O malgaxe e o francês são as duas línguas oficiais de Madagascar, e a prática oficial permite usar qualquer uma delas na educação e na administração pública. O Malagasy Ofisialy oferece uma forma padronizada para uso institucional em todo o país. A sua base histórica está no uso merina e de Imerina, mas funciona para além dessa região como variedade comum de comunicação. O malgaxe também é uma macrolíngua com variedades regionais, e não uma única forma falada uniforme. Entre os exemplos estão merina, betsileo, betsimisaraka, tsimihety, sakalava, antandroy ou tandroy, antakarana e sihanaka. As estimativas linguísticas identificam frequentemente cerca de 10 a 18 variedades, mas a classificação continua a ser objeto de debate. A fala regional pode ser importante na educação local e na vida cultural, enquanto a escolarização institucional e a ortografia padronizada influenciam as formas que recebem uso formal. O censo RGPH-3 de 2018 registou a capacidade de falar entre pessoas com três anos ou mais: malgaxe 99,9%, francês 23,6%, inglês 8,2% e outras línguas 0,6%. O francês e o inglês foram muito mais frequentemente indicados em zonas urbanas do que rurais: francês 47,2% contra 17,8%, e inglês 19,8% contra 5,4%. Os valores não mostram se uma língua é usada ativamente todos os dias, aprendida como segunda língua ou falada como língua materna; por isso, não devem ser interpretados como medidas diretas de fluência ou acesso institucional. O quadro nacional disponível não estabelece um sistema constitucional separado que conceda estatuto administrativo próprio às línguas minoritárias. As variedades regionais do malgaxe são geralmente tratadas institucionalmente como parte do malgaxe. Não estão disponíveis dados atuais fiáveis sobre línguas minoritárias ou patrimoniais que não sejam malgaxes. Também não foi verificado um direito nacional a intérprete ou uma norma geral de serviços linguísticos para todos os procedimentos públicos; o acesso prático pode, portanto, variar conforme a instituição, região, escolaridade e urbanização. O Ministério da Educação Nacional, o Alto Tribunal Constitucional, o Secretariado-Geral do Governo e o seu serviço DIRCNLEGIS, o INSTAT e a Académie Malagasy desempenham funções relevantes na política linguística, revisão jurídica, estatística, educação ou trabalho linguístico e cultural. Em agosto de 2026, o Alto Tribunal Constitucional considerou inconstitucional, antes da promulgação, a Lei 2026-005, por impor o malgaxe na educação, formação, relações com os cidadãos e comunicação estatal, com sanções. Essa decisão significa que a lei não criou uma exigência exclusiva confirmada de uso do malgaxe. A educação continua a ser uma área de reforma. O trabalho do Ministério e da UNESCO em 2025 continuou a abordar o currículo, a língua de instrução e os contextos linguísticos locais. Um plano de política anterior previa o malgaxe durante os três primeiros anos do primeiro subciclo e o francês no último ano do segundo subciclo, mas não foi demonstrado que a implementação fosse uniforme em todo o país. Nos meios de comunicação, a ORTM fornece o quadro de radiodifusão pública, com a TVM e a RNM como serviços centrais de televisão e rádio, mas não há estatísticas atuais fiáveis sobre a proporção de línguas usadas. A literatura malgaxe faz parte do currículo nacional, e obras culturais bilingues, como Boke Arofototse em tandroy com tradução francesa, mostram como a língua regional pode coexistir com o acesso nacional ou internacional. A Académie Malagasy apoia trabalhos linguísticos, etnológicos, sociológicos e literários.
Línguas em Madagascar
O panorama linguístico de Madagascar centra-se no malgaxe, a língua nacional, e no francês, uma língua oficial usada a seu lado na vida pública. O Malagasy Ofisialy é uma variedade padronizada institucionalmente, historicamente baseada no merina e no uso de Imerina, e funciona como variedade de comunicação comum em todo o país, enquanto as variedades regionais do malgaxe formam um contínuo dialetal diversificado. O censo de 2018 registou capacidade de falar malgaxe entre 99,9% das pessoas com três anos ou mais, em comparação com 23,6% para o francês e 8,2% para o inglês; estes valores medem a capacidade de falar, não o uso ativo nem a língua materna. A escolha da língua afeta o acesso à administração, educação, meios de comunicação, cultura e participação pública, sobretudo onde as instituições de língua francesa são mais comuns.
Dica
Escolha a língua para uma interação malgaxe em função da instituição, da região e das consequências de um mal-entendido, não apenas do estatuto oficial. O malgaxe é a opção inicial mais segura para um acesso quotidiano amplo, enquanto o francês pode ser necessário para materiais formais ou específicos de uma instituição; o inglês não deve ser considerado um substituto geral. Em assuntos de grande importância, confirme a língua aceite e procure apoio fiável em vez de presumir que existe um serviço nacional de tradução.

