Os números nacionais e os de Malé descrevem populações diferentes. O Censo de 2022 abrangeu as Maldivas, incluindo atóis e ilhas-resort. Registrou 281.131 maldivos e 130.088 residentes estrangeiros em idade ativa; os residentes estrangeiros representavam 32% da população em idade ativa. O censo registrou 171.130 maldivos empregados e 9.244 desempregados, correspondendo a uma taxa de desemprego de 5,0% segundo a Organização Internacional do Trabalho. A Pesquisa da Força de Trabalho de Malé, de outubro de 2024 a setembro de 2025, abrangeu distritos de Malé, Hulhumalé e Vilimalé, mas excluiu atóis e ilhas-resort. Registrou 141.039 pessoas empregadas e 3.289 desempregadas, taxa de participação na força de trabalho de 76,8%, relação emprego-população de 75,0% e taxa de desemprego de 2,3%. Em Malé, a taxa foi de 3,7% entre maldivos e 4,6% entre maldivos de 15 a 34 anos; portanto, não deve ser tratada como taxa nacional. A pesquisa também registrou 2.398 pessoas em subemprego relacionado ao tempo de trabalho e 6.269 na força de trabalho potencial; mulheres representavam 60,3% deste último grupo. A medida mais ampla LU4 foi de 7,9%, comparada a 15,2% para mulheres e 5,0% para homens. O emprego concentra-se em vários setores. Entre os maldivos empregados no Censo de 2022, a administração pública e defesa representavam 26.829 pessoas; alojamento e alimentação, 25.099; comércio atacadista e varejista, 18.076; educação, 17.558; transporte e armazenagem, 15.946; indústria de transformação, 13.311; saúde e assistência social, 10.367; e agricultura, silvicultura e pesca, 8.198. Em Malé, o comércio atacadista e varejista representava 19,0% do emprego; a administração pública, 14,5%; a construção, 12,6%; o transporte, 10,1%; alojamento e alimentação, 6,8%; educação, 6,5%; indústria de transformação, 6,3%; e saúde e assistência social, 5,1%. Das pessoas empregadas em Malé, 110.579, ou 78,4%, tinham ensino superior; 30.175, ou 21,4%, tinham ensino médio; e 217 tinham ensino fundamental. A localização muda o tipo e a disponibilidade de trabalho. Malé, incluindo os distritos de Malé, Hulhumalé, Vilimalé e Hulhulé, tinha 126.386 pessoas empregadas, cerca de 42% da população empregada informada. O Atol K tinha a maior força de trabalho informada entre os atóis, com 36.212 pessoas, seguido por R, com 12.979, e pela Cidade de Addu, com 12.357; o Atol V tinha o menor número informado, 1.967. As economias dos atóis incluem pesca, agricultura, indústria de transformação e serviços locais. Ilhas-resort não administrativas dependem fortemente do turismo e do alojamento e têm uma elevada proporção de mão de obra estrangeira. O Quadro Nacional de Qualificações das Maldivas (MNQF) organiza qualificações reconhecidas. A Autoridade Nacional de Desenvolvimento de Competências das Maldivas apoia o ensino e treinamento técnico e profissional, inclusive Normas Nacionais de Competência, prestadores de treinamento registrados, testes profissionais, Certificados Nacionais, aprendizagem profissional e o percurso de Aprendizagem Nacional. Entre os exemplos atuais estão cursos de Certificado III com cerca de 15 semanas e cursos de Certificado IV ou diploma com cerca de um ano em turismo, construção, pesca e trabalho marítimo, tecnologia da informação e comunicação, cuidados e energia renovável. Formação ou avaliação de competências pode ajudar no acesso ao trabalho, mas não garante emprego. Empregadores podem impor requisitos adicionais. Relatórios de competências identificam escassez de pessoal em tecnologia da informação e comunicação. A Autoridade de Qualificações das Maldivas apoia a garantia de qualidade das qualificações. A remuneração depende da categoria do empregador e da cobertura legal do trabalhador. A Ordem do Salário Mínimo entrou em vigor em 1º de janeiro de 2022. Abrange trabalhadores que não sejam empregados expatriados e isenta microempresas. As taxas horárias indicadas são MVR 21.63 para pequenas empresas, MVR 33.65 para empresas médias, MVR 38.46 para outros empregadores privados e MVR 33.65 para emprego público. Para empregados públicos permanentes que trabalhem pelo