Samoa está especialmente exposta porque cerca de 70% da população e da infraestrutura estão perto de áreas costeiras ou baixas. Upolu e Savai'i também têm encostas íngremes que aumentam o risco de deslizamentos de terra, enquanto pode ser mais difícil chegar a Manono e Apolima durante uma crise. A estação chuvosa geralmente vai de novembro a abril e a estação seca, de maio a outubro, mas eventos perigosos podem ocorrer fora desses períodos. Os riscos extremos identificados para Samoa incluem ciclones tropicais, condições meteorológicas severas, inundações, deslizamentos de terra, secas, alagamentos costeiros, marés de tempestade, terremotos, tsunamis e atividade vulcânica. Incêndios florestais, pandemias, doenças emergentes, ameaças de biossegurança, falhas de serviços públicos ou infraestrutura, poluição, derramamentos de petróleo, vazamentos de produtos químicos perigosos, grandes incidentes marítimos e poluição atmosférica também podem criar emergências. Eventos passados mostram a dimensão das perdas possíveis. O terremoto e tsunami de 2009 causaram ondas de até 11 metros e danos estimados em cerca de 22% do PIB, com totais de mortes relatados de 143 ou 148. O ciclone Evan, em 2012, causou danos de aproximadamente 28% a 29% do PIB e deslocou cerca de 7.500 pessoas. Modelagens estimam perdas anuais médias de cerca de US$ 10 milhões decorrentes de terremotos e ciclones tropicais, com probabilidade de 50% em 50 anos de perdas superiores a US$ 130 milhões e de afetar até 325 pessoas. A DEMA distingue um desastre que ameaça a vida, a saúde ou o meio ambiente e pode exigir intervenção de órgãos públicos de uma emergência que envolve grandes perdas, o país inteiro ou parte dele, ou recursos além da capacidade nacional. O Conselho Nacional de Desastres (NDC), presidido pelo primeiro-ministro, exerce o controle estratégico. O Comitê Consultivo de Desastres (DAC) coordena departamentos governamentais, sociedade civil, setor privado, pesquisadores e parceiros de desenvolvimento. O DMO atua no Ministério de Recursos Naturais e Meio Ambiente (MNRE), prepara planos, coordena a redução de riscos e apoia o Centro Nacional de Operações de Emergência (NEOC), o DAC e o NDC. O NEOC fica em Tuanaimato. O Plano Nacional de Gestão de Desastres 2025-2035 e a Política de Gestão de Riscos de Desastres de Samoa 2024-2034 orientam a preparação e a recuperação. Programas comunitários de Gestão de Riscos de Desastres e Climáticos criam perfis de risco de aldeias, comitês de desastres, equipes de resposta das aldeias, planos de resposta locais, treinamentos e exercícios. O plano nacional também prevê uma Diretriz Nacional para Centros de Evacuação e pelo menos um centro identificado em cada um dos 51 distritos de Samoa dentro de um a cinco anos. O Programa de Reconhecimento Tsunami Ready apoia a identificação de zonas de risco, rotas de evacuação, áreas seguras de reunião e deslocamento para terrenos mais elevados. A Divisão de Meteorologia de Samoa (SMD) fornece alertas oficiais sobre o tempo, o clima, terremotos e tsunamis por meio de samets.gov.ws. O sistema inclui previsões, informações sobre condições meteorológicas severas, previsões marítimas, perspectivas de ciclones tropicais, o Sistema Comum de Alerta e Aviso, sirenes, rádio, telecomunicações, conselhos de aldeia, igrejas, escolas e organizações não governamentais. O Roteiro Multirriscos de Alerta Antecipado para Todos 2026-2036 reúne quatro funções: compreender os riscos, detectar e prever ameaças, comunicar alertas e preparar respostas. Entre as melhorias identificadas estão ampliar a cobertura em áreas rurais e ilhas periféricas, especialmente Savai'i; radiodifusão celular; comunicações redundantes; VHF com bateria; sistemas BGAN ou de roteador; redes locais de comunicação; e mensagens mais inclusivas, acessíveis e multilíngues. Os alertas públicos são descritos como gratuitos e não exigem cadastro. As operações de emergência de Samoa usam três níveis de NEOC: Prontidão, Ação e Encerramento. A Prontidão verifica o alerta, avalia a situação, informa o DAC, o NDC e as agências de resposta e prepara possíveis evacuações. A Ação pode incluir uma declaração de desastre, ativação do Plano de Operações de Resposta a Desastres, avaliação rápida, busca e salvamento, evacuação, centros de