O Mónaco tem pouca terra não urbanizada, pelo que as suas áreas naturais mais significativas são marinhas. A área marinha protegida de Larvotto existe desde 1976 e cobre 33.6 hectares, desde a costa até aos 39 metros de profundidade. A sua pradaria de Posidonia oceanica é um habitat mediterrânico de ervas marinhas; 23 hectares constituem o Sítio Ramsar n.º 918, uma zona húmida reconhecida internacionalmente. A área marinha protegida de Spélugues existe desde 1986 e cobre 1.9 hectares, até aos 42 metros de profundidade. Contém formações coralígenas, coral-vermelho, esponjas, ouriços-do-mar de espinhos longos, garoupas e outras espécies mediterrânicas. As Aires Marines Protégées, abreviadas AMP, são zonas marinhas delimitadas geograficamente e geridas para conservar a biodiversidade e permitir o uso sustentável. O sistema AMP do Mónaco utiliza um plano de gestão quinquenal, relatórios anuais, monitorização e regras para pesca, mergulho, banhos e trabalhos submarinos. A Association Monégasque pour la Protection de la Nature gere Larvotto, Spélugues e a área marinha educativa. O Comité National de Suivi des Aires Marines Protégées valida o plano e o orçamento e acompanha a sua execução. A Direction de l'Environnement e a Direction des Affaires Maritimes asseguram a supervisão pública; a polícia marítima pode fazer cumprir as restrições. A pesca é proibida em Larvotto e Spélugues. A pesca profissional em Spélugues só pode ser autorizada pelo Diretor dos Assuntos Marítimos, após parecer do gestor e com equipamento compatível com o ecossistema. É proibido pescar ou possuir espécies protegidas; capturas acidentais devem ser imediatamente devolvidas à água se puderem sobreviver. As regras também proíbem danos às pradarias de Posidonia causados por equipamento rebocado e restringem a captura de espécies como garoupas, corvo-comum, ouriços-do-mar de espinhos longos, coral-vermelho e litófagos. Em 2024, foram acrescentadas proteções para garoupas e corvina-castanha. Podem vigorar restrições temporárias a banhos ou mergulho durante obras; a sinalização atual e as ordens oficiais determinam o acesso em cada dia. Os habitats terrestres estão fragmentados pelo desenvolvimento urbano, mas continuam a ser importantes nas falésias rochosas, encostas calcárias, glacis do palácio, vallons e espaços verdes. Os tipos de habitat europeus registados incluem falésias húmidas mediterrânicas continentais, vegetação de falésia mediterrânica com espécies de Limonium, encostas rochosas calcárias com plantas especializadas e matagal mediterrânico termófilo com eufórbia arbórea ou palmeira-anã. Um inventário de 2006 registou cerca de 346 espécies vegetais indígenas, incluindo seis endémicas e 18 espécies patrimoniais. A Acis nicaeensis, também chamada campainha-de-Nice, é rara e está muito ameaçada; foi registada em quatro locais. Os estudos de aves registaram 60 espécies, incluindo dez protegidas a nível europeu e sete ameaçadas. O falcão-peregrino e a subespécie mediterrânica do corvo-marinho-de-crista europeu estão entre as espécies reprodutoras ou indicadoras notáveis. O osga-turca e o osga-moura são répteis registados. As plantas protegidas não podem ser colhidas, cortadas, arrancadas ou deliberadamente perturbadas. A captura de espécies protegidas para investigação exige autorização estatal. O Gouvernement de Monaco, a Direction de l'Environnement, a Mairie de Monaco e as autoridades marítimas competentes partilham responsabilidades nas regras ambientais formais. O Code de l'environnement, o Code de la mer, os regulamentos e as ordens ministeriais estabelecem o quadro jurídico. Não há prova de um equivalente a parque nacional ou reserva natural terrestre separada no Mónaco; as áreas marinhas protegidas e as regras específicas de cada local são, por isso, os principais instrumentos formais de proteção. É possível observar a natureza em áreas marinhas sinalizadas, praticar snorkeling e mergulho quando permitido e participar em visitas botânicas guiadas e atividades de educação marinha. A Aire marine éducative, ou AME, é uma área de educação marinha gerida por uma escola, entre o quebra-mar do Port Hercule e o Museu Oceanográfico. Desde 2018-2019, alunos da École des Révoires ajudam a definir objetivos e ações anuais com a Association Monégasque pour la Protection de la Nature, a Direction de l'Éducation Nationale, de la Jeunesse et des Sports e consultores científicos. O Institut océanographique oferece oficinas escolares, exposições e aprendizagem digital ou presencial sobre o Mediterrâneo e as áreas marinhas protegidas. O Jardin Exotique é uma coleção de plantas cultivadas, não um habitat selvagem. A partir de 30 de março de 2026, os preços de entrada são 12 euros para adultos, 6 euros para crianças e estudantes e 9 euros para pessoas idosas; residentes monegascos e crianças com menos de quatro anos entram gratuitamente. O horário é geralmente das 9:00 às 17:00 em janeiro, novembro e dezembro; das 9:00 às 18:00 de fevereiro a abril e em outubro; e das 9:00 às 19:00 de maio a setembro. As visitas ao Centre Botanique decorrem de terça-feira a sábado, às 10:00 e às 14:00. Os riscos relacionados com a natureza incluem inundações, deslizamentos de terras, tempestades e sismos no quadro ambiental do Mónaco. Stress hídrico, calor, chuva intensa e obras costeiras ou submarinas podem afetar habitats e segurança pública. Em 20 de julho de 2026, o Mónaco entrou em vigilância por seca devido à precipitação reduzida, temperaturas excessivas e enfraquecimento do abastecimento de água da bacia do Roya após a tempestade Alex; essa situação mantém-se até nova decisão ministerial. A proteção da biodiversidade tem, por isso, de ser equilibrada com portos, praias, mergulho, pesca, recifes artificiais e construção. O zoneamento, as proibições, as licenças, o planeamento quinquenal, os encerramentos temporários e as condições ambientais são os principais mecanismos de controlo.
Natureza no Mónaco
A natureza no Mónaco inclui habitats marinhos protegidos, falésias rochosas, vales pequenos, áreas botânicas e espécies nativas num Estado-cidade densamente urbanizado. As áreas marinhas protegidas de Larvotto e Spélugues salvaguardam pradarias marinhas, habitats coralígenos e espécies marinhas, permitindo apenas usos estritamente regulados. A natureza terrestre concentra-se em habitats fragmentados como Le Rocher, o glacis do palácio, falésias e vallons.
Dica
Trate as áreas naturais do Mónaco como locais regulamentados, não como espaços de lazer sem restrições. Para observar, escolha zonas marinhas sinalizadas, snorkeling ou mergulho permitido, ou atividades botânicas guiadas; para pesca, investigação ou trabalhos submarinos, confirme a autorização necessária antes de agir. Consulte as ordens e a sinalização em vigor, pois encerramentos temporários, regras sobre espécies protegidas e condições ambientais podem alterar o que é permitido.

