A Guiana enfrenta inundações costeiras, fluviais, provocadas por chuvas, repentinas e de maré. Elas podem se agravar quando chuvas intensas coincidem com transbordamento de rios, marés altas, ondulação marítima, drenos obstruídos, falha de bombas ou rompimento de defesas costeiras e diques de conservação. Cerca de 90% da população vive em aproximadamente 15.000 quilômetros quadrados de terras costeiras baixas, ao longo de cerca de 459 quilômetros de litoral, e grandes áreas ficam abaixo do nível do mar. A inundação nacional de 2005 e as enchentes de 2021, que afetaram áreas costeiras e do interior, mostram a dimensão desse risco. Comunidades do interior, incluindo partes da Região 9 e de Rupununi, também enfrentam desafios de acesso fluvial, água, incêndios e comunicações. A seca é especialmente relevante para o abastecimento de água e a agricultura no interior e em Rupununi. Incêndios florestais e fumaça na estação seca, ventos fortes, raios e tempestades criam riscos adicionais sem deslocar o foco principal da gestão de desastres para temas adjacentes de saúde ou meio ambiente. A Civil Defence Commission, estabelecida em 1982 e em operação contínua, lidera a coordenação nacional da gestão de desastres nas 10 regiões administrativas da Guiana. Seu trabalho inclui preparação, alertas públicos, operações de emergência, avaliações de campo, assistência e recuperação. Os Conselhos Democráticos Regionais e os Conselhos Democráticos de Vizinhança, junto com líderes de aldeia ou Toshaos, repassam informações às comunidades e ajudam a coordenar ações locais. Corpos de voluntários, a gestão comunitária de riscos de desastres e equipes voluntárias de resposta a emergências oferecem capacidade local adicional. A Guiana também atua por meio da Caribbean Disaster Emergency Management Agency, ou CDEMA, na coordenação regional de desastres. O Hydrometeorological Service, muitas vezes chamado Hydromet, é a autoridade nacional para alertas meteorológicos. Emite previsões, avisos de mau tempo, informações sobre marés e condições do mar, perspectivas sazonais e boletins de seca com ferramentas como radar, mapas, estações meteorológicas automáticas e dados de satélite. A CDC publica avisos e atualizações de operações de emergência. Autoridades regionais e de aldeia podem transmitir alertas localmente, mas não há sirene nacional verificada nem uma única plataforma pública de evacuação que cubra todas as áreas. Portanto, consulte os alertas oficiais por vários canais disponíveis, sobretudo onde eletricidade, serviço móvel, estradas ou transporte fluvial não sejam confiáveis. A preparação utiliza o National Integrated Disaster Risk Management Plan da CDC, planos regionais multirriscos, normas para abrigos de emergência e arranjos comunitários locais. A preparação para inundações inclui monitorar drenos, canais, bueiros, comportas, kokers, bombas, diques e áreas de conservação quando afetam o acesso ou os níveis da água. A National Drainage and Irrigation Authority, ou NDIA, é a principal autoridade pública para infraestrutura de drenagem, irrigação e controle de inundações em áreas declaradas. Mais de 150 comportas operam no sistema de drenagem, e a drenagem por gravidade muitas vezes só funciona na maré baixa. O bloqueio da drenagem pela maré, drenos obstruídos, falhas de bombas ou manutenção e danos às defesas costeiras podem, portanto, prolongar as inundações. A preparação para secas inclui conservar água e ajustar a irrigação. Em condições secas, deve-se evitar a queima a céu aberto de arrozais, áreas agrícolas, vegetação ou resíduos, conforme as exigências ambientais e de segurança contra incêndios. Durante uma emergência, a CDC pode ativar um Centro de Operações de Emergência e enviar equipes de campo para avaliar impactos. A Guyana Defence Force e a NDIA podem apoiar reconhecimento, drenagem e logística, enquanto o Guyana Fire and Rescue Service oferece combate a incêndios, resgate e serviços médicos de emergência. A polícia pode ser contatada pelo 911 e o Guyana Fire and Rescue Service para incêndios, resgate e serviços médicos de emergência pelo 912. Os contatos da CDC/National Emergency Management System listados no material de pesquisa incluem +592 600-7500, +592 226-1027, +592 623-1700 e +592 678-9989. Um folheto de 2024 indica 913 para técnicos de emergência médica, em conflito com a informação que indica 912 para incêndio, resgate e serviços médicos de emergência; quando possível, confirme o número em aviso oficial atual ou com a CDC. A CDC e as autoridades locais ativam abrigos de emergência para eventos específicos, em vez de garantir acomodação permanente para todas as famílias afetadas. O acesso pode ser organizado por meio de um Conselho Democrático Regional, Conselho Democrático de Vizinhança, líder de aldeia, Toshao ou CDC. Na resposta ao incêndio florestal de Timehri em 2024, cinco famílias, num total de 28 pessoas, foram realocadas. As normas publicadas para abrigos incluem pelo menos 3,5 metros quadrados por pessoa; 20 litros de água por pessoa por dia em abrigo ou acampamento; 30 litros por pessoa por dia em centro de alimentação; um banheiro para cada 25 mulheres; um banheiro e um mictório para cada 35 homens; um lavatório para cada 10 pessoas; e um chuveiro para cada 30 pessoas. A assistência do governo e da CDC geralmente depende da avaliação dos impactos e da logística disponível. Pode incluir alimentos, água, cestas de limpeza e saneamento, roupa de cama, artigos domésticos, materiais de construção e apoio a plantações ou animais de criação afetados. Um relatório sobre impactos na residência, propriedade rural ou animais ajuda as autoridades a avaliar as necessidades. Não foi verificado nenhum benefício em dinheiro automático nacional publicado nem direito geral a indenização por desastres; o prazo da resposta depende do evento, da avaliação, do acesso para transporte e dos recursos disponíveis. A recuperação pode incluir limpeza, saneamento, materiais para reparos e restauração de drenagem, bombas, comportas, defesas costeiras e fluviais. A CDC adota uma abordagem de reconstruir para melhorar. O Climate Resilience and Adaptation Project de 2024 tinha valor declarado de US$45 milhões e visava mais de 45 ativos de drenagem e aproximadamente 320.000 pessoas, ou cerca de 40% da população; são metas do projeto, não prova de que todas as obras foram concluídas. Pessoas afetadas por uma emergência devem seguir instruções oficiais, comunicar danos e perdas às autoridades locais ou à CDC e manter registros dos impactos sobre residência, plantação e animais de criação.
Desastres na Guiana
O sistema de gestão de desastres da Guiana abrange inundações, secas, incêndios florestais, ventos fortes, raios e outras emergências que ameaçam pessoas, infraestrutura ou meio ambiente. As inundações representam o maior risco nacional, sobretudo na baixa faixa costeira onde vive cerca de 90% da população. A Civil Defence Commission (CDC) coordena preparação, alertas, resposta a emergências, assistência e recuperação por meio de um sistema multirriscos. Alertas oficiais, instruções locais e relatos oportunos de impactos ajudam a conectar comunidades afetadas à assistência.
Dica
Trate as inundações como prioridade principal de planejamento na Guiana e adapte o plano às condições costeiras, fluviais ou do interior. Use vários canais oficiais de alerta e contatos locais, pois acesso, eletricidade, comunicação e drenagem podem falhar ao mesmo tempo. Não conte com indenização automática em dinheiro; relatar os impactos em tempo hábil é essencial para obter assistência avaliada.

