A Baixa Guiné, ou Guiné Marítima (Guinée Maritime), representa cerca de 18% do país e inclui aproximadamente 300 quilómetros de costa atlântica, mangais, estuários, lodaçais e ilhas. A Média Guiné (Moyenne Guinée), ou Futa Jalon, ocupa cerca de 22% e compreende planaltos, cascatas e importantes cabeceiras de rios. A Alta Guiné (Haute Guinée) representa cerca de 40% e inclui savana sudano-guineense ao longo de rios como o Níger, o Milo, o Sankarani e o Tinkisso. A Guiné Florestal (Guinée Forestière) ocupa cerca de 20% e inclui florestas húmidas como Ziama, Diecké e o monte Nimba. A altitude vai do nível do mar aos 1.752 metros do monte Nimba, e os planaltos são a origem de mais de 22 grandes rios da África Ocidental. O sistema de áreas protegidas da Guiné inclui parques nacionais, florestas classificadas, reservas naturais geridas, zonas marinhas e costeiras e áreas de conservação comunitária. Em setembro de 2026, a Base de Dados Mundial sobre Áreas Protegidas (World Database on Protected Areas) registava 132 áreas protegidas; 18 tinham uma avaliação da eficácia da gestão, e não havia registo de outras medidas eficazes de conservação baseadas em áreas. As reservas da biosfera da UNESCO incluem Badiar, Alto Níger, o maciço de Ziama e o monte Nimba. A Reserva Natural Integral do Monte Nimba é um bem do Património Mundial partilhado com a Costa do Marfim, com cerca de 12.540 hectares na Guiné; consta da Lista do Património Mundial em Perigo desde 1992. O CEGENS coordena a área do monte Nimba-Simandou, enquanto a agência de parques e reservas nacionais OGUIPAR gere parques e reservas. O Ministério do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (MEDD) dirige a política ambiental nacional; o serviço florestal DNEF trata das florestas, prevenção de incêndios, fauna e sensibilização para a biodiversidade. Os ecossistemas da Guiné sustentam a agricultura, o pastoreio, o arroz, a mandioca, o milho, o fonio, o café, o cacau, a noz-de-cola, a caça, a pesca interior e marítima, a madeira de mangal, o sal e outros produtos florestais. Os mangais proporcionam habitat de viveiro a peixes, caranguejos e moluscos, protegem a costa e geram rendimento. As zonas centrais de áreas protegidas podem impor fortes limites ao uso de recursos, enquanto as zonas tampão e de transição podem permitir utilização regulamentada ou comunitária. Entre as espécies que suscitam preocupação de conservação estão o sapo vivíparo endémico do monte Nimba, criticamente ameaçado, o musaranho de Lamotte, ameaçado, o chimpanzé-da-África-Ocidental, elefantes, leões, leopardos, manatins, o elande-de-Derby e várias tartarugas marinhas. Ziama tem mais de 1.300 espécies vegetais, 124 espécies de mamíferos, 286 de aves, 54 de répteis e 30 de anfíbios. A Guiné tem 16 zonas húmidas Ramsar, com cerca de 9.065.446 hectares, incluindo locais costeiros, mangais e áreas do Alto Níger. As principais pressões incluem incêndios de mato, cultivo por corte e queima, caça, pastoreio, exploração madeireira, produção de carvão, mineração, escoamento de pesticidas, pesca excessiva e pesca ilegal. Estas pressões podem fragmentar habitats, causar erosão e sedimentação, alterar nascentes e caudais dos rios, danificar mangais e poluir a água. A mineração junto do monte Nimba e de Simandou exige escrutínio particular: em 2025, a UNESCO comunicou que novas licenças de prospeção ou extração dentro ou em redor do bem não deveriam avançar sem avaliações cumulativas do impacto ambiental e social, avaliação ambiental estratégica e análise da UICN. Ao abrigo do Código do Ambiente da Guiné, Lei L/2019/0034/AN, as pessoas podem solicitar informação ambiental disponível, participar em decisões relevantes para o ambiente e procurar justiça ambiental quando forem afetadas. A classificação de uma área protegida é feita por decreto após inquérito público, com participação das comunidades locais na classificação e gestão. A caça e a captura exigem a licença ou autorização pertinente; em regra, não é permitido caçar, capturar, recolher, manter ou exportar espécies protegidas. As regras de acesso, taxas de visita e reservas de parques e reservas não são uniformes a nível nacional; confirme-as com a administração local responsável, a OGUIPAR ou o CEGENS para o local específico.
Natureza na Guiné
A Guiné compreende quatro regiões naturais, desde mangais e estuários atlânticos até aos planaltos de Futa Jalon, savanas e florestas húmidas. Estas paisagens regulam a água, sustentam a pesca e a agricultura, protegem os solos e o litoral, armazenam carbono e proporcionam habitat a espécies raras. A proteção da natureza existe através de parques nacionais, florestas classificadas, reservas, zonas húmidas e áreas geridas pelas comunidades, mas a gestão e o acesso variam bastante de local para local.
Dica
Considere como específicas de cada local as decisões sobre atividades ligadas à natureza na Guiné: a autorização, a licença e a entidade responsável podem variar entre parque, floresta classificada, zona húmida, mangal ou área gerida pela comunidade. Antes de viajar, colher recursos, caçar, pescar ou iniciar um projeto, confirme a situação de gestão do local e as condições locais atuais. Analise com especial cuidado as atividades que possam afetar espécies protegidas, sistemas hídricos, mangais, o monte Nimba ou Simandou.

