Em geral, as pessoas iniciam relacionamentos amorosos e combinam encontros em privado na Islândia. Não há uma instituição estatal nem registro para encontros, e os costumes locais de namoro não são quantificados de forma confiável. Casais que moram juntos podem permanecer em coabitação não registrada, registrar a união na Þjóðskrá Íslands ou se casar. Em geral, um casal registrado compartilha um domicílio legal, chamado lögheimili, mas os parceiros podem acordar domicílios diferentes. O registro esclarece a situação, mas não confere a mesma posição jurídica do casamento. O casamento está disponível a duas pessoas que tenham pelo menos 18 anos, capacidade jurídica, não sejam casadas e não sejam parentes em linha direta nem irmãs ou irmãos. O Comissário Distrital, ou sýslumaður, verifica os impedimentos matrimoniais. A candidatura normalmente exige uma notificação de casamento, certidões de nascimento, certidões de estado civil emitidas há no máximo 12 semanas, documentos de identidade ou passaportes e duas testemunhas. Há um processo de identificação eletrônica pelo Ísland.is. Documentos estrangeiros podem exigir certificação ou apostila e tradução. Uma data estimada para a cerimônia não reserva a cerimônia por si só. Casamentos civis e religiosos têm o mesmo efeito jurídico. O casamento confere aos cônjuges igualdade jurídica e obrigações mútuas, incluindo sustento financeiro e direitos sucessórios. Em geral, cada cônjuge continua responsável por suas próprias dívidas, embora impostos, dívidas domésticas, pensão alimentícia e aluguel possam criar exceções. Quando o casamento termina, os bens matrimoniais normalmente são divididos igualmente após a quitação das dívidas. O consentimento do cônjuge pode ser exigido para certas transações relativas à residência ou a bens empresariais compartilhados. Um pacto antenupcial pode estabelecer separação de bens; deve ser escrito, certificado e registrado junto ao Comissário Distrital. A taxa de registro informada é de 13.600 ISK, com uma taxa adicional de 3.800 ISK para registro de bens, quando aplicável. Os parceiros em coabitação não podem ser casados, devem compartilhar o domicílio legal pertinente e precisam declarar o estado civil ao registrar a união na Þjóðskrá Íslands. É necessário o consentimento do parceiro, e uma certidão estrangeira de estado civil pode ter no máximo seis meses. A Islândia não tem uma lei única e abrangente sobre coabitação. Os direitos variam conforme o assunto, o registro, a duração da relação e se o casal tem um filho em comum. Em geral, parceiros em coabitação não têm obrigação mútua de sustento nem herdam automaticamente sem testamento. Ainda assim, algumas regras fiscais, trabalhistas, de seguridade social e de serviços sociais municipais podem tratá-los de forma semelhante aos casais casados. Um cônjuge ou parceiro em coabitação pode usar o estado da relação em um pedido de imigração. Em geral, um casal que se baseie na coabitação precisará comprovar pelo menos um ano de coabitação anterior no mesmo endereço e apresentar documentos de situação válidos. Como parceiros em coabitação não têm obrigação geral de sustento, o solicitante pode precisar demonstrar recursos próprios. A Diretoria de Imigração pode investigar se a relação é genuína. O casamento ou a coabitação podem afetar os caminhos para residência e cidadania, portanto é preciso confirmar os requisitos atuais para a autorização específica. Finanças compartilhadas podem criar problemas práticos mesmo quando o casal não é casado. O serviço confidencial do Provedor de Justiça dos Devedores oferece orientação gratuita, e casais casados ou em coabitação podem se candidatar juntos. A orientação municipal varia de um município para outro. Reykjavík oferece orientação social gratuita a residentes com 18 anos ou mais e residência legal. Eletricidade, moradia, dívidas, benefícios e bens compartilhados podem exigir verificações separadas junto à autoridade responsável ou a um advogado. Consentimento significa concordância voluntária e contínua com a intimidade e outras atividades do relacionamento. O abuso pode ser físico, psicológico, sexual, digital