As famílias geralmente pagam por alimentos, moradia ou hospedagem, água, eletricidade ou combustível, transporte, saúde, educação, comunicação e itens domésticos básicos. Os preços costumam ser expressos em libras sul-sudanesas (SSP), enquanto algumas transferências humanitárias e transações usam dólares americanos. Variações cambiais, dependência do petróleo e das importações, conflitos, inundações e condições das estradas podem alterar rapidamente tanto os preços quanto a disponibilidade. O Departamento Nacional de Estatísticas registrou um índice de preços ao consumidor de 198,11 em maio de 2025, inflação mensal de 4,59% e inflação anual de 58,21%. Alimentos e bebidas não alcoólicas representavam 47,72% da cesta do índice, enquanto moradia, água, eletricidade e gás representavam 35,65%. Esses números descrevem a variação dos preços, não o orçamento exato de uma família específica. As séries regionais de preços abrangem mercados como Juba, Yambio, Torit, Malakal, Bentiu, Bor, Wau, Aweil, Rumbek e Kuajok, mas as famílias rurais podem estar sub-representadas. Uma medida de mercado de alimentos essenciais e itens não alimentares registrou SSP 449.640 em janeiro de 2025, 281% acima de janeiro de 2024, e SSP 678.767 em junho de 2025, comparados a SSP 546.963 em março de 2025. O Custo da Cesta de Despesas Mínimas é calculado mensalmente a partir dos preços semanais dos mercados. Essas medidas ajudam a acompanhar a variação dos preços, mas não devem ser tratadas como um benefício universal para as famílias. Os preços dos grãos são particularmente voláteis: em novembro de 2025, o milho custava mais que o dobro do valor de um ano antes, o sorgo cerca do triplo e o trigo importado cerca de 50% a mais. Alguns cereais chegaram a custar até cinco vezes o preço de fevereiro de 2024. As colheitas sazonais podem reduzir os preços temporariamente, enquanto o Alto Nilo está particularmente exposto aos custos de abastecimento e transporte rodoviário. A moradia é principalmente privada e informal. Uma família pode alugar um imóvel de um proprietário, morar em um complexo residencial, ficar com familiares ou recorrer a um arranjo de hospedagem. Não há uma lista nacional confiável de aluguéis nem um sistema padronizado de aluguel social. Em geral, Juba é o mercado mais caro. Em um estudo de despesas familiares da MSF de 2024, o gasto mensal mediano com aluguel ou moradia foi de SSP 200.000 na capital, SSP 123.953 em Bahr el Ghazal, SSP 111.558 no Alto Nilo e SSP 63.988 na Equatória. Cauções, segurança, água, eletricidade e outros serviços podem ser cobrados separadamente ou incluídos no pagamento da moradia. A localização, a segurança e as instalações podem alterar substancialmente o preço. Os serviços públicos também são fragmentados. A água pode vir da SSUWC, de serviços municipais locais, de fornecedores privados, caminhões-pipa ou quiosques. O fornecimento de eletricidade é limitado e pode depender de serviços municipais ou cooperativos, geradores, diesel, outros combustíveis e reparos. O mesmo estudo da MSF registrou medianas mensais de custos de serviços públicos de SSP 150.000 na capital, SSP 100.000 em Bahr el Ghazal, SSP 75.000 no Alto Nilo e SSP 60.000 na Equatória, com SSP 99.163 para a amostra completa. Os custos de transporte incluem tarifas, combustível, acesso aos mercados e, em algumas regiões, viagens fluviais, rodoviárias ou aéreas. Não há uma tabela nacional estável de tarifas. Controles de segurança, postos de controle, chuvas, inundações e estradas danificadas podem aumentar tanto o preço quanto o tempo de viagem. O estudo da MSF registrou medianas mensais de transporte e combustível de SSP 120.000 na capital, SSP 100.000 em Bahr el Ghazal, SSP 61.977 no Alto Nilo e SSP 90.000 na Equatória. Os gastos com saúde estão distribuídos entre os serviços do Ministério da Saúde, unidades públicas, unidades apoiadas por ONGs e pelo Fundo Agrupado para a Saúde e clínicas privadas. O tratamento pode ser subsidiado, mas medicamentos, exames, encaminhamentos, transporte, atendimento privado e serviços indisponíveis podem gerar custos adicionais. No perfil de saúde da OMS de 2025, os pagamentos diretos representavam 34,4% dos gastos com saúde, enquanto o financiamento externo cobria cerca de metade dos gastos recorrentes em saúde em 2022 e a pressão dos pagamentos diretos aumentava. Não há um sistema nacional efetivo de seguro de saúde nem uma via uniforme de cobertura de custos. Em geral, o governo pretende que o ensino primário e secundário seja gratuito, nos termos da diretiva de 2023, mas o acesso prático ainda pode envolver taxas, uniformes, livros, materiais, transporte, refeições, contribuições à associação de pais e professores e contribuições aos professores. O UNICEF informou que menos de 22% dos professores estavam na folha de pagamento do governo em 2023 e que as taxas estavam aumentando em 2025. No estudo da MSF, as