evacuação, assistência humanitária e recuperação inicial. Nem toda resposta a condições meteorológicas severas ou de interesse nacional exige uma declaração formal. Segundo a seção 19 da DEMA, o presidente do NDC pode declarar um desastre e ativar imediatamente o plano nacional, normalmente por 48 horas, com possível prorrogação por mais 48 horas. Segundo os artigos 105 e 106 da Constituição, o Chefe de Estado pode emitir uma proclamação ou ordens de emergência. A Autoridade de Serviços de Bombeiros e Emergência de Samoa cuida de incêndios, resgate terrestre e ambulâncias. O Ministério da Polícia, Prisões e Serviços Correcionais apoia a segurança e os poderes policiais, incluindo restringir o acesso a áreas perigosas e retirar pessoas do perigo usando força proporcional. O Ministério da Saúde lidera atendimento médico, saúde pública e apoio psicossocial para ameaças à saúde. O Ministério da Mulher, Desenvolvimento Comunitário e Social apoia o bem-estar comunitário, enquanto a Cruz Vermelha de Samoa presta primeiros socorros e assistência. Busca e salvamento marítimo podem envolver a polícia, a SFESA e o Ministério das Obras, Transportes e Infraestrutura. Estruturas familiares e das aldeias continuam sendo um apoio informal importante, além dos serviços formais. O NEOC coordena a evacuação e o atendimento a pessoas deslocadas internamente. Equipes de resposta das aldeias podem retirar pessoas de áreas de alto risco, enquanto a polícia ajuda a proteger centros de evacuação. Funcionários de assistência comunitária registram pessoas evacuadas, organizam abrigos temporários e coordenam alimentos, roupas e outros recursos conforme a situação e as necessidades avaliadas. Assistência médica, ambulâncias, resgate e apoio psicossocial dependem do perigo, da ativação de um centro e dos recursos disponíveis. A pesquisa disponível não documenta um benefício geral permanente em dinheiro para desastres em Samoa. A assistência internacional é solicitada quando a capacidade nacional é excedida. O Ministério das Relações Exteriores e Comércio e o Ministério das Finanças coletam pedidos por meio do NEOC, e o NDC decide como coordenar a assistência. A ajuda pode incluir equipes de resposta, suprimentos, abrigo, alimentos e roupas e é distribuída conforme avaliações de necessidades. Um plano de pagamento de macroseguro baseado em gatilhos da Companhia de Seguros de Risco Catastrófico do Pacífico estava sendo finalizado para 2025; ele não cria um direito individual automático. A recuperação começa durante a resposta e continua após o encerramento. As autoridades realizam avaliações posteriores, análises de lições aprendidas, avaliações de danos e necessidades pós-desastre, análises financeiras e um marco de recuperação que envolve o Ministério das Finanças, ministérios setoriais e outros órgãos. As prioridades de recuperação podem incluir água e saneamento, eletricidade, transporte, telecomunicações, moradia, serviços de saúde, portos e aeroporto. O DMO pode revisar planos, procedimentos, treinamentos e métodos de alerta com base nos resultados. Os canais de alerta e coordenação oficiais não cobram dos usuários, enquanto abrigo, alimentos e assistência médica dependem das necessidades avaliadas e dos recursos disponíveis.
Desastres em Samoa
Samoa enfrenta grandes riscos de desastres causados por ciclones tropicais, condições meteorológicas severas, inundações, deslizamentos de terra, secas, alagamentos costeiros, marés de tempestade, terremotos, tsunamis e atividade vulcânica. A Lei de Gestão de Desastres e Emergências de 2007 (DEMA) estabelece a estrutura nacional, enquanto o Escritório de Gestão de Desastres (DMO) coordena o planejamento, a redução de riscos e as operações de emergência. A Divisão de Meteorologia de Samoa emite alertas oficiais sobre o tempo, o clima e fenômenos geofísicos por meio de sirenes, rádio, telecomunicações, conselhos de aldeia e outros canais locais.
Dica
Considere a preparação para desastres em Samoa uma tarefa de coordenação local. Saiba quais perigos afetam sua área, para onde se deslocar em busca de segurança e como receber alertas se um canal de comunicação falhar. Siga prontamente as instruções oficiais; não espere uma declaração formal de desastre nem presuma que abrigo, ajuda ou apoio em dinheiro sejam automáticos.

