Os serviços de saúde de Moçambique são coordenados a nível nacional pelo Ministério da Saúde (MISAU), enquanto os serviços de saúde provinciais e distritais e cada unidade sanitária asseguram a prestação local. Unidade Sanitária (US) significa unidade de saúde. Um Centro de Saúde (CS) ou Posto de Saúde (PS) é normalmente o primeiro ponto formal de contacto para cuidados de rotina. A ação comunitária e um Agente Polivalente Elementar (APE), agente comunitário de saúde, podem alargar os serviços básicos onde as unidades são distantes ou escassas. Os Cuidados de Saúde Primários (CSP) abrangem a promoção da saúde, a vacinação através do Programa Alargado de Vacinação (PAV), o diagnóstico e o tratamento básicos, os cuidados materno-infantis, a saúde reprodutiva e a prevenção da malária, do VIH, da tuberculose e de doenças evitáveis por vacinação. Os serviços também abordam doenças não transmissíveis, traumatismos, saúde mental e reabilitação, embora a capacidade disponível varie consoante o local. Os hospitais prestam os níveis seguintes de cuidados. Um Hospital Rural, Hospital Distrital ou Hospital Geral pode prestar internamento, cirurgia de rotina e serviços de diagnóstico mais abrangentes. Um Hospital Provincial, Hospital Central ou Hospital Especializado atende necessidades mais complexas de especialidade, cirurgia, cuidados intensivos e reabilitação. O sistema formal prevê referenciação e contrarreferenciação entre estes níveis, mas a distância, os transportes, o pessoal, a falta de medicamentos, as condições de segurança e a disponibilidade de camas podem atrasar ou interromper os cuidados. Uma pessoa com um problema urgente ou potencialmente fatal deve recorrer à unidade de saúde ou ao hospital adequado mais próximo. Não foi confirmado um único número nacional de emergência ou serviço de ambulâncias, pelo que é necessário verificar os meios locais. O quadro jurídico moçambicano reconhece o direito à assistência médica e sanitária e atribui o dever de promover e proteger a saúde pública. A política de saúde também salienta a igualdade de acesso, a segurança dos pacientes, a confidencialidade e a Carta dos Direitos e Deveres dos Pacientes, embora os procedimentos de reclamação e de execução não sejam uniformes em todo o país. Antes de se deslocar a uma unidade, confirme o horário de funcionamento, o serviço disponível, os requisitos de identificação e os procedimentos de referenciação. As unidades públicas, sem fins lucrativos e privadas funcionam segundo regras distintas; as taxas, os tempos de espera e a disponibilidade de medicamentos variam localmente e não seguem uma norma nacional única confirmada. O sistema nacional de informação de saúde, SISMA, regista dados como internamentos, altas, tuberculose, VIH, cancro e mortes maternas ou neonatais. O Anuário 2025 do MISAU indica 1.916 unidades do SNS, incluindo 1.842 unidades de cuidados primários e 73 hospitais, com diferenças claras entre províncias. A medicina tradicional é culturalmente difundida, e os Praticantes de Medicina Tradicional e Alternativa (PMTA) e as práticas comunitárias podem complementar os cuidados formais. Não substituem a avaliação numa unidade de saúde para diagnóstico ou sintomas potencialmente fatais.
Saúde em Moçambique
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) é o sistema público formal de saúde de Moçambique, complementado por prestadores comunitários e privados. As unidades de cuidados primários prestam prevenção, vacinação, diagnóstico e tratamento básicos, bem como cuidados maternos, infantis e reprodutivos; os hospitais oferecem internamento, cirurgia e serviços especializados de acordo com a sua capacidade. O acesso, os medicamentos, o pessoal, os tempos de referenciação e a qualidade dos serviços variam conforme a província, a distância e a unidade.
Dica
Escolha a unidade de acordo com a necessidade: recorra a um CS ou PS para cuidados primários de rotina, depois de confirmar o serviço, e a um hospital quando forem necessários internamento, cirurgia, cuidados especializados ou intensivos. Considere a distância, a disponibilidade de medicamentos, o pessoal e a capacidade de referenciação como limitações reais de planeamento, sem presumir que todas as unidades prestam os mesmos serviços. Perante sintomas urgentes ou potencialmente fatais, dirija-se à unidade adequada mais próxima e confirme os meios locais de transporte de emergência, em vez de depender de um sistema nacional único.

