Em março de 2026, o índice nacional de preços no consumidor aumentou 3,1% em relação ao ano anterior e 4,2% em três meses. Honiara subiu 4,3%, Auki 2,4%, Gizo 0,3% e Noro 2,8%; Honiara representa 88,102% da ponderação do índice, pelo que os seus movimentos de preços influenciam fortemente o resultado nacional. O índice atribui 34,290% a alimentos e bebidas não alcoólicas, 17,549% a transportes, 16,585% a habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, 6,329% a comunicações, 2,656% a educação, 0,272% a saúde e 1,372% a lazer e cultura. Estes valores abrangem quatro centros urbanos e não constituem um orçamento rural completo. O trabalho de campo do Inquérito às Receitas e Despesas dos Agregados Familiares das Ilhas Salomão (SINSO HIES) 2024–25 abrangeu as dez províncias, mas os novos resultados de despesa ainda não tinham sido publicados na investigação disponível; além disso, o cabaz do índice continua a basear-se em dados do HIES 2012–13. Os custos de habitação dependem do tipo de ocupação e dos acordos relativos às terras consuetudinárias. No Censo de 2019, 79,9% dos agregados familiares ocupavam uma habitação própria, incluindo 82,0% nas zonas rurais; 57,0% dos agregados urbanos eram proprietários das suas casas sem hipoteca. Entre os agregados urbanos, 18,2% arrendavam a senhorios privados, 9,3% viviam sem pagar renda e 6,2% tinham renda subsidiada. Honiara concentra 66,7% de todos os agregados que arrendam a senhorios privados, enquanto 58,2% de todos os agregados ocupam arrendamentos em terras consuetudinárias. Nas aldeias rurais, as habitações situadas em terras tribais ou de parentesco costumam implicar pouca renda direta em dinheiro, mas podem exigir manutenção, acordos de acesso consuetudinário ou outras contribuições. A habitação urbana em terras arrendadas ao governo ou a particulares tende a acrescentar renda, cauções, serviços públicos e custos de deslocação. Não foram encontradas faixas de rendas privadas nacionais fiáveis. O arrendamento do Serviço Público através da Divisão de Habitação do Governo segue um processo público que envolve aprovação dos Recursos Humanos, autorização do serviço público, verificação de conformidade, inspeção, avaliação da renda, aprovação da renda e contrato de arrendamento; o acesso depende do processo do serviço público, do financiamento disponível e das prioridades. A eletricidade é fornecida pela Solomon Power, também chamada SIEA, nas zonas servidas. As tarifas domésticas pré-pagas em maio de 2026 eram SBD 6,05 por kWh para consumo inferior a 50 kWh, SBD 6,56 entre 50 e 200 kWh e SBD 7,09 acima de 200 kWh. A taxa de procura não regular era SBD 1.081,62 por kW por mês, além dos encargos relacionados com combustível. O acesso à eletricidade continua concentrado nas localidades urbanas: 15,3% dos agregados familiares utilizavam iluminação da rede elétrica a nível nacional, em comparação com 62,3% em Honiara e 4,0% nas zonas rurais; a energia solar era usada por 81,1% dos agregados a nível nacional e 85,5% dos rurais. A lenha e o coco continuavam a ser combustíveis comuns para cozinhar, usados por 84,0% dos agregados a nível nacional e 85,3% nas zonas rurais, enquanto o gás era usado por 55,8% em Honiara. A Solomon Water presta serviços em Honiara, Tulagi, Auki e Noro. A tarifa doméstica de água de 2025 era SBD 10,43 por kL para os primeiros 15 kL, SBD 15,49 entre 15 e 30 kL e SBD 18,01 acima de 30 kL. As tarifas de águas residuais eram SBD 5,12, SBD 7,64 e SBD 8,89 por kL para as mesmas faixas, com uma taxa fixa mensal de SBD 72,43 e um suplemento CashWater de SBD 3,13 por kL. Uma nova ligação exigia um depósito de SBD 1.370 e uma taxa de instalação de SBD 1.675. Fora das zonas servidas, os agregados podem depender de água da chuva, torneiras públicas, nascentes, camiões-cisterna, poços, águas superficiais ou sistemas comunitários. As fontes melhoradas de água potável abrangiam 78,3% dos agregados familiares a nível nacional, 90,6% nas zonas urbanas e 74,2% nas rurais; a água da chuva era a fonte principal de 22% a nível nacional. A estação do ano e a localidade podem, assim, alterar tanto o custo em dinheiro como o tempo necessário para obter água. A alimentação tem a maior ponderação no índice de preços no consumidor. Em março de 2026, os preços dos alimentos aumentaram 1,8% em