Madagascar não tem um padrão nacional uniforme para a qualidade do entorno residencial quotidiano. Mais de 60% da população urbana vive em assentamentos informais ou não planeados, e menos de 20% das pessoas em cidades médias e pequenas têm ligações diretas à água potável. As communes, ministérios nacionais, JIRAMA, prestadores privados, comités de pontos de água e ONG podem cobrir partes diferentes da mesma localidade. O acesso à eletricidade pode vir da JIRAMA, de um pequeno sistema energético local, de um sistema fora da rede ou de equipamentos solares; a ligação, a tarifa e a fiabilidade dependem do local e do prestador. A água e o saneamento recorrem a vários sistemas locais, incluindo pontos de água comunitários, furos, abastecimento canalizado, camiões-cisterna, ajuda de emergência e latrinas domésticas ou partilhadas. O Ministério da Água, Saneamento e Higiene, conhecido como MEAH, trabalha com communes, JIRAMA, comités e ONG. O MICS 2025 indica acesso a uma fonte de água melhorada para 42%, utilização de uma instalação sanitária melhorada para 17% e defecação ao ar livre para 40%. Outros sistemas de monitorização apresentam valores diferentes, como 40,2% de acesso a água melhorada, 58,8% de latrinas melhoradas e 24,4% de communes sem defecação ao ar livre, porque os indicadores e a cobertura diferem. Estes valores não devem ser tratados como medidas intercambiáveis da qualidade dos serviços domésticos. No inventário de Atsimo-Andrefana de 2024, apenas 47,5% dos pontos de água examinados estavam funcionais e cerca de 63% apresentavam contaminação bacteriana fecal, o que torna decisivos a manutenção, os testes e a gestão local. A poluição do ar interior provém principalmente da queima de lenha, carvão vegetal e resíduos agrícolas em espaços mal ventilados. A informação e os sistemas de medição do ar exterior continuam limitados, embora o tráfego, os incêndios, a indústria e o fumo doméstico sejam reconhecidos como fontes na região de Antananarivo. Madagascar não tem um sistema nacional de monitorização quotidiana do ruído bem estabelecido, um sistema uniforme de limites nem uma via geral de reclamação documentada para este tema. O acesso a espaços verdes também depende do planeamento local; as provas disponíveis não estabelecem um sistema nacional de acesso a espaços verdes urbanos nem uma norma mínima. As áreas protegidas e florestas dizem respeito sobretudo à proteção da natureza e não ao entorno residencial comum. A recolha e o tratamento formais de resíduos não abrangem todas as comunidades. Uma análise do Banco Mundial indica que mais de metade dos resíduos sólidos urbanos acaba nos canais de drenagem, aumentando as obstruções, inundações e riscos para a saúde. A drenagem, a remoção de resíduos e o saneamento afetam-se, portanto, diretamente. Em caso de catástrofe, o Bureau National de Gestion des Risques et des Catastrophes, ou BNGRC, coordena a prevenção, preparação, resposta e recuperação com regiões, communes e estruturas locais de alerta. Ciclones, inundações, secas e deslizamentos de terras são perigos recorrentes. Acontecimentos recentes, incluindo Fytia e Gezani no início de 2026, afetaram mais de 478.000 pessoas e danificaram mais de 102.000 casas, 761 escolas e 30 centros de saúde, além de perturbarem os serviços de eletricidade e água. A mudança espacial é tratada através de planeamento de recuperação, sistemas de alerta precoce, avaliações de catástrofes e reconstrução. A monitorização da seca continua no Grand Sud, e a degradação dos solos afeta 12 regiões, com cerca de 70.000 quilómetros quadrados identificados como urgentemente afetados em 2024. As pessoas podem participar em alterações relacionadas com projetos através de procedimentos de avaliação de impacto ambiental e social, conhecidos como EIES, inquéritos públicos, audiências públicas, consulta direta ou concertation. O Decreto 2025-080 prevê consulta das partes interessadas desde a fase de delimitação do âmbito, e as autoridades tradicionais devem ser incluídas. O acesso, o calendário e o organismo responsável dependem do projeto e do local; Madagascar não dispõe de um órgão permanente geral de participação de bairro estabelecido para todas as questões do entorno.
Condições do entorno em Madagascar
As condições quotidianas do entorno em Madagascar variam muito entre zonas urbanas e rurais, regiões e cidades de diferentes dimensões. A eletricidade, a água potável, o saneamento, a recolha de resíduos, a drenagem e a segurança pública dependem de uma combinação fragmentada de serviços públicos, estruturas municipais, prestadores privados, grupos comunitários e ONG. O acesso continua limitado: dados recentes indicam fornecimento regular de eletricidade para 37% da população, fontes de água melhoradas para 42% e instalações sanitárias melhoradas para 17%, enquanto 40% praticam defecação ao ar livre.
Dica
Considere as condições do entorno uma decisão específica do local e dos riscos, não uma média nacional. Antes de escolher uma casa, local de projeto ou zona de mudança, confirme localmente os sistemas reais de eletricidade, água, saneamento, resíduos, drenagem e alerta e prepare-se para interrupções. A segurança da água, a exposição a catástrofes e a fiabilidade da gestão local devem ter prioridade sobre a disponibilidade nominal.

