmações em várias fontes; não existe um direito geral de escavar sítios ou aceder a conhecimento kastom sensível.
História nas Ilhas Salomão
A história das Ilhas Salomão acompanha o desenvolvimento das suas ilhas, comunidades e instituições desde os primeiros assentamentos humanos até ao presente. As evidências incluem arqueologia, línguas, genética, história oral, conhecimento kastom, arquivos e locais de guerra, pois nenhum registo isolado oferece uma visão nacional completa. Entre os principais momentos de mudança estão as migrações austronésias e Lapita, o contacto europeu, o domínio colonial britânico, a Segunda Guerra Mundial, a independência em 1978, as Tensões de 1998 a 2003, a RAMSI e os distúrbios de Honiara em 2021.
Dica
Use um plano de fontes em camadas para estudar a história das Ilhas Salomão: comece por uma referência geral e, depois, confirme as principais afirmações através de arquivos, relatos locais e evidências adequadas ao período. Trate os registos coloniais, a história oral, o conhecimento kastom, os memoriais e os sítios arqueológicos como tipos diferentes de evidência, e não como provas intercambiáveis. Registe a perspetiva de cada fonte, a data, as condições de acesso e as divergências por esclarecer antes de apresentar uma conclusão.