relação ao ano anterior; as ponderações alimentares eram de 33,262% em Honiara, 40,300% em Auki, 43,624% em Gizo e 41,784% em Noro. Produtos frescos, peixe, hortas domésticas, ofertas e partilha consuetudinária podem reduzir as despesas em dinheiro, mas continuam a implicar trabalho, transporte e custos de oportunidade. Os alimentos básicos importados e o transporte marítimo entre ilhas criam variações de preços provinciais e sazonais mais fortes. A Divisão de Defesa do Consumidor e Controlo de Preços do Ministério do Comércio, Indústria, Trabalho e Imigração controla o cumprimento das ordens ao abrigo da Lei de Controlo de Preços e dos preços máximos de venda a retalho, sobretudo em Honiara. Os preços exatos dependem da ordem em vigor, do estabelecimento, da ilha e da estação, e não foi identificado um valor único nacional para o cabaz alimentar. Os custos de transporte incluem tarifas, carga, combustível, tempo de espera, refeições e alojamento. Em Honiara, a tarifa autorizada dos autocarros públicos é de SBD 3 para adultos e SBD 2 para crianças em idade escolar ou outras crianças nos percursos Central Market–White River, KGVI e Borderline. Fora de Honiara, não foi encontrada uma tabela nacional uniforme de tarifas públicas. Os preços de barcos e aviões entre ilhas variam conforme o operador, o destino, o tempo e a estação; uma viagem rural ou para uma ilha periférica pode exigir vários dias de espera. Caminhar, partilhar boleias, usar barcos pequenos e transporte informal pode reduzir pagamentos em dinheiro, mas aumentar o tempo e os riscos de fiabilidade. A propriedade de um veículo, combustível e manutenção representam um encargo elevado em dinheiro. Os cuidados públicos ambulatórios e de internamento são, em geral, gratuitos para cidadãos das Ilhas Salomão, mas alguns serviços dentários, radiológicos, laboratoriais, de registos, documentos e consultas especializadas podem ter taxas. O orçamento do Hospital Nacional de Referência inclui rubricas de receitas de taxas médicas, taxas e encargos e radiografias, mas não foi encontrada uma tabela pública atual de taxas para pacientes. Os custos de saúde dos agregados incluem frequentemente medicamentos, material, tratamento privado, alimentação, alojamento, transporte e evacuação médica. Os não residentes e residentes temporários podem estar sujeitos a taxas diferentes; a unidade deve confirmar o preço antes do pagamento, que deve ser feito através de um caixa autorizado. As taxas escolares regulamentadas têm limites mais claros do que muitos outros custos. Os limites mantidos para 2025 fixam máximos anuais de SBD 1.200 para escolas primárias diurnas urbanas e SBD 250 para escolas primárias diurnas não urbanas; as taxas diurnas do ensino secundário júnior têm limites de SBD 2.000 nas zonas urbanas e SBD 800 nas não urbanas, enquanto o internato do secundário júnior tem limites de SBD 4.500 nas zonas urbanas e SBD 2.800 nas não urbanas. As taxas diurnas do secundário sénior têm limites de SBD 4.000 nas zonas urbanas e SBD 3.000 nas não urbanas, e as taxas de internato têm limites de SBD 9.000 e SBD 7.200, respetivamente. As escolas não podem acrescentar taxas obrigatórias de matrícula, frequência ou exames, e as contribuições voluntárias não podem impedir a frequência. Uniformes, material escolar, excursões, atividades extracurriculares, transporte e artigos de internato continuam a ser custos adicionais. As escolas autofinanciadas fora do sistema regulado podem cobrar taxas diferentes, e os acordos de pagamento por dificuldades financeiras podem ser discutidos com a escola ao abrigo dos Regulamentos da Educação de 2024. Na Universidade Nacional das Ilhas Salomão, muitos certificados custavam em 2025 cerca de SBD 5.400–6.750 por semestre, diplomas cerca de SBD 6.600–9.900 e licenciaturas cerca de SBD 7.500–12.200; as taxas de candidatura, matrícula e matrícula tardia eram SBD 50, SBD 500 e SBD 100. O alojamento custava SBD 100 por período letivo ou SBD 7.000 por um bloco de dez semanas, enquanto as refeições completas custavam SBD 100 por período letivo e o almoço SBD 50 por período letivo. Os calendários dos semestres, as bolsas de estudo e os patrocínios exigem confirmação separada. Os custos familiares são em grande parte informais e incluem alimentação, escolaridade, saúde, transporte, alojamento