O Ministry of Transport and Aviation supervisiona os transportes rodoviários, marítimos e aéreos. A Sierra Leone Public Transport Authority, criada ao abrigo da Public Transport Authority Act 2023, orienta as redes, os corredores e os horários de autocarros, bem como as normas aplicáveis aos operadores e veículos. A Sierra Leone Road Safety Authority trata das cartas de condução, do registo dos veículos, das inspeções de aptidão rodoviária, das taxas e da segurança rodoviária. A Sierra Leone Roads Authority gere as estradas e pontes nacionais, enquanto a Sierra Leone Police Traffic fiscaliza o cumprimento das regras de trânsito. O Freetown City Council trata das medidas locais de circulação e estacionamento. A Serra Leoa tem cerca de 13 230 quilómetros de estradas no inventário nacional: aproximadamente 4 070 quilómetros de estradas principais, 1 904 quilómetros de estradas distritais, 3 104 quilómetros de estradas urbanas e 4 152 quilómetros de estradas secundárias e locais. Cerca de 953 quilómetros de estradas nacionais são pavimentados. Chuvas, inundações, deslizamentos de terras, problemas em pontes e estrangulamentos nos ferries podem alterar substancialmente os tempos de viagem. Apenas cerca de um terço da população tem acesso a uma estrada transitável durante todo o ano. O programa CAMIP 2024–2029 inclui estradas e pontes resilientes ao clima em Bo, Moyamba, Tonkolili e Karene. Freetown tem um sistema de transportes públicos misto, formal e informal. A Waka Fine e a MTCL prestam serviços formais de autocarro. O projeto-piloto Waka Fine utiliza 50 autocarros em dois corredores, com 77 paragens. As fontes apresentam números diferentes de passageiros diários da Waka Fine, pelo que não devem ser tratados como uma estatística única e definitiva. Os poda poda são geralmente miniautocarros com 12 a 15 lugares. Os táxis partilhados, os táxis de três rodas keke e os mototáxis okada continuam a ser essenciais para as deslocações locais. Os serviços utilizam normalmente paragens na rua, mercados, terminais de autocarros e corredores designados, em vez de um horário único. As tarifas dependem da distância e do tipo de veículo e podem ser regulamentadas ou negociadas. Um anúncio governamental de 2025 comunicou reduções ligadas ao preço do combustível de NLe2 para serviços dentro da cidade, NLe10 para serviços provinciais, NLe2 para ferries e NLe10 para veículos pesados. Segundo esse anúncio, estudantes, militares e agentes da polícia fardados estavam isentos de tarifas. As tarifas atuais devem ser confirmadas localmente, pois não existe uma tabela nacional consolidada fiável. As deslocações entre cidades são feitas sobretudo em poda poda, táxis partilhados, autocarros e automóveis privados. Os horários e tarifas nacionais não são publicados de forma consistente, e as condições da estrada e do tempo podem tornar os tempos de viagem imprevisíveis. O Freetown International Airport fica em Lungi. Normalmente, os viajantes chegam a partir de Freetown de táxi aquático, num ferry governamental de Kissy ou Government Wharf ou noutro serviço de barco organizado. Uma travessia de táxi aquático demora cerca de 30 minutos em condições normais. As partidas estão relacionadas com os horários dos voos, mas o tempo e as condições do serviço podem alterar os horários dos ferries. O aeroporto publica horários mensais de voos e barcos. Os ferries e barcos também são importantes nas travessias de rios, estuários e ilhas onde não há pontes ou estas ainda estão em construção. A Serra Leoa não tem um serviço regular de transporte ferroviário público de passageiros. A antiga rede nacional deixou de funcionar em meados da década de 1970, e o corredor ferroviário Pepel–Tonkolili destina-se à mineração e ao transporte de minério de ferro, e não às deslocações diárias de passageiros. A Railway Development and Regulatory Authority Act 2024 estabelece um quadro de desenvolvimento e regulação de projetos ferroviários e de teleféricos, mas não criou uma alternativa ferroviária atualmente disponível para as deslocações quotidianas. O condutor precisa de uma carta válida para a classe de veículo correspondente. O veículo deve estar registado, licenciado, segurado e em condições de circulação. Os veículos comerciais têm requisitos adicionais de aptidão, licença e carga por eixo. Os motociclistas devem usar capacete. Os serviços comerciais de okada estão restringidos em partes do distrito comercial central de Freetown e em 36 corredores designados; as infrações podem resultar na suspensão da licença ou em multas. Os limites de velocidade, as regras de prioridade e os requisitos de estacionamento devem ser confirmados na regulamentação rodoviária atual e segundo as práticas locais de fiscalização. Segundo o Freetown City Council, caminhar representa cerca de metade das deslocações diárias em Freetown, mas muitas vezes os passeios não existem, estão obstruídos ou são inseguros. O Integrated Resilient Urban Mobility Project inclui cerca de 8,2 quilómetros de passeios, quatro passagens superiores para peões, passadeiras, sinais e iluminação pública. A utilização da bicicleta continua fragmentada e em desenvolvimento. Não existe uma infraestrutura ciclável nacional estabelecida nem uma rede regular de serviços, embora Freetown tenha planos de longo prazo para ciclovias e partilha de bicicletas. Os veículos antigos, o congestionamento e a circulação pouco fluida contribuem para as emissões locais dos transportes. A Environmental Protection Agency trata das inspeções de emissões dos veículos, das normas de importação e da monitorização da qualidade dos combustíveis. Os serviços formais de autocarro podem reduzir o número de veículos necessários para transportar o mesmo volume de passageiros e diminuir as emissões de gases com efeito de estufa. A Gender-Sensitive National E-Mobility Strategy 2024–2035 da Serra Leoa e os projetos-piloto de veículos elétricos e carregamento indicam uma política de transportes de baixas emissões em desenvolvimento; no quotidiano atual, porém, os transportes continuam a depender sobretudo de veículos rodoviários, deslocações a pé e travessias de água.
Transportes na Serra Leoa
Na Serra Leoa, mais de 90% do transporte de passageiros e mercadorias é feito por estrada. Os transportes públicos incluem autocarros formais, miniautocarros poda poda, táxis partilhados, keke e okada; caminhar também é uma forma importante de deslocação diária, sobretudo em Freetown. Os tempos de viagem, as tarifas e a disponibilidade variam com a distância, o veículo, o tempo e as condições das estradas. A Serra Leoa não tem um serviço regular de transporte ferroviário público de passageiros.
Dica
Escolha o meio de transporte na Serra Leoa tendo em conta a viagem concreta, o tempo e as condições das travessias, e não apenas a tarifa anunciada. Utilize autocarros formais quando as paragens e os horários forem adequados e compare-os com poda poda, táxis partilhados, keke, okada ou deslocações a pé quando a cobertura ou a flexibilidade forem mais importantes. Reserve tempo adicional para perturbações rodoviárias, nos ferries e causadas pelo tempo; não planeie as deslocações diárias contando com comboios de passageiros.

