A Lei de Gestão de Desastres nº 71/NA (2019) fornece o quadro nacional formal para a gestão de riscos de desastres. A Estratégia Nacional de Redução do Risco de Desastres 2021–2030, os planos locais, os mapas de risco e o Sistema de Informação sobre Riscos de Desastres apoiam a prevenção, a preparação, a resposta e a recuperação. O Laos não tem um serviço nacional único de desastres com catálogo fixo de benefícios ou prazos de resposta garantidos. As responsabilidades são distribuídas entre órgãos nacionais, provinciais, distritais e das aldeias, e a execução prática continua fragmentada. Inundações e enxurradas são os perigos mais relevantes para o planejamento cotidiano de desastres. Afetam o Mekong e seus principais afluentes, áreas baixas do centro e do sul do Laos, estradas, pontes, eletricidade, sistemas de água, escolas, unidades de saúde e agricultura. Deslizamentos de terra são particularmente relevantes em áreas montanhosas e nas regiões central e sudeste. A seca é especialmente relevante no sul. Tempestades tropicais, ciclones e ondas de calor também afetam comunidades, enquanto terremotos, incêndios estruturais e perigos relacionados a barragens, produtos químicos ou atividades industriais são relevantes, mas mais localizados. Entre 2021 e 2025, os números disponíveis registram 376 incidentes de desastres naturais, mais de 1.000.000 de pessoas afetadas, mais de 12,577 trilhões de kip em danos, 111 mortes e 5 pessoas desaparecidas. As inundações de 2018 afetaram mais de 2.300 aldeias e cerca de 616.000 pessoas. A preparação inclui avaliação de riscos, zonas e mapas de perigo, planos setoriais e locais, infraestrutura básica resiliente, conscientização pública, treinamento, exercícios de evacuação e planejamento de refúgio. O Ministério da Agricultura e Meio Ambiente (MAE), por meio do Departamento de Meteorologia e Hidrologia (DMH), lidera atualmente a observação meteorológica e hidrológica técnica, os alertas de condições meteorológicas severas, o monitoramento dos níveis da água e as previsões de inundações. O Centro Nacional de Alerta Antecipado (NEWC) apoia as funções de alerta. Há mais de 160 estações hidrometeorológicas no país, incluindo 70 estabelecidas pelo SEADRM I, mas a manutenção, a cobertura geográfica e a transmissão de dados continuam desiguais. Em geral, os alertas seguem do nível nacional, passando pelas províncias e pelos distritos, até as aldeias. As mensagens podem usar ligações ou SMS, rádio, televisão, jornais, redes sociais, comunicados dos chefes de aldeia, alto-falantes e motocicletas. Comunidades remotas, rurais e étnicas podem receber os alertas mais tarde ou por menos canais. O Laos não tem prazo único e fixo de antecedência para alertas nem alcance nacional garantido, pois o momento depende do perigo, dos dados de monitoramento, dos meios de comunicação e da transmissão local. Por isso, as comunidades devem usar as mensagens oficiais junto com as instruções locais das autoridades e dos comitês de desastres. A coordenação envolve o Comitê Nacional de Gestão de Desastres (NDMC), comitês centrais de gestão de desastres, comitês provinciais, distritais e das aldeias, autoridades locais e chefes de aldeia. O Ministério do Trabalho e Bem-Estar Social (MoLSW), incluindo o Departamento de Bem-Estar Social (DSW), exerce funções de gestão de desastres e assistência, enquanto o Escritório Nacional de Gestão de Desastres (NDMO) apoia a coordenação relacionada. Órgãos de defesa e segurança pública, serviços de saúde, agricultura, educação, finanças e telecomunicações podem participar de acordo com o evento. O Ministério de Obras Públicas e Transportes e seu Departamento de Vias Navegáveis trabalham em estruturas de controle de inundações, margens de rios e vias navegáveis urbanas. A Cruz Vermelha Lao, agências das Nações Unidas e organizações não governamentais internacionais prestam assistência em coordenação liderada pelo governo. A autoridade de evacuação depende da escala do evento. O chefe distrital, o chefe do município ou o prefeito da cidade pode anunciar uma evacuação de várias aldeias. O governador provincial ou o governador de Vientiane Capital pode anunciar a evacuação de vários distritos. Em um evento que envolva várias províncias, o Governo decide com base em uma proposta do comitê nacional pertinente. A autoridade do mesmo nível emite o anúncio de evacuação. Os comitês identificam áreas seguras ou temporárias, locais de refúgio e medidas de evacuação, e os exercícios ajudam a testá-los. Espera-se que as pessoas afetadas sigam os planos de evacuação, comuniquem danos com precisão, forneçam informações úteis para busca