A Noruega organiza a gestão de desastres por meio da cooperação entre o Estado, os condados, as comunas, os serviços de emergência, as empresas e os residentes. A comuna, chamada kommune, é responsável por grande parte do planeamento local de emergência e da informação ao público. A Direção de Proteção Civil e Planeamento de Emergência é conhecida habitualmente como DSB. Ela apoia a preparação nacional, a sensibilização para os riscos e a orientação, enquanto a polícia, os bombeiros, os serviços de saúde, a defesa civil e as organizações de salvamento tratam de diferentes partes de uma emergência. O planeamento de emergência norueguês parte da ideia de que as pessoas devem conseguir satisfazer necessidades básicas durante algum tempo se houver falhas de eletricidade, água, transportes, sistemas de pagamento ou comunicação. Isto é especialmente importante no inverno, durante condições meteorológicas severas e em locais onde a ajuda pode demorar mais a chegar. Os perigos locais importantes incluem inundações, deslizamentos de terra, quedas de rochas, avalanches, ventos fortes, neve intensa, incêndios florestais e tempestades costeiras. A Noruega também tem algum risco de sismos e tsunamis, mas estes fenómenos são menos comuns do que os incidentes relacionados com o clima. Os avisos podem ser emitidos pelas autoridades públicas através de mensagens de emergência, informação meteorológica, comunicados locais ou outros sistemas de alerta. Uma recomendação importante é procurar informação fiável e seguir as instruções da comuna, da polícia, dos serviços de salvamento ou de outras autoridades responsáveis. Os números de emergência são 110 para incêndios e salvamento, 112 para a polícia e 113 para assistência médica urgente. Ligue para o número correspondente ao perigo imediato, indique claramente a sua localização e descreva o que aconteceu. Durante um desastre, as autoridades podem fechar estradas, evacuar zonas, restringir o acesso ou pedir às pessoas que permaneçam dentro de casa. As instruções locais podem variar, porque a resposta adequada depende do perigo, do terreno, do tempo e do estado das infraestruturas. Um plano de emergência doméstico deve prever água potável, alimentos que não precisem de ser cozinhados, medicamentos, aquecimento, iluminação, pilhas, um rádio ou outra forma de receber informação, primeiros socorros e meios para contactar familiares. Pessoas com crianças, deficiências, animais de estimação ou equipamento médico devem planear de acordo com as suas necessidades específicas. Os principais pontos fortes do sistema norueguês são o conhecimento local, os serviços públicos sólidos e a cooperação entre muitas organizações. Os seus limites incluem zonas remotas, estradas danificadas, falhas de energia, terreno difícil e vários incidentes simultâneos, que podem atrasar a ajuda; por isso, a preparação pessoal continua a ser importante.
Desastres na Noruega
A preparação para desastres na Noruega combina coordenação nacional com ação local das comunas, dos serviços de emergência e dos residentes. A Noruega enfrenta perigos como inundações, deslizamentos de terra, avalanches, tempestades, incêndios florestais e longos períodos de isolamento em áreas remotas. Esta visão geral explica o sistema, termos noruegueses comuns, a preparação prática e o que fazer primeiro.
Dica
No dia a dia na Noruega, estar preparado para desastres significa sobretudo conseguir manter-se em segurança e satisfazer necessidades básicas durante uma interrupção temporária. Informe-se sobre os perigos perto de casa, saiba como receber avisos locais e mantenha uma pequena reserva doméstica que possa ser usada sem eletricidade nem pagamentos com cartão.