ou financeiro, e incluir perseguição, controle reprodutivo, atividade sexual sem consentimento e controle do acesso a dinheiro ou comunicação. É proibido independentemente de gênero, idade, orientação sexual, etnia ou situação de residência. A Neyðarlínan oferece atendimento de emergência 112 por telefone, chat e aplicativo, 24 horas por dia. A polícia pode dar orientação ou receber uma denúncia mesmo sem perigo imediato ou decisão de apresentar queixa. Instituições de saúde em toda a Islândia têm Equipes de Violência Doméstica que oferecem apoio gratuito e confidencial, incluindo intérpretes quando necessários, independentemente de residência, situação financeira ou gênero. O apoio pode incluir assistência para trauma, social e jurídica. Bjarkarhlíð, Bjarmahlíð e Sigurhæðir prestam serviços a sobreviventes, enquanto os Abrigos para Mulheres em Reykjavík e Akureyri oferecem orientação gratuita e acomodação segura para mulheres. Heimilisfriður oferece terapia para autores de violência; as taxas informadas são 3.000 ISK por sessão individual e 18.000 ISK por semestre de tratamento em grupo. Samtökin '78 oferece orientação confidencial e afirmativa para pessoas queer, informações sobre direitos jurídicos e até três sessões gratuitas, com atendimento em inglês, espanhol, polonês e com intérprete. Há atendimento de saúde sexual por meio da heilsugæsla, da Heilsuvera e do Landspítali. O teste de IST pode usar um procedimento de coleta de amostra pelo próprio paciente; após uma possível exposição, pode ser necessário esperar pelo menos 10 dias, e os resultados costumam levar de um a três dias úteis. Podem ser feitos exames de sangue para infecções como HIV e sífilis. Preservativos reduzem o risco de IST, e o contato sexual deve ser interrompido até que o diagnóstico e qualquer tratamento necessário estejam concluídos. Quando uma coabitação registrada termina e não há filho menor de 18 anos, em geral basta encerrar o registro. Se houver um filho menor de 18 anos, o casal normalmente comparece a uma reunião com o Comissário Distrital e chega a um acordo sobre cuidados, contato e sustento. O Comissário Distrital não decide disputas financeiras, que podem exigir assistência jurídica. Casais casados solicitam separação judicial ou divórcio ao Comissário Distrital do distrito de residência ou de outro distrito acordado. O pedido pode incluir o motivo, os acordos relativos aos filhos, os bens, as dívidas e os direitos de pensão. As entrevistas podem ocorrer em conjunto, separadamente ou por teleconferência; em geral, o cônjuge que precisar de intérprete deve providenciá-lo. Um divórcio consensual normalmente ocorre após pelo menos seis meses de separação judicial. Em geral, um divórcio não consensual pode prosseguir pelos tribunais após um ano. O divórcio imediato pode estar disponível por acordo ou em circunstâncias como infidelidade, violência, pelo menos um ano de separação de fato devido a desentendimento ou bigamia. As páginas oficiais informam taxas conflitantes de 9.100 ISK para o processo geral de separação judicial ou divórcio e 6.500 ISK para o divórcio após separação judicial; confirme o valor atual com o Comissário Distrital. As mudanças de estado civil, endereço e acordos sobre filhos são encaminhadas à Þjóðskrá Íslands.
Relacionamentos amorosos na Islândia
Os relacionamentos amorosos na Islândia vão de encontros informais a sambúð, isto é, coabitação; skráð sambúð, coabitação registrada; e hjúskapur, casamento. Os encontros não têm um processo de registro estatal, enquanto o casamento e a coabitação registrada criam direitos diferentes sobre finanças, herança, residência e separação. Consentimento, limites acordados, saúde sexual e proteção contra a violência se aplicam a todos os relacionamentos.
Dica
Escolha entre coabitação informal, skráð sambúð ou hjúskapur conforme a proteção e as obrigações jurídicas de que precisa, sobretudo em relação a herança, sustento financeiro, bens, imigração e separação. Mantenha claras as finanças, a propriedade e os acordos da relação, proteja o consentimento e a saúde sexual e procure ajuda imediata em caso de violência ou coerção.

