Há presença humana em todo o Planalto Mongol desde a pré-história, e o pastoreio móvel tornou-se uma base duradoura da vida social e política. Em 1206, Temüjin unificou os principais grupos mongóis e adotou o título de Chinggis Khaan. Os seus sucessores construíram o Império Mongol, que ligou grandes partes da Ásia e da Europa por meio da conquista, da administração, do comércio e da comunicação. A dinastia Yuan governou a China de 1271 até os mongóis perderem o controlo do país em 1368, enquanto as tradições políticas mongóis continuaram em diferentes Estados sucessores. Mais tarde, a estepe do norte da Mongólia ficou sob crescente influência dos manchus Qing. Os nobres khalkha submeteram-se aos Qing em 1691, e a administração Qing durou até à queda da dinastia, em 1911. A Mongólia declarou então a independência sob o Bogd Khaan. A pressão chinesa e russa moldou o estatuto do país no início do século XX. A revolução de 1921 estabeleceu um governo estreitamente alinhado com a Rússia soviética, e a República Popular da Mongólia foi proclamada em 1924. O domínio socialista transformou a propriedade da terra, a religião, a educação, a indústria e a vida urbana. As instituições budistas foram duramente reprimidas na década de 1930, enquanto o planeamento estatal e a influência soviética estruturaram a vida pública durante grande parte do século XX. O movimento democrático pacífico da Mongólia, em 1989 e 1990, pôs fim ao regime de partido único. A Constituição de 1992 estabeleceu um sistema político democrático e uma economia orientada para o mercado. As fronteiras da Mongólia moderna não abrangem todos os territórios historicamente mongóis ou governados por mongóis. A Mongólia Interior é uma região autónoma da China, e também há comunidades mongóis noutras zonas vizinhas. Por isso, a interpretação histórica depende de a questão tratar do atual Estado mongol, do mundo mongol mais amplo ou de comunidades específicas. A arqueologia, as inscrições, as crónicas, os registos administrativos, os relatos estrangeiros, a memória familiar e os locais comemorativos podem dar destaque a experiências diferentes, incluindo o império, as mudanças religiosas, a violência estatal, a modernização e a identidade nacional.
História da Mongólia
A história da Mongólia abrange antigas sociedades nómadas, a ascensão do Império Mongol, o domínio Qing, a construção do Estado socialista e a mudança democrática. O poder político, as fronteiras territoriais e as relações com a China e a Rússia mudaram repetidamente ao longo do tempo. Evidências arqueológicas, registos escritos mongóis e estrangeiros, tradições orais e memoriais públicos oferecem perspetivas diferentes sobre esta história.
Dica
Use a história da Mongólia como uma cronologia com várias camadas, não como uma única narrativa nacional. Distinga o Estado moderno, o mundo mongol mais amplo e as experiências de comunidades específicas, para não tratar os períodos imperial, Qing, socialista e democrático como se fossem equivalentes. Compare diferentes tipos de fontes e identifique onde a interpretação ou a memória pública molda o relato.