medianas mensais de despesas com educação foram de SSP 175.300 na capital, SSP 80.333 em Bahr el Ghazal, SSP 88.750 no Alto Nilo e SSP 96.042 na Equatória. Entre as crianças em idade escolar da amostra, 66% frequentavam escolas privadas na capital, 78% em Bahr el Ghazal, 75% no Alto Nilo e 50% na Equatória. Os gastos familiares são compostos principalmente por alimentação, saúde, moradia, educação e transporte. Não há evidências de um benefício universal em dinheiro para crianças ou pais no Sudão do Sul. Programas específicos podem se aplicar somente a determinados condados ou a famílias que atendam critérios de vulnerabilidade e cadastro. Entre os exemplos estão o Shabaka Meisha e o Programa de Rede de Proteção Social e Transferência de Dinheiro, sob responsabilidade do MAFS e do MGCSW; um programa planejado para 157.500 famílias em 20 condados; subsídios em dinheiro do UNICEF de USD 41 por mês para gestantes, mulheres que amamentam e responsáveis por crianças menores de dois anos; subsídios de USD 41 por mês durante seis meses no âmbito do SRCT; e transferências emergenciais de USD 111 por mês durante três meses em Rubkona. Esses programas não criam um direito geral para todas as famílias. A comunicação móvel é uma despesa doméstica regular quando o acesso a telefone, educação, trabalho e transferências depende de dados. A Zain South Sudan oferece pacotes como 30 MB por dia por SSP 1.570, 15 GB por mês por SSP 143.600, 30 GB por SSP 258.500, 50 GB por SSP 330.300, 100 GB por SSP 574.400 e 250 GB por SSP 789.800. A MTN South Sudan oferece um cartão SIM por SSP 300, incluindo 500 MB e 10 minutos. Os preços podem mudar com a inflação e as taxas de câmbio. Os gastos com lazer pago são menos medidos de forma consistente e correspondem sobretudo a despesas urbanas ou privadas; atividades sociais, religiosas e comunitárias costumam ser alternativas com menos desembolso. A categoria de lazer e cultura do índice cobre apenas três itens e tem peso de 0,04%; portanto, os preços de lazer em Juba não devem ser aplicados a todo o país. Para elaborar um orçamento prático, registre o estado, a cidade ou o mercado e a data de cada estimativa. Separe o tamanho da família, o número de pessoas que recebem renda, as fontes de alimentos, o aluguel ou a hospedagem, as crianças, doenças e necessidades de transporte. Mantenha os valores em SSP e USD separados. Use os gastos com alimentos, a cesta de mercado ou a despesa mínima como base e compare-os com os gastos da família. O estudo da MSF encontrou uma família mediana de 11 pessoas, com uma pessoa empregada em tempo integral e gastos mensais medianos de SSP 748.600: SSP 250.000 com alimentação, SSP 123.953 com aluguel ou moradia, SSP 99.163 com serviços públicos, SSP 90.000 com transporte e combustível, SSP 102.500 com educação e SSP 82.984 com itens básicos não alimentares. A amostra não era representativa nacionalmente e abrangia principalmente famílias vinculadas a ONGs ou a profissionais. As faixas nacionais de gastos mensais baixas, medianas e altas da amostra foram SSP 424.542, SSP 748.600 e SSP 1.265.996; as faixas da capital foram SSP 590.350, SSP 1.031.643 e SSP 1.594.436. Atualize as estimativas de alimentação e combustível pelo menos mensalmente e, durante períodos de volatilidade, semanalmente. Mantenha reservas separadas para cuidados médicos, viagens, reparos, escassez sazonal e custos relacionados à segurança. Os números nacionais sobre pobreza mostram por que as médias podem induzir a erro: uma pesquisa domiciliar do Banco Mundial estimou que 76% das pessoas viviam abaixo da linha nacional de pobreza de SSP 358.724 por pessoa ao ano e 70% em pobreza extrema, enquanto uma modelagem posterior estimou pobreza de cerca de 92% em 2024. As estimativas da pesquisa e do modelo têm períodos de referência diferentes. Serviços bancários, dívidas e impostos são assuntos distintos, embora taxas de câmbio, cobranças e impostos possam afetar o valor final pago.
Custos no Sudão do Sul
O custo de vida no Sudão do Sul varia muito conforme a localização, a estação do ano, o acesso aos mercados, as condições de segurança e as taxas de câmbio. A alimentação costuma representar a maior parte dos gastos familiares, seguida de moradia, serviços públicos, transporte, saúde e educação. Não há um padrão nacional único de custo de vida; portanto, um orçamento realista precisa indicar localização, tamanho da família, padrão de renda e data de atualização.
Dica
Trate o orçamento no Sudão do Sul como uma estimativa local com data, e não como uma média nacional. Defina valores de referência para alimentação, moradia, serviços públicos e transporte e, depois, acrescente reservas separadas para saúde, educação, reparos, escassez sazonal e viagens relacionadas à segurança. Mantenha os valores em SSP e USD separados e atualize alimentação e combustível com mais frequência que as despesas de menor variação.