sobrelotado, trabalho de prestação de cuidados, cerimónias, remessas, ofertas e obrigações de parentesco consuetudinárias. Não foi identificado um subsídio familiar universal nem um pagamento padrão para cuidados infantis a nível nacional. O Plano Multissetorial de Implementação do Sistema de Bem-Estar Infantil e Familiar 2025–2030 diz respeito a sistemas de proteção e encaminhamento, não a um benefício geral em dinheiro. A SafeNet e os organismos relacionados podem prestar aconselhamento, apoio médico e jurídico, abrigo, proteção infantil e encaminhamento policial, com acesso determinado pelo caso e pela vulnerabilidade. As comunicações são sobretudo pré-pagas ou pagas conforme a utilização. As ofertas RedHot da Our Telekom incluíam 1 GB por SBD 6 durante um dia, 4 GB por SBD 10 durante um dia, 10 GB por SBD 18 durante dois dias, 20 GB por SBD 50 durante seis dias e 35 GB por SBD 200 durante 30 dias. Os pacotes de voz incluíam 20 minutos por SBD 5 durante um dia e 80 minutos por SBD 20 durante sete dias; os pacotes de mensagens incluíam 70 mensagens por SBD 3 e 260 por SBD 9. As tarifas móveis da Our Telekom eram SBD 0,99 por minuto na rede, SBD 1,50 fora da rede e SBD 0,50 por mensagem. As tarifas pré-pagas da bmobile eram SBD 1,45 por minuto na rede, SBD 1,80 fora da rede, SBD 0,50 por mensagem na rede e SBD 1,25 por mensagem fora da rede. A compra de dispositivos, o carregamento, a energia solar, as deslocações a um agente de carregamentos e a partilha de dados aumentam o custo direto. Alguns locais de Honiara oferecem Wi-Fi público com os primeiros 15 minutos gratuitos. O lazer pode exigir pouco dinheiro em zonas rurais e comunitárias, mas as instalações e eventos de Honiara podem ter preços fixos. Uma tabela da Gazeta de Honiara indica acesso ao ginásio por SBD 10 por sessão para membros afiliados e SBD 20 para não membros, e adesão por SBD 200 durante três meses. O uso de campos ou campos de ténis custa cerca de SBD 350 por sessão ou dia. A entrada para eventos desportivos nacionais custa SBD 20 para adultos e SBD 10 para crianças em Honiara, SBD 50 e SBD 20 nas províncias e SBD 60 e SBD 30 em eventos internacionais. O aluguer de recintos e eventos varia entre cerca de SBD 150 e SBD 12.000 por sessão, dependendo do tipo de utilização. O desporto comunitário, eventos eclesiásticos e culturais, praias e lazer consuetudinário podem não ter preço fixo de entrada, mas continuam a envolver transporte, alimentação e tempo. Um orçamento doméstico viável deve usar rubricas separadas para habitação ou manutenção de terras consuetudinárias, água, eletricidade, iluminação e cozinha, alimentação, mobilidade — incluindo uma reserva para deslocações entre ilhas —, comunicações, saúde e medicamentos, educação, obrigações familiares e cerimoniais, lazer e emergências. Use o índice de Honiara, Auki, Gizo ou Noro como sinal de preços urbanos, e não como orçamento rural nacional. Reveja regularmente os preços de alimentos, combustível, transporte e serviços públicos e inclua produção não monetária, recursos partilhados e tempo de viagem, em vez de contar apenas os pagamentos em dinheiro. Os bancos são canais de pagamento e carregamento; as dificuldades com dívidas começam quando há prestações em atraso ou obrigações de crédito, e os impostos podem já estar incluídos nos preços. Estes assuntos não devem ser confundidos com o custo doméstico em si.
Custos nas Ilhas Salomão
O custo de vida nas Ilhas Salomão é pago em dólares das Ilhas Salomão (SBD) e varia muito conforme a ilha, a localidade, o agregado familiar e o acesso a serviços. Alimentação, transporte, habitação e serviços públicos representam as maiores despesas regulares, enquanto educação, saúde, comunicações, obrigações familiares e lazer acrescentam outros custos. Não existe um orçamento mensal nacional único, pois os preços em dinheiro, o apoio consuetudinário e o acesso a serviços locais diferem entre Honiara, outras localidades e comunidades rurais.
Dica
Elabore um orçamento doméstico específico para a localidade, em vez de depender de uma média nacional. Separe as despesas inevitáveis em dinheiro do apoio consuetudinário, produção doméstica e recursos partilhados; depois, acrescente reservas para viagens, saúde, educação, alterações de preços e interrupções de serviços.

