A Serra Leoa tem várias paisagens naturais distintas: Península da Área Ocidental, florestas montanas de Loma, florestas ribeirinhas e de galeria, estuários de mangal, planícies costeiras e praias, além dos sistemas de Scarcies, Rio da Serra Leoa, Sherbro e Baía de Yawri. Estas áreas sustentam biodiversidade e oferecem pesca, bacias hidrográficas, proteção costeira, redução da erosão e de cheias, pastagens e outros serviços ecossistémicos. O sistema de áreas protegidas divide-se em categorias jurídicas e administrativas diferentes. Os quatro parques nacionais oficialmente designados são Outamba-Kilimi, Gola Rainforest, Loma Mountains e Western Area Peninsula. Outros locais protegidos incluem cerca de 29 reservas florestais, o Santuário de Vida Selvagem da Ilha Tiwai, o Santuário de Caça Mamunta-Mayosso e o Sítio Ramsar do Estuário do Rio da Serra Leoa, com cerca de 295.000 hectares. Historicamente foram designadas quatro áreas marinhas protegidas, mas os seus limites e medidas de gestão atuais devem ser confirmados localmente. A Autoridade Nacional de Áreas Protegidas (NPAA) supervisiona gestão de parques nacionais, planos de gestão, monitorização, investigação sobre biodiversidade, educação ambiental e ecoturismo. A Divisão Florestal gere assuntos florestais; o Ministério das Pescas e dos Recursos Marinhos trata de licenças de pesca e medidas marinhas. A Agência de Proteção Ambiental da Serra Leoa (EPA-SL) trata da avaliação e fiscalização ambiental. O Ministério do Turismo e dos Assuntos Culturais e o Conselho Nacional de Turismo apoiam o turismo de natureza. Comités ambientais de chiefdoms e wards, comunidades locais e acordos consuetudinários também têm funções práticas na conservação e cogestão. As regras de proteção variam por categoria e local. Parques nacionais geralmente proíbem caça, pesca, remoção de produtos florestais, agricultura, mineração, barragens e habitação, salvo autorização aplicável. Uma Reserva Natural Estrita tem o nível mais alto de proteção e, em geral, limita-se a acesso científico. Um Santuário de Caça proíbe caça e pesca, sendo as comunidades locais centrais à sua gestão. As regras das reservas florestais variam; algumas atividades de caça podem exigir licença ou aprovação do Diretor Florestal. O comércio de fauna, caça, captura e manutenção de espécies protegidas ou ameaçadas são regulamentados. Atividades dependentes da natureza incluem produção de lenha e carvão, agricultura, pastoreio, pesca, aquicultura, extração de areia e agregados, mineração, produção de madeira e utilização de bacias hidrográficas. Mangais funcionam como viveiros de peixes e camarões e ajudam a reduzir erosão costeira e inundações. Estas atividades podem colidir com a proteção de habitats, sobretudo por caça ilegal, queima de carvão, exploração madeireira, invasão agrícola ou pecuária, mineração, extração em pedreiras e de areia, destruição de mangais, pesca insustentável e construção costeira. Comités ambientais de chiefdoms e wards podem designar matas ou florestas de conservação; a participação comunitária integra a abordagem de gestão. A recreação na natureza inclui ecoturismo, observação de fauna, caminhadas, campismo, observação de aves e visitas a cascatas. Outamba-Kilimi, Gola, Mamunta-Mayosso e Wara Wara estão entre os locais promovidos para turismo. O Santuário de Chimpanzés Tacugama é uma instalação não governamental de fauna na Península da Área Ocidental e oferece uma alternativa funcional para conservação de chimpanzés e educação pública. Antes de viajar, os visitantes devem contactar o gestor do local, a NPAA ou um guia local, pois taxas, horários, reservas, condições rodoviárias e requisitos de guia variam por local. Tacugama geralmente exige reserva antecipada; grupos com mais de cinco pessoas precisam de reserva; o acesso à floresta pode exigir veículo com tração às quatro rodas e guia. Projetos de desenvolvimento que possam afetar a natureza podem exigir avaliação de impacto ambiental (EIA), isto é, análise formal dos prováveis efeitos ambientais e sociais. O processo da EPA-SL pode incluir triagem, definição do âmbito, avaliação de impacto ambiental, social e na saúde, divulgação pública, decisão do Conselho e licença EIA antes do início do projeto. A pesca pode exigir licença do Ministério das Pescas e dos Recursos Marinhos e cumprimento de medidas de áreas marinhas protegidas ou da Zona de Exclusão Costeira. Confirme as regras atuais para o local ou atividade antes de iniciar obras ou extração. Os riscos naturais incluem inundações, cheias repentinas, deslizamentos de terras, fluxos de lama, quedas de rochas, erosão costeira, marés de tempestade, subida do nível do mar, tempestades tropicais, seca, incêndios florestais, desflorestação, degradação dos solos, poluição e espécies invasoras. Zonas montanhosas da Área Ocidental, áreas costeiras baixas nas províncias do Norte e do Sul, estuários e o litoral alargado estão expostos a combinações diferentes destes riscos. A Agência Meteorológica da Serra Leoa fornece informação meteorológica; a Agência Nacional de Gestão de Catástrofes responde a emergências operacionais. A EPA-SL recebe queixas ambientais pelo portal e número gratuito 1999; a NPAA e a Divisão Florestal também são pertinentes para infrações em áreas protegidas ou florestas. Não existe um único serviço nacional da natureza nem foi verificada uma lista pública central completa de taxas, horários, regras marinhas e condições locais de acesso; obtenha informação atual diretamente junto da entidade responsável.
Natureza na Serra Leoa
O ambiente natural da Serra Leoa inclui floresta tropical da Alta Guiné, bosques de savana, floresta montana, rios, mangais, planícies costeiras e praias. Áreas protegidas conservam habitats de chimpanzés, elefantes, hipopótamos, leopardos, crocodilos, primatas e mais de 200 espécies de aves. O uso da natureza inclui agricultura, pesca, silvicultura, mineração, turismo e recolha de lenha e carvão; o acesso e uso dependem, por isso, das regras locais, licenças e aprovações ambientais.
Dica
Trate decisões relacionadas com a natureza na Serra Leoa como específicas do local e atividade, em vez de confiar numa regra ou serviço nacional único. Relacione o objetivo — visita, uso de recursos, desenvolvimento de terreno, conservação de habitat ou resposta a perigo — com a entidade responsável, regras locais atuais, licenças e aprovações ambientais. O principal risco é agir com pressupostos desatualizados sobre acesso, taxas, limites de áreas protegidas ou medidas marinhas.

