Visitantes estrangeiros geralmente precisam de passaporte válido por pelo menos 180 dias, visto obtido antes da entrada, recursos suficientes e qualquer certificado de saúde e formulário de entrada exigidos. Não presuma que há visto na chegada. A Autoridade de Imigração, Passaportes e Nacionalidade (IPNA) e o Ministério das Relações Exteriores e Expatriados tratam de assuntos migratórios; aeroportos, portos e postos terrestres oficiais fazem as verificações. O serviço eletrônico de visto da IPNA e do Ministério opera por yemen-evisa.org desde 2025; o processamento é estimado em 3 a 5 dias úteis, mas confirme elegibilidade, taxas, formas de pagamento e exigências das transportadoras antes da viagem. Quem não puder usar o processo eletrônico deve contatar a embaixada ou o consulado responsável. Pontos de entrada e conexões de transporte podem fechar sem aviso, por isso confirme separadamente alertas governamentais atuais, informações das transportadoras e condições locais de segurança. Em um ponto oficial, as autoridades podem verificar passaporte, visto e dados pessoais e carimbar o passaporte. A Matriz de Rastreamento de Deslocamento da OIM (DTM) monitora apenas pontos acessíveis e não registra todos os movimentos. Registrou 11.397 chegadas de migrantes em agosto de 2026, principalmente do Chifre da África por pontos costeiros de Abyan, Ta'iz e Shabwah, e de Omã em direção a Al Mahrah. Muitos desses movimentos são de trânsito, não de assentamento permanente. Visitantes estrangeiros que permaneçam no Iêmen devem cumprir as regras de comunicação aplicáveis. Pode ser necessário comparecer ao escritório de registro de estrangeiros, مكتب تسجيل الأجانب, ou à autoridade policial responsável. Quando essa regra se aplica, o hotel ou outro prestador de hospedagem deve comunicar a chegada do hóspede e sua saída em até 48 horas. Uma mudança de residência também deve ser comunicada em até 48 horas quando exigido. A permanência legal de curta duração é de 30 dias; depois disso, a pessoa deve sair ou obter prorrogação. Pode ser necessário visto de saída por 14 dias, prorrogável uma vez por mais 14 dias. Não é permitido trabalhar fora da finalidade indicada no visto. A perda ou dano do passaporte deve ser comunicado em até 48 horas. Para estadias mais longas é necessário documento de residência válido. Os procedimentos para refugiados e solicitantes de asilo são distintos do registro comum de visitantes. Um cidadão iemenita não pode pedir asilo no Iêmen. Em Sana'a, recém-chegados podem procurar o Bureau de Assuntos de Refugiados no complexo da IPNA, na rua Sabein ou Khawlan. Em Aden, solicitantes não somalis se registram no ACNUR; solicitantes somalis usam centros da IPNA em Basateen e outros locais indicados, como Al Mukalla e Kharaz. O certificado de solicitante de asilo geralmente vale por um ano. Dados de contato, mudanças de endereço, renovações e documentos perdidos devem ser tratados pelo escritório pertinente. Documentos vencidos podem impedir serviços do ACNUR e ser desativados após seis meses. Os serviços do ACNUR e de parceiros são gratuitos, mas o ACNUR geralmente não paga o transporte para registro ou renovação. Iemenitas que retornam e pessoas deslocadas internamente não usam um escritório nacional único de chegada. Podem receber ajuda de autoridades locais, parceiros de coordenação e gestão de acampamentos (CCCM), comitês dos locais e redes comunitárias de proteção. Pessoas fora dos locais de deslocamento podem precisar contatar o parceiro de proteção, comunitário ou móvel mais próximo. A assistência é avaliada localmente, não concedida automaticamente, e pode incluir abrigo emergencial, itens domésticos essenciais, dinheiro, apoio jurídico e documental, proteção, apoio psicossocial e à saúde mental, meios de subsistência, água e saneamento, saúde, educação e alimentos. Diretórios de serviços e canais de reclamação dos locais podem identificar prestadores disponíveis. Documentos de identidade atualizados facilitam o acesso à saúde, educação e assistência, mas substituí-los pode exigir deslocamento, taxas e superar barreiras de segurança. A Autoridade de Registro Civil (CRA) e os escritórios locais tratam de documentos civis. A certidão de nascimento pode afetar o acesso à escola, registros familiares e de identidade, saúde e identidade jurídica. Campanhas de parceiros, tabeliães e voluntários comunitários podem ajudar a acessar o sistema formal, mas não substituem um documento civil oficial. Serviços básicos de saúde, medicamentos, vacinação, nutrição, água, saneamento, alimentos, dinheiro, educação, assistência jurídica e saúde mental estão disponíveis de forma desigual. Os sistemas de saúde e água continuam sob forte pressão, e tratamentos de emergência fora dos principais centros podem ser incertos. Levar medicamentos essenciais e planejar transporte e encaminhamentos pode reduzir atrasos. A escala das necessidades afeta o acesso: em 2026, estimava-se que 22,3 milhões de pessoas no Iêmen precisavam de assistência humanitária, incluindo cerca de 5,2 milhões de deslocados internos e mais de 64.000 refugiados e solicitantes de asilo. A assistência depende de elegibilidade local, capacidade e financiamento disponível; não há garantia nacional. Imigração, hospedagem, tratamento, transporte e substituição de documentos podem gerar custos pessoais. Não foi possível estabelecer com segurança uma tabela nacional de taxas atual, por isso confirme valores com a autoridade responsável antes de pagar. Quem entra no Iêmen deve manter documentos válidos, apresentá-los nas verificações, cumprir regras de comunicação e endereço, obedecer às leis e instruções locais e evitar trabalho não autorizado. Refugiados e solicitantes de asilo mantêm direitos de proteção e documentação conforme sua situação e documentos válidos, incluindo o princípio de não devolução, mas não estão isentos da legislação penal. Pessoas deslocadas internamente têm direito a tratamento humano e seguro, informação, reclamações e participação nos processos disponíveis para uma solução duradoura. Conflito armado, ataques aéreos, sequestros, minas terrestres e explosivos não detonados, crime, exploração, contrabando, detenção arbitrária, deportação, doenças infecciosas e enchentes criam riscos graves. Algumas áreas do norte relataram exigência de mahram para mulheres; confirme se ela se aplica à pessoa, finalidade, posto de controle e viagem planejada. Não viaje entre províncias sem verificar as condições de segurança e as permissões atuais.
Chegada no Iêmen
A chegada ao Iêmen envolve autorização de entrada, passagem por um ponto oficial, registro e acesso a serviços básicos. O país não dispõe de um serviço nacional único de chegada; a autoridade responsável e a ajuda disponível dependem da situação migratória, do ponto de entrada, da província e da administração local. Visitantes estrangeiros, iemenitas que retornam, pessoas deslocadas, refugiados, solicitantes de asilo e migrantes seguem procedimentos diferentes.
Dica
Considere a chegada ao Iêmen um processo específico à situação e ao local, não o acesso a um serviço nacional único. Primeiro confirme a entrada legal e as condições atuais de segurança; depois use o canal correto de registro ou assistência para visitantes, refugiados, solicitantes de asilo, pessoas deslocadas, retornados ou migrantes. Mantenha documentos atualizados, planeje custos pessoais e não presuma que serviços ou transporte estão disponíveis em toda parte.

