O Ministério da Saúde define as políticas e normas nacionais, enquanto os Ministérios da Saúde estaduais supervisionam a implementação. Os condados organizam redes de unidades, orçamentos e prestação de cuidados primários, e os payams e bomas conectam os serviços de saúde às comunidades. A OMS, o UNICEF e organizações não governamentais oferecem apoio técnico, financeiro e operacional. O plano do setor de saúde para 2024–2027 abrange cerca de 1.158 unidades em 40 lotes, com apoio de aproximadamente 28 ONGs. O percurso habitual de atendimento começa na comunidade. Um Agente Comunitário de Saúde de Boma, ou BHW, apoia as famílias e as conecta à Iniciativa de Saúde de Boma, conhecida como BHI. O nível seguinte costuma ser uma Unidade de Atenção Primária à Saúde, ou PHCU, ou um Centro de Atenção Primária à Saúde, ou PHCC. Essas unidades podem oferecer promoção da saúde, prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos. Postos fixos de vacinação, equipes de busca ativa, clínicas móveis, maternidades independentes, clínicas privadas e postos de nutrição podem ser alternativas quando uma unidade regular está distante ou indisponível. Os hospitais de condado atendem casos de atenção hospitalar primária e emergências. Os hospitais estaduais oferecem atendimento secundário. O Hospital Universitário de Juba e os hospitais de referência em Wau e Malakal oferecem serviços terciários ou altamente especializados. Assim, um encaminhamento médico pode passar de uma PHCU ou PHCC para um hospital de condado e, depois, para um hospital estadual ou terciário. Os registros de encaminhamento e o retorno de informações são inconsistentes. O transporte local pode ser feito por veículo, barco ou ambulância, conforme a região. As fontes consultadas não confirmaram um número público nacional de emergência, por isso, sempre que possível, identifique com antecedência a unidade mais próxima ou um parceiro de saúde local. O acesso continua desigual. Cerca de 56% da população vive a até 5 quilômetros de uma unidade de saúde, e há aproximadamente 7,9 profissionais de saúde para cada 10.000 pessoas. Os serviços da BHI abrangem cerca de 52% dos bomas, com mais de 10.500 agentes comunitários treinados. Conflitos, inundações, deslocamentos, estradas precárias, insegurança, condições sazonais e danos às unidades podem interromper o atendimento; até fevereiro de 2026, havia relatos de 43 unidades saqueadas ou danificadas. Em 2026, estimava-se que cerca de 5,7 milhões de pessoas precisariam de assistência em saúde. A atenção primária apoia a imunização, o acompanhamento pré-natal, a vacinação contra o tétano, a triagem nutricional e os serviços de malária, HIV e tuberculose. A segunda dose da vacina contra o sarampo foi introduzida em todo o país em 2025, para crianças aos 9 e 18 meses. A vacina antimalárica de quatro doses R21/Matrix-M destina-se a crianças de 5 a 23 meses; começou a ser aplicada em julho de 2024 e foi ampliada para 80 condados em 2025. A vacinação ocorre em postos fixos, por busca ativa e em serviços móveis. A cobertura do tratamento da malária foi registrada em 97%, enquanto a supressão viral do HIV foi de 81,3%. A cobertura dos serviços de saúde mental era de apenas 0,4%, mostrando que a disponibilidade varia muito entre serviços. Após o tratamento, o acompanhamento pode continuar em uma PHCC, com um BHW, por uma equipe de busca ativa ou em outra unidade. O acompanhamento de HIV, tuberculose, doenças não transmissíveis, saúde mental e nutrição depende da unidade. A verificação de complicações após tratamentos, durante a gravidez ou depois do parto pode exigir uma nova consulta, mas a continuidade dos medicamentos e o retorno de informações sobre encaminhamentos não são confiáveis em todos os lugares. Antes de sair da unidade, os pacientes devem confirmar a próxima consulta, os medicamentos disponíveis e o transporte necessário. A Constituição Transitória, artigo 31, e a Política Nacional de Saúde atribuem ao governo a responsabilidade de oferecer cuidados primários e serviços de emergência gratuitos aos cidadãos. Essa política não garante que todas as unidades forneçam gratuitamente medicamentos, exames ou transporte. Em 2025, os pagamentos diretos representaram 34,4% das despesas correntes em saúde, e não há uma tabela nacional de tarifas confiável. Portanto, os pacientes podem ter de pagar por medicamentos, diagnósticos ou transporte. Em 2025, foi relatada a falta de medicamentos essenciais em 45% das unidades monitoradas; alguns produtos não estiveram disponíveis, em média, durante 238 dias no caso dos sais de reidratação oral e 48 dias no da clorexidina. Muitas unidades, mas não todas, têm Cartas de Serviços. As fontes consultadas não estabeleceram um mecanismo formal de reclamações válido para todo o país. A continuidade prática do atendimento depende de procurar ajuda cedo, comparecer às consultas de vacinação e pré-natal, seguir as instruções de encaminhamento e verificar localmente os serviços, medicamentos e transporte disponíveis. Os indicadores de saúde da pesquisa MICS 2025 e do Sistema de Informação de Saúde DHIS2 não são diretamente comparáveis, pois usam definições e fontes de dados diferentes. Por exemplo, a assistência qualificada ao parto foi de 51% na MICS 2025 e de 19,5% nos dados do DHIS2; os partos em unidades de saúde foram 44%, pelo menos uma consulta pré-natal foi 56%, quatro ou mais consultas foram 35%, e o atendimento pós-natal nos dois dias seguintes foi de cerca de 45%.
Saúde no Sudão do Sul
Os cuidados de saúde no Sudão do Sul combinam o sistema formal do Ministério da Saúde com serviços comunitários e unidades apoiadas por parceiros. Em geral, o atendimento passa por agentes comunitários de saúde e unidades de atenção primária até hospitais de condado, estaduais e terciários, mas o acesso varia muito conforme localização, segurança, inundações, deslocamentos, estação do ano e função da unidade. A política pública prevê atendimento primário e de emergência gratuito para cidadãos, mas o acesso efetivo a medicamentos, diagnósticos e transporte depende da unidade e de seus parceiros.
Dica
Trate o acesso à saúde no Sudão do Sul como uma questão de planejamento local, sem presumir que a unidade mais próxima ofereça todos os serviços. Escolha o nível de atendimento mais seguro disponível, confirme medicamentos e transporte antes de viajar e deixe claros os planos de acompanhamento. Não presuma que o atendimento primário ou de emergência também inclua gratuitamente medicamentos, exames ou transporte.

