O transporte urbano no Níger combina prestadores formais com serviços informais ou artesanais. Entre os termos locais contam-se taxi urbain, taxi collectif ou tête rouge, faba-faba e kabou-kabou. Os serviços incluem táxis urbanos, táxis partilhados, miniautocarros, motociclos e outros veículos de três rodas. A SOTRUNI, os prestadores privados e as associações de táxis servem a mobilidade urbana, sobretudo em Niamey e na periferia. Para algumas famílias, o custo limita as deslocações em veículos motorizados. Em Niamey, dados do Banco Mundial de 2012 registaram deslocações a pé em cerca de 69% das viagens, sendo a maioria das restantes viagens feita de automóvel, miniautocarro ou veículo motorizado de duas rodas. Não foi estabelecida uma repartição modal nacional atual e fiável. Há bicicletas, mas os dados nacionais e as infraestruturas dedicadas continuam limitados. Os projetos rodoviários podem incluir passeios, passagens para peões, caminhos e iluminação solar. As estradas transportam automóveis privados, motociclos, miniautocarros, camiões e a maioria dos passageiros e mercadorias. O perfil da OMS de 2021 registou 4 951 quilómetros de estradas pavimentadas. Entre as principais ligações contam-se a RN1 entre Maradi e Zinder, a RN4 entre Farié e Téra, a ligação transaariana e o corredor Lomé–Ouagadougou–Niamey. O troço de 112 quilómetros da RN4 entre Farié e Téra foi registado em estado muito mau, estando previstas obras de reabilitação e resiliência climática. Inundações, infraestruturas danificadas, condições de segurança e o clima sazonal podem alterar os tempos de viagem e a possibilidade de usar uma ligação. Os projetos rodoviários podem incluir drenagem, aquedutos, pontes, estabilização de dunas e outras medidas baseadas na natureza. Autocarros interurbanos e prestadores privados operam através dos terminais de Niamey e das instalações ECOGARE. No primeiro trimestre de 2026, os prestadores sediados em Niamey registaram 310 343 passageiros em partida: 295 746 em serviços nacionais e 14 597 em serviços internacionais. Os valores excluem as deslocações privadas e o transporte por conta própria. Entre os destinos internacionais registados contam-se Benim, Burquina Faso, Costa do Marfim, Gana, Mali, Senegal e Togo; nesse trimestre, os dados não registaram passageiros para a Nigéria. As tarifas dependem do prestador e do trajeto, e não existe uma tabela nacional de tarifas fiável. A duração da viagem e os custos dos veículos variam com a distância, o estado das estradas, a estação do ano e a segurança. Não há provas atuais de um serviço ferroviário regular de passageiros ou mercadorias no Níger. A ligação ferroviária de bitola normal Kano–Maradi continua a ser um projeto planeado segundo a informação disponível de 2024/25; nessa altura, ainda estavam pendentes estudos e trabalhos de reassentamento do lado nigerino. Por isso, os serviços rodoviários de passageiros e mercadorias são a alternativa prática estabelecida. A aviação é regulada formalmente, mas os horários das companhias, as tarifas e o acesso mudam com o tempo. A ANAC-Niger trata da segurança operacional e proteção da aviação, da certificação de aeroportos e prestadores de serviços de aviação e das autorizações de sobrevoo e aterragem. O Ministère des Transports et de l’Aviation Civile trata das licenças de transporte, do registo de veículos e da regulamentação. A polícia e a gendarmaria efetuam controlos rodoviários, enquanto o Institut National de la Statistique regista as estatísticas de fluxos de passageiros. O seguro de responsabilidade civil perante terceiros é obrigatório por lei, e a inspeção periódica dos veículos está prevista na lei. As velocidades máximas registadas são 50 km/h em zonas urbanas, 90 km/h em estradas rurais e 110 km/h em autoestradas. Os condutores não podem usar telemóvel enquanto conduzem, incluindo com sistema mãos-livres. O limite registado de alcoolemia é 0.0003 g/dl. As regras de capacete para motociclos aplicam-se a condutores e passageiros em todos os tipos de estrada e a todas as cilindradas; o perfil da OMS não regista uma obrigação de apertar o capacete. As regras de cinto de segurança aplicam-se aos bancos dianteiros e traseiros. Aplicam-se também regras de sistemas de retenção para crianças, e o perfil regista um limite de sete anos para as condições de transporte de crianças no banco dianteiro. A campanha de Disciplina Rodoviária de 2026 visa o uso do telemóvel, a condução sob o efeito de drogas, o excesso de carga, a falta de capacetes ou cintos de segurança, o excesso de velocidade e as infrações relativas a sinais, luzes e marcações rodoviárias. Os deveres legais são formais, mas a fiscalização pode variar consoante o local. A OMS estimou 6 278 mortes rodoviárias no Níger em 2021, ou 24,9 mortes por 100 000 pessoas, enquanto os óbitos comunicados foram 1 152. Os registos de Niamey entre janeiro e outubro de 2024 contabilizaram 5 124 acidentes, 96 mortes e 3 398 vítimas, incluindo 933 peões, 2 341 utilizadores de motociclos e 55 utilizadores de bicicletas; estes valores provêm de fontes e períodos diferentes e não devem ser combinados como um único total nacional. Por ser um país sem litoral no Sahel, o Níger depende fortemente do transporte de mercadorias por camião a longa distância. Isso aumenta os custos logísticos e contribui para a poluição atmosférica e a pressão sobre as emissões de gases com efeito de estufa. Caminhar, andar de bicicleta e usar transportes públicos com emissões mais baixas pode reduzir as emissões dos transportes quando existem infraestruturas seguras e serviços a preços acessíveis. A informação disponível não estabelece uma série nacional atual de emissões dos transportes específica para o Níger.
Transportes no Níger
Os transportes no Níger dependem sobretudo das estradas, com deslocações diárias a pé, táxis urbanos e partilhados, miniautocarros e veículos de duas ou três rodas. Em Niamey há uma combinação fragmentada de serviços formais e informais, enquanto o custo, o estado das estradas, a estação do ano e a segurança afetam o acesso e o tempo de viagem. Autocarros interurbanos, automóveis privados, camiões e aviação regulada ligam as localidades; não há provas atuais de um serviço ferroviário doméstico regular no Níger.
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