O sistema alimentar de Granada abrange a ilha principal, Carriacou e Petite Martinique. As pessoas obtêm alimentos em supermercados, lojas de vilarejo, feiras agrícolas paroquiais, no Conselho de Comercialização e Importação Nacional (Marketing and National Importing Board, MNIB), pela pesca e agricultura, e da produção doméstica. St. George e St. Andrew concentram a maior produção agrícola. Em 2023, os relatórios agrícolas contaram cerca de 2,3 milhões de plantas de culturas temporárias, mais de 1 milhão em St. George e a segunda maior concentração em St. Andrew. Entre as culturas permanentes havia cerca de 371.000 cacaueiros, 497.000 bananeiras e aproximadamente 950 acres de graviola. A contagem de árvores de noz-moscada havia caído 14,6% em relação a 2012, enquanto a produção avícola superava 130.000 aves. Carriacou e Petite Martinique têm agricultura de menor escala, logística entre ilhas e atividades pesqueiras que influenciam bastante o acesso local. A culinária familiar e comunitária costuma usar pratos preparados em uma só panela, leite de coco, raízes e tubérculos, ervas e especiarias frescas, e carne ou peixe salgado. O Oil Down combina fruta-pão, folhas de callaloo ou dasheen, bolinhos, carne salgada ou frango, leite de coco, ervas e especiarias; os cozinheiros reduzem o líquido até que os ingredientes o absorvam. Outros termos locais incluem saraka, fish broff, cook-up, arroz com feijão, peixe salgado, roti, noz-moscada e macis, cacau e fruta-pão. O peixe é central na dieta local. Frutos do mar comuns incluem lagosta, atum-rabilho, mahi-mahi, garoupa e lagostim. Refeições familiares, eventos comunitários, festivais e turismo gastronômico influenciam o preparo e o compartilhamento dos alimentos. O Conselho de Alimentação e Nutrição de Granada (Grenada Food and Nutrition Council, GFNC) publica orientações alimentares, oferece educação e aconselhamento nutricionais e apoia ações comunitárias e formação culinária. As orientações revisadas de 2020 indicam proporções aproximadas de 25% de hortaliças, 23% de alimentos básicos, 20% de frutas, 15% de ervilhas, feijões e castanhas, 13% de alimentos de origem animal e 4% de gorduras e óleos. Recomendam variedade, frutas e hortaliças frescas diariamente, água, ervas e especiarias locais e menos alimentos altamente processados, lanches, bebidas açucaradas, sal e excesso de gordura. O Programa de Alimentação Escolar funciona desde 1950 e busca oferecer refeições nutricionalmente adequadas com alimentos locais na educação pré-primária, primária e secundária; números históricos de cobertura ou subsídios não devem ser tratados como atuais sem confirmação. Restaurantes formais, bares informais, vendedores à beira da estrada e negócios de comida de rua operam em Granada, Carriacou e Petite Martinique. Em geral, um negócio de alimentação precisa de uma licença de estabelecimento de refeições (Refreshment House Licence) antes de funcionar. O processo inclui investigações de saúde ambiental e policiais, seguidas da notificação e taxa exigidas; a taxa anual é EC$ 500. Os serviços de Saúde Ambiental do Ministério da Saúde analisam estabelecimentos e instalações alimentares. A Lei de Segurança Alimentar nº 19 de 2015, a Lei de Alimentos e Medicamentos, a Lei de Saúde Pública e normas