O recenseamento de 2024 contou 2,409,200 pessoas. A declaração da religião era voluntária e 99.2% da população respondeu. Entre as afiliações registadas, 94.3% identificaram-se como ortodoxas, 1.1% como batistas, 0.7% como Testemunhas de Jeová, 0.5% como pentecostais, 0.3% como adventistas, 0.3% como cristãos evangélicos, 0.2% como Velhos Crentes ou Staroveri, 0.1% como muçulmanos e 0.1% como católicos. O recenseamento registou 1.5% sem filiação religiosa, incluindo 0.8% sem religião e 0.6% ateus. Os cristãos ortodoxos constituem mais de metade da população em 892 das 897 unidades administrativo-territoriais e mais de 90% em 811 delas. A proporção ortodoxa varia entre 80.5% em Briceni e 98.7% em Șoldănești. As comunidades batistas estão particularmente representadas em Cahul, Sîngerei e Ștefan Vodă; as Testemunhas de Jeová e as comunidades pentecostais têm proporções notáveis em partes de Briceni e Edineț. O islão e outras religiões são mais visíveis nas cidades, sobretudo em Chișinău. Entre os principais termos locais estão cult religios para uma organização religiosa, comunitate religioasă para uma comunidade religiosa e deservent al cultului religios para um ministro ou oficiante religioso. A Moldávia tem duas grandes jurisdições ortodoxas, a Biserica Ortodoxă din Moldova e a Mitropolia Basarabiei. Os números do recenseamento descrevem afiliação religiosa, não a filiação formal numa destas instituições. A comunidade relevante pode esclarecer o calendário, a língua, a congregação local, o ministro e a cerimónia aplicáveis. O artigo 31 da Constituição protege a liberdade de consciência e de religião. A Lei 125/2007 protege o direito de aderir ou não a uma comunidade religiosa, mudar de afiliação e praticar a religião a sós ou com outras pessoas, em público ou em privado. As organizações religiosas são autónomas e separadas do Estado. Devem respeitar a lei, os direitos das outras pessoas, a ordem pública e a saúde, e não podem promover o ódio ou a hostilidade religiosa. A lei refere-se à Igreja Ortodoxa da Moldávia como tendo especial importância histórica e cultural, mas o reconhecimento estatal não determina se uma crença religiosa é verdadeira. Uma comunidade religiosa pode pedir o registo através da Agenția Servicii Publice (ASP), que também gere o registo pertinente de organizações religiosas. Em geral, a comunidade precisa de pelo menos 10 fundadores que sejam pessoas singulares, cidadãos moldavos residentes na Moldávia, além de estatutos, ata de fundação, cópias de documentos de identidade, consentimento do culto central competente, comprovativo das instalações e informação sobre os beneficiários efetivos. O registo é gratuito e demora normalmente 15 dias de calendário. Para registar um culto religioso são necessários pelo menos 100 cidadãos moldavos e informações adicionais sobre as crenças. Uma instituição religiosa apresenta documentos de constituição e o consentimento do culto competente. A prática religiosa pessoal sem registo não deve ser confundida com uma organização registada com personalidade jurídica. O Ministério da Justiça pode emitir advertências e pedir aos tribunais a suspensão ou dissolução; cabe aos tribunais decidir esses processos. Os cultos podem decorrer em instalações religiosas, cemitérios, casas ou espaços públicos, segundo os acordos locais. A assistência religiosa em orfanatos, centros para crianças, internatos, lares, prisões, instituições militares, médicas, educativas e policiais requer um pedido da pessoa abrangida e o consentimento da administração. Os batismos, as cerimónias de casamento e os funerais são organizados localmente pela comunidade relevante. Não existe uma tarifa estatal única para serviços rituais ou donativos, pelo que os custos devem ser esclarecidos previamente com a comunidade. As escolas públicas são laicas. A disciplina Religião é facultativa do 1.º ao 9.º ano. O Ministério da Educação e Investigação mantém programas para Religia pentru Cultul Ortodox e para o ensino do cristianismo nas tradições evangélica e adventista. O quadro analisado não estabelece o ensino confessional obrigatório em geral. A formação teológica é ministrada por instituições de ensino religioso e pelos cultos competentes. Os feriados públicos incluem 7 e 8 de janeiro, para o Natal segundo o calendário antigo; o primeiro e o segundo dias da Páscoa, segundo o calendário eclesiástico aplicável; a segunda-feira uma semana após a Páscoa, conhecida como Paștele Blajinilor; e 25 de dezembro, para o Natal segundo o calendário novo. Um Hram local, ou celebração religiosa do padroeiro local, pode ser designado dia de descanso pelo conselho local. Segundo as regras analisadas, os outros feriados religiosos não são dias de descanso a nível nacional. Um culto pode utilizar a língua materna dos seus membros ou uma língua litúrgica tradicional. A comunicação oficial com o Estado é feita na língua estatal, embora na prática se possa utilizar romeno, russo, gagauz ou outra língua, consoante a comunidade. O Conselho da Igualdade recebe queixas de discriminação, o Avocatul Poporului trata queixas de direitos humanos e os tribunais julgam litígios judiciais. O serviço civil alternativo, ao abrigo da Lei 156/2007, está disponível como alternativa civil por motivos religiosos ou pacifistas. Os cultos registados elegíveis, ou as respetivas componentes, podem receber afetações fiscais de 2% se estiverem em atividade há pelo menos um ano, desenvolverem trabalho social, moral, cultural ou de beneficência e não tiverem dívidas fiscais; as candidaturas são apresentadas à ASP entre 1 de junho e 30 de setembro. O diálogo interconfessional é apoiado através do trabalho em matéria de igualdade e inclusão, enquanto as conversações governamentais de 2025 com os metropolitas Vladimir e Petru abordaram o contributo das religiões para o trabalho social e educativo e a cooperação no combate à violência doméstica.
Religião na Moldávia
A religião na Moldávia é marcada sobretudo pelo cristianismo ortodoxo, a par de comunidades batistas, pentecostais, adventistas, das Testemunhas de Jeová, de Velhos Crentes, católicas, muçulmanas e outras. A Constituição protege a liberdade de consciência e de religião, incluindo o direito de aderir a uma comunidade religiosa, mudar de comunidade ou sair dela, e de praticar a religião individual ou coletivamente. As comunidades religiosas podem organizar cultos, cerimónias da vida, educação e trabalho social no quadro legal.
Dica
Escolha uma comunidade religiosa local de acordo com o serviço pretendido, a sua jurisdição ortodoxa ou outra filiação, a língua, o calendário e as condições práticas. A prática religiosa informal pode bastar quando não é necessária uma organização jurídica; o registo é pertinente quando a comunidade precisa de personalidade jurídica. Confirme com a comunidade ou a autoridade competente as cerimónias, o acesso institucional, os custos, as condições escolares e os feriados locais.