menos 30 horas por semana, o mínimo é MVR 7.000 por mês. Salário-base e adicionais fixos contam para o limite indicado; horas extras, adicional do Ramadã, taxa de serviço, adicional variável por responsabilidade, bônus, adicionais sazonais e benefícios em espécie são tratados separadamente. O Regulamento da Taxa de Serviço é um regime separado; não se deve presumir que a taxa de serviço faça parte do salário mínimo. O MyCareer, também apresentado pelo Job Center do Serviço Nacional de Carreiras, oferece uma plataforma nacional online de correspondência. Empregadores e candidatos podem cadastrar-se, buscar e se candidatar a empregos ou treinamentos, receber alertas com base em competências, experiência e preferências e filtrar oportunidades por salário, localização, qualificação, ocupação, setor e tipo de emprego. Agências de emprego regulamentadas pela Autoridade de Relações de Trabalho oferecem outro canal formal. Recrutamento direto e redes informais também são relevantes, mas sua participação exata não é medida de forma confiável. O recrutamento para o setor público é conduzido pela Comissão da Função Pública. Trabalhadores estrangeiros precisam de autorização vinculada ao emprego. Em geral, o empregador precisa registrar o local de trabalho e obter cota aprovada e permissão de trabalho. A autorização de entrada, também chamada de permissão de trabalho, é convertida em visto eletrônico de trabalho pelo Xpat Online; o empregador deve fazer o pedido em até 15 dias após a chegada. Adesivos de passaporte deixaram de ser válidos em 23 de novembro de 2025; é necessário visto eletrônico aprovado. Pode ser exigida uma Declaração de Patrocínio, que normalmente leva cinco dias úteis. As taxas da permissão dependem do caso; não há uma única taxa universal para todos os trabalhadores. Portanto, o acesso de um trabalhador estrangeiro depende da autorização do empregador e do cumprimento das regras aplicáveis. A Lei do Emprego 2/2008, sua oitava alteração, em vigor desde 1º de setembro de 2024, e os regulamentos da Autoridade de Relações de Trabalho regem proteções, contratos, remuneração, segurança e taxas de serviço no emprego. A Autoridade de Relações de Trabalho recebe reclamações e supervisiona a área; o Tribunal do Trabalho julga disputas trabalhistas. O turismo continua sendo uma fonte importante de demanda: as Maldivas registraram cerca de 2,05 milhões de chegadas de turistas em 2024, um aumento de 8,9%, e o turismo contribuiu com cerca de 21% do PIB. Pesca e turismo também expõem o emprego a mudanças nos recursos naturais e no mercado. A volatilidade das exportações de pescado pode afetar atividades relacionadas, e a demanda da construção é sensível aos custos e à pressão fiscal. Uma estimativa do Banco Mundial situa o emprego informal em cerca de 40%; apenas cerca de um terço dos empregados de resorts são maldivos. Desenvolvimento de competências, tecnologia da informação e comunicação, energia renovável, economia azul e turismo e pesca mais resilientes são áreas identificadas de demanda futura.
Mercado de trabalho nas Maldivas
O mercado de trabalho das Maldivas reúne emprego em turismo, administração pública, construção, comércio, transporte, pesca e outros serviços. O Censo de 2022 registrou 411.219 pessoas com 15 anos ou mais, incluindo 130.088 residentes estrangeiros; uma pesquisa da força de trabalho em Malé, de outubro de 2024 a setembro de 2025, mediu uma taxa de desemprego de 2,3% somente em Malé. Oportunidades, remuneração e acesso diferem bastante entre Malé, os atóis e as ilhas-resort, e entre trabalhadores maldivos e estrangeiros. Qualificações, autorização de trabalho, gênero, idade e acesso a serviços de correspondência de vagas influenciam a entrada e a progressão.
Dica
Trate o mercado de trabalho das Maldivas como vários mercados relacionados, não como um conjunto uniforme de vagas. Primeiro escolha a localização, a situação do trabalhador, a ocupação e o nível de qualificação que pretende; depois compare ofertas verificadas por canais formais e confira autorização, componentes da remuneração e condições de trabalho antes de aceitar.