e salvamento e, quando viável, levem bens de valor para um local seguro. A resposta imediata começa pela segurança pessoal, assistência emergencial, busca e salvamento, avaliação rápida de danos e necessidades, possível declaração de uma área afetada por desastre e reparo urgente de infraestrutura crítica. Pode ser necessário agir localmente quando estradas, pontes ou comunicações estiverem danificadas. Um evento grave pode ativar um Centro de Operações de Emergência, abrigos temporários, distribuição de alimentos, água potável ou não potável, serviços médicos de emergência, roupas e outros itens essenciais, transporte e apoio de armazenamento. Os arranjos IACP de 2026 apoiam grandes inundações de monção e protocolos para inundações menores, mas complementam a coordenação liderada pelo governo. O alcance e o prazo da resposta dependem do evento; as evidências disponíveis não estabelecem um tempo mínimo ou máximo de serviço por lei. As pessoas afetadas por um desastre podem receber alimentos, água potável, roupas, abrigo temporário, serviços públicos e de saúde básica e notícias ou informações pertinentes. Mulheres grávidas, crianças, pessoas com deficiência e idosos recebem atenção especial no quadro de gestão de desastres. A assistência também pode incluir recuperação dos meios de subsistência, reparo das áreas habitáveis e medidas de formação profissional. Em geral, o acesso começa pelo chefe da aldeia, pelo comitê de desastres da aldeia, por um comitê distrital ou provincial, pela autoridade local ou por um centro de ajuda. Não há no Laos um valor universal de assistência em dinheiro nem um portal individual de solicitação on-line comprovados; a combinação de bens, serviços e dinheiro depende do evento e do programa de assistência. A assistência estrangeira exige uma proposta ao comitê central e uma decisão do Governo. Nos termos da lei, pessoal, equipamentos, medicamentos e bens de assistência internacionais recebem facilitação e isenção de taxas ou impostos. A recuperação segue uma avaliação das necessidades após o desastre, um plano de recuperação, execução, monitoramento e inspeção. Um plano provincial de recuperação pode ser incluído no plano socioeconômico e orçamentário anual para análise pela Assembleia Popular Provincial. A recuperação que envolva várias províncias ou seja grave pode exigir decisões do Governo e da Assembleia Nacional. Ela pode incluir a recuperação dos meios de subsistência e o reparo ou a reconstrução da infraestrutura básica. Quando um operador causou o desastre, ele é responsável pela remediação, recuperação e indenização sob supervisão do comitê. O prazo depende do financiamento disponível e da capacidade de execução. O financiamento para desastres pode vir do Fundo de Gestão de Desastres, administrado pelo DSW e pelo MoLSW, do Fundo Nacional de Contingência e do Fundo de Reserva do Estado, sob o Ministério das Finanças, do Fundo de Bem-Estar Social e do Fundo de Manutenção Rodoviária. Há relatos de que o Fundo de Gestão de Desastres tem capitalização mínima, fazendo com que a resposta dependa em parte de outros recursos públicos e doadores. Em geral, as pessoas não pagam uma taxa de rotina para receber ajuda de emergência. Estruturas de controle de inundações, margens de rios, estradas, pontes, escolas, unidades de saúde, eletricidade, sistemas de água e infraestrutura agrícola são centrais para a redução de riscos; restrições fiscais e danos às vias de transporte podem, porém, isolar áreas remotas. A segurança de barragens e a gestão da água também exigem atenção nos locais pertinentes.
Desastres no Laos
Os desastres no Laos incluem inundações e enxurradas, tempestades tropicais e ciclones, deslizamentos de terra, secas, ondas de calor e terremotos, além de epidemias, incêndios estruturais e incidentes relacionados a barragens, produtos químicos ou atividades industriais. As inundações têm maior relevância prática, especialmente ao longo do Mekong e de seus afluentes e em áreas baixas do centro e do sul. O Laos tem um quadro nacional de gestão de desastres, mas sua execução, a cobertura dos alertas e a capacidade de resposta continuam desiguais.
Dica
Considere a preparação para desastres no Laos uma responsabilidade local e distribuída por níveis, pois a cobertura de alertas e a capacidade de resposta variam conforme o lugar e o evento. Priorize inundações e enxurradas onde houver exposição ao Mekong, seus afluentes ou terrenos baixos; adapte o plano a deslizamentos em áreas montanhosas ou à seca no sul do Laos. Não dependa de prazos de alerta garantidos, ajuda fixa ou acesso imediato por estradas e pontes danificadas.

