O marco jurídico inclui a Constituição Transitória do Sudão do Sul, a Lei Nacional Eleitoral, conforme alterada em 2023, o Acordo Revitalizado de 2018 sobre a Resolução do Conflito na República do Sudão do Sul (R-ARCSS), o Roteiro de 2022 e a Lei dos Partidos Políticos. O atual arranjo de transição deve continuar até fevereiro de 2027 nos termos do R-ARCSS. A data anunciada para a eleição é, portanto, um marco constitucional e político importante, mas, segundo as informações disponíveis em 12 de setembro de 2026, a Comissão Nacional de Eleições (NEC) não a cancelou nem alterou. A NEC é um órgão administrativa e financeiramente independente, composto por nove comissários. Ela define o calendário eleitoral, regulamenta eleições e referendos, estabelece circunscrições eleitorais, administra o registro contínuo de eleitores, promove educação cívica e eleitoral, credencia candidatos, representantes de partidos, observadores e profissionais da mídia, treina funcionários eleitorais, organiza a votação, conta e apura cédulas, declara resultados e trata reclamações eleitorais dentro de sua competência legal. Comitês Estaduais de Alta Eleição (SHECs), cada um com cinco membros, apoiam a administração eleitoral em cada estado e Área Administrativa. As eleições do Sudão do Sul incluem a presidência, a Assembleia Legislativa Nacional (NLA), governadores, Assembleias Legislativas Estaduais, o Conselho dos Estados, Administradores-Chefes, Conselhos Legislativos de Áreas Administrativas, comissários de condado, prefeitos e conselhos urbanos ou rurais. O presidente é eleito em um sistema de dois turnos: um candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos para vencer no primeiro turno; caso contrário, realiza-se um segundo turno. A NLA tem 332 cadeiras: 50% são eleitas em circunscrições geográficas pelo sistema majoritário simples, 15% por listas partidárias fechadas com representação proporcional e 35% por uma lista partidária fechada reservada às mulheres. As eleições legislativas estaduais usam um sistema misto semelhante; as eleições em níveis inferiores seguem a Lei do Governo Local. O mapa nacional de circunscrições usa atualmente 102 circunscrições baseadas nas de 2010, após decisão do R-ARCSS de 10 de dezembro de 2025. O mapa abrange 10 estados e 3 Áreas Administrativas. A distribuição é de 14 circunscrições na Equatória Central, 11 na Equatória Oriental, 8 na Equatória Ocidental, 17 em Jonglei incluindo Grande Pibor, 7 em Unity incluindo Ruweng, 12 no Alto Nilo, 8 nos Lagos, 9 em Bahr el Ghazal do Norte, 4 em Bahr el Ghazal do Oeste e 12 em Warrap incluindo Abyei. Para votar, é necessário ser cidadão do Sudão do Sul e ter pelo menos 18 anos no dia da votação. Mulheres podem votar e candidatar-se. A NEC deve garantir participação não discriminatória e voto secreto. Em 12 de setembro de 2026, o registro de eleitores ainda não havia começado, o cadastro eleitoral não estava disponível e não havia totais confiáveis de registro publicados. Quando o registro começar, as regras disponíveis descrevem registro presencial, manual e em papel. As informações serão inseridas em um sistema informatizado, enquanto o registro original permanecerá permanentemente no escritório estadual pertinente. Cada SHEC administra o registro em seu estado ou Área Administrativa; centros e datas serão anunciados em comunicados da NEC, em seu site e redes sociais e em jornais nacionais. Não há evidências de taxa para registro de eleitores. A NEC, os SHECs, organizações da sociedade civil e a mídia promovem educação cívica e eleitoral, inclusive por rádio. Os programas de 2026 tratam explicitamente de mulheres, jovens e pessoas com deficiência. O apoio técnico envolveu a Equipe Integrada de Assistência Eleitoral das Nações Unidas, a UNMISS, o PNUD e treinamento BRIDGE oferecido em 2024 e 2025. O financiamento institucional continua limitado, e os preparativos também dependem de planejamento de segurança, clareza jurídica e implementação do R-ARCSS. A votação utiliza cédula secreta e o princípio de uma pessoa, um voto. A pesquisa disponível não estabelece procedimentos detalhados para o dia da votação, desenho das cédulas, regras de assistência, medidas de acessibilidade, votação de pessoas deslocadas internamente ou votação no exterior. Também não estabelece voto postal ou no exterior. Esses detalhes não devem ser presumidos pela simples existência do sistema eleitoral nacional. A NEC define o período de campanha por aviso público. O silêncio eleitoral começa 24 horas antes do dia da votação, às 00:00, e termina quando as urnas fecham. As regras de campanha citadas proíbem incitação à violência, discurso de ódio e materiais discriminatórios com base em gênero, raça, tribo, origem nacional ou étnica, religião, deficiência, condição social, educação, idade ou orientação sexual. Candidatos e partidos não podem usar recursos do Estado ou das Áreas Administrativas para fazer campanha, embora a mídia pública seja tratada separadamente. O Conselho dos Partidos Políticos registra partidos, supervisiona seu funcionamento e conformidade, apoia ações afirmativas e trata disputas intrapartidárias e entre partidos. Os requisitos detalhados para registro de candidatos, taxas de nomeação, documentos e prazos não foram estabelecidos nas fontes analisadas. Após a votação, funcionários eleitorais separam, contam e apuram as cédulas antes de declarar os resultados. Um partido político, coligação, candidato independente, organização da sociedade civil ou eleitor registrado pode apresentar reclamação fundamentada por escrito antes da declaração final do resultado. Nas eleições presidenciais e da NLA, a NEC deve decidir uma reclamação em até cinco dias corridos; para eleições estaduais e de nível inferior, o SHEC ou o oficial de apuração aplica o prazo correspondente. O reclamante pode recorrer ao tribunal competente no prazo de cinco dias após receber a decisão. Petições eleitorais e disputas sobre resultados são competência dos tribunais, não da NEC. A hierarquia completa dos tribunais locais não está estabelecida na pesquisa disponível.
Eleições no Sudão do Sul
O Sudão do Sul tem um sistema eleitoral nacional formal, mas não realiza uma eleição nacional direta desde a independência, em 2011. A Comissão Nacional de Eleições anunciou 22 de dezembro de 2026 para a próxima eleição geral, enquanto o registro de eleitores, o financiamento e os preparativos de segurança continuam incompletos. As eleições abrangem a presidência, legislaturas, governadores e vários cargos locais.
Dica
Considere 22 de dezembro de 2026 como a data eleitoral publicada, mas continue consultando os comunicados da NEC, pois datas e locais de registro e vários detalhes operacionais ainda não foram publicados. Sua prioridade imediata é confirmar a elegibilidade, acompanhar as informações oficiais de registro e não confiar em alegações informais sobre documentos, taxas ou prazos. Se pretende candidatar-se, fazer campanha, observar ou contestar um resultado, siga o procedimento aplicável da NEC, do Conselho dos Partidos Políticos ou dos tribunais e guarde provas por escrito.

