Os encontros e a vida normal de casal no Mónaco não têm um procedimento geral de acesso público nem registo oficial. As pessoas conhecem-se através de contactos privados, círculos sociais, serviços comerciais ou plataformas online. As provas disponíveis não contêm estatísticas oficiais monegascas sobre encontros; não se devem, por isso, inferir números sobre duração, satisfação ou prevalência dos relacionamentos. Um casal não casado pode viver em union libre, também descrita localmente como vie maritale. Em geral, não é necessário registar a união, mas um agregado comum pode ser tratado de forma diferente nas regras de habitação, segurança social e seguro. O efeito depende do prestador, benefício ou contrato específico. Não há no Mónaco uma instituição estatal geral que substitua os encontros normais, o aconselhamento de casal ou a gestão da relação. Os casais que queiram formalizar a vida em comum podem celebrar um Contrat de vie commune (CVC). O CVC integra o regime do Contrat civil de solidarité (CCS). Dois adultos podem celebrá-lo quando pelo menos um dos parceiros reside no Mónaco ou é monegasco. Não é possível se algum dos parceiros já for casado, tiver um CVC ou CCS em vigor ou tiver um contrato estrangeiro equivalente registado. Ambos comparecem pessoalmente perante um notário. Os documentos típicos incluem documentos de identidade originais, certidões de nascimento integrais, comprovativo de residência, confirmação do Greffe Général de que não há CCS registado e declaração sob compromisso de honra sobre contratos estrangeiros equivalentes. Pode também ser preparado um acordo patrimonial. O notário lavra um ato autêntico e o contrato é inscrito no Registo de contratos de solidariedade civil do Greffe Général. O CVC produz efeitos entre os parceiros quando é assinado e perante terceiros após o registo. As provas disponíveis não indicam um período legal de espera. Os custos consistem em honorários notariais variáveis e taxas de registo; confirme o montante atual junto do notário ou do Greffe Général. O CVC não concede aos parceiros os direitos e deveres legais dos cônjuges. Em geral, cada parceiro continua responsável pelas próprias dívidas. Ambos podem ser responsáveis por dívidas correntes contraídas para as necessidades comuns do agregado, sem prejuízo das exceções relativas a despesas claramente excessivas e a certas compras a prestações ou créditos sem consentimento. Cada parceiro conserva os bens que lhe pertencem individualmente. Se não for possível provar a propriedade, os bens são geralmente considerados comuns em partes iguais. O parceiro sobrevivo não tem direito automático à herança por lei; é necessário testamento para organizar a sucessão. O contrato de arrendamento principal pode ser atribuído aos dois parceiros se o senhorio for informado conjuntamente. Após a morte de um dos parceiros, o sobrevivo pode continuar o arrendamento segundo as regras aplicáveis ao CVC. Nas decisões médicas, o parceiro também pode ter um papel secundário quando o outro não puder decidir. As regras de habitação estatal podem acrescentar uma condição de estatuto monegasco. O casamento é um estatuto separado, tratado pela Mairie de Monaco e pelo Service de l'Etat Civil. Pelo menos um dos futuros cônjuges deve ser monegasco ou estar domiciliado no Mónaco e residir continuamente no principado há mais de um mês. A publicação dos proclamas dura 10 dias. As cerimónias civis realizam-se nos dias úteis das 10:00 às 16:00 e aos sábados das 10:00 às 11:30; as marcações de sábado, especialmente de maio a outubro, podem exigir reserva com vários meses de antecedência. Uma certidão de casamento online custa EUR 1.50 com filiação completa ou EUR 0.50 sem filiação. O CVC não substitui os direitos associados ao casamento. O casamento entre pessoas do mesmo sexo não é permitido no Mónaco. Em 18 de março de 2024, a Cour de révision recusou transcrever um casamento estrangeiro entre pessoas do mesmo sexo por o considerar contrário à ordem pública internacional. O CVC está disponível independentemente do sexo dos parceiros, mas o Haut Commissariat comunicou a persistência de tratamento desigual em alguns direitos sociais, incluindo pensões de sobrevivência; uma recomendação de reforma não prova que a regra tenha mudado. A atividade sexual exige consentimento livre. Nos termos da Loi n° 1.517, atos sexuais sem consentimento livre — incluindo os que envolvam violência, coação, ameaças ou surpresa — podem ter relevância criminal. O assédio sexual também está abrangido. A violência por parte de um parceiro atual ou antigo exige um plano imediato de segurança, não mediação privada. O serviço gratuito e confidencial 3919 fornece informações sobre violência doméstica, violação, violência sexual e assédio, e pode encaminhar para a AVIP. Em emergência, ligue 17 ou 112. A AVIP pode prestar apoio jurídico, administrativo e psicológico e, quando necessário, alojamento temporário. A Sûreté Publique e a DASO são outros contactos locais. Uma relação normal entre pessoas não casadas pode terminar de facto sem registo geral de separação, embora uma autoridade, seguradora ou instituição social possa pedir um formulário ou prova de séparation de fait ou fin de vie maritale. O CVC termina por morte, casamento, declaração conjunta ou declaração unilateral. A declaração é feita pessoalmente perante o notário anterior; uma declaração unilateral deve ser comunicada oficialmente ao outro parceiro e o fim deve ser registado. O efeito entre os parceiros começa na morte, casamento, declaração ou comunicação pertinente; perante terceiros, começa com o registo. Não existe duração mínima legal. O divórcio e a separação judicial pertencem sobretudo ao direito civil e da família, embora possam alterar o estado da relação e os registos associados. As vítimas de violência doméstica podem ter direito a indemnização ao abrigo da Loi n° 1.555 se dispuserem de uma decisão executória e tiverem feito sem êxito um pedido formal de pagamento. O pedido é dirigido ao Directeur des Services Judiciaires pelo menos 30 dias depois de comunicado o pedido de pagamento e o mais tardar dois anos após a decisão executória. Em geral, a decisão é proferida em 30 dias e o pagamento ocorre 30 dias depois da notificação. A nacionalidade, residência, existência de um estatuto estrangeiro e instituição envolvida podem alterar o resultado; casos transfronteiriços exigem confirmação específica.
Relacionamento amoroso no Mónaco
Os relacionamentos amorosos no Mónaco são geralmente iniciados e vividos em privado, em contextos sociais ou online, sem registo estatal de encontros nem procedimento obrigatório. O Contrat de vie commune (CVC) oferece um enquadramento formal a dois adultos que organizam uma vida em comum, mas não cria os direitos e deveres do casamento. Consentimento, segurança, habitação, decisões de saúde, bens e separação podem ter consequências legais ou práticas.
Dica
Escolha o tipo de relação de acordo com a proteção de que realmente precisa: coabitação informal para acordos privados, CVC para determinadas consequências da vida em comum, ou casamento quando forem necessários os direitos dos cônjuges e a elegibilidade estiver preenchida. Trate a segurança e o consentimento livre como essenciais e confirme as consequências para habitação, direitos sociais, seguros, herança e situações transfronteiriças antes de confiar no estatuto da relação.

