Antes da colonização europeia, sociedades taínas viviam em Hispaniola. O contato com os espanhóis começou em 1492. Os períodos antigo e medieval não constituem períodos históricos locais separados para o Haiti; a história documentada do país desenvolve-se a partir das sociedades indígenas, da colonização europeia e do posterior Estado haitiano. Saint-Domingue era a colônia francesa estabelecida na parte ocidental de Hispaniola. Sua economia de plantações dependia da escravização transatlântica, de comunidades da diáspora africana e de uma ordem colonial racial e de classes. Comunidades de quilombolas resistiram ao controle colonial e preservaram formas de vida autônoma. A Revolução Haitiana começou com uma grande revolta de pessoas escravizadas em 1791. A abolição local veio em 1793, e a França aboliu a escravidão em todas as suas colônias em 1794. Toussaint Louverture, Jean-Jacques Dessalines e Henri Christophe foram figuras centrais do período revolucionário. Uma expedição francesa chegou em 1802, mas as forças revolucionárias derrotaram o projeto colonial. Em 1.º de janeiro de 1804, o Haiti declarou a independência, mudou o nome de Saint-Domingue para Haiti ou Ayiti e tornou-se o primeiro Estado moderno criado por uma revolução vitoriosa de pessoas escravizadas. Dessalines governou de 1804 a 1806. Em seguida, o Haiti passou por uma divisão entre governos do norte e do sul, antes de se reunificar em 1820. O governo haitiano estendeu-se à parte oriental de Hispaniola de 1822 a 1844, quando a República Dominicana declarou a independência. A França reconheceu a independência haitiana em 1825 em troca de uma indenização, criando um encargo financeiro de longo prazo. Os Estados Unidos reconheceram o Haiti em 1862. A política do século XIX incluiu mudanças frequentes de governo e disputas entre poderes regionais. Os Estados Unidos ocuparam o Haiti de 1915 a 1934. A ocupação centralizou a administração e alterou instituições financeiras e militares, além de provocar resistência. François Duvalier governou como ditador de 1957 a 1971, seguido por Jean-Claude Duvalier, de 1971 até sua destituição em 7 de fevereiro de 1986. O Haiti adotou uma nova Constituição em 1987. Jean-Bertrand Aristide venceu a eleição de 1990, foi deposto por um golpe militar em 1991, viveu no exílio e voltou em 1994. A MINUSTAH atuou no Haiti a partir de 2004, após episódios de violência política. O terremoto de 12 de janeiro de 2010 causou muitas mortes, deslocamentos e perda de capacidade estatal. As crises eleitorais, de segurança e de governo continuaram depois disso, incluindo o assassinato do presidente Jovenel Moïse em 2021. As interpretações históricas no Haiti frequentemente relacionam a liberdade anticolonial e afro-diaspórica à soberania nacional. Também examinam os efeitos da intervenção externa e tratam a indenização de 1825 como um encargo financeiro pós-colonial. A Revolução Haitiana aparece simultaneamente como história mundial, narrativa fundadora nacional e tema de memória contestada. As evidências vêm de arquivos coloniais, constituições, proclamações, registros diplomáticos, história oral e vestígios materiais. O Haiti não tem um único órgão nacional que ofereça todos os serviços de história. A pesquisa formal pode envolver os Archives Nationales d’Haïti, a Bibliothèque Nationale d’Haïti, a Université d’État d’Haïti e o IERAH, o PIHMO, o Musée du Panthéon National Haïtien, o Ministère de la Culture et de la Communication, o ISPAN, a BNE e atividades de patrimônio relacionadas à UNESCO. Locais de memória pública e o Parque Histórico Nacional oferecem acesso adicional. Famílias, comunidades e a diáspora haitiana também preservam memórias orais e ligadas a lugares. O acesso e a preservação variam conforme a região, pois terremotos, clima, insegurança e recursos limitados afetam as coleções e os deslocamentos. Custos de pesquisa, permissões e prazos dependem da instituição, da fonte e do local; é necessário verificar a proveniência, a autoria e os direitos das comunidades, sobretudo quando as informações são sagradas ou mantidas por comunidades.
História do Haiti
A história do Haiti é marcada pelas sociedades taínas, pela colonização europeia, pela escravidão nas plantações, pela Revolução Haitiana de 1791–1804 e pelas lutas contínuas pela soberania. O Haiti tornou-se independente em 1.º de janeiro de 1804, após a revolta vitoriosa de pessoas escravizadas em Saint-Domingue, e adotou o nome Haiti, ou Ayiti. Entre os acontecimentos posteriores estão a indenização de 1825 à França, a ocupação dos Estados Unidos de 1915–1934, as ditaduras dos Duvalier, crises políticas recorrentes e o terremoto de 2010.
Dica
Use a história do Haiti para verificar afirmações com base em datas, atores, instituições e fontes, em vez de confiar em uma única narrativa nacional. Dê atenção especial à soberania, à intervenção externa, à indenização de 1825 e à memória contestada, pois esses temas influenciam a interpretação dos acontecimentos. Combine registros formais com evidências orais, comunitárias, da diáspora e materiais quando a questão envolver experiências vividas ou memória local.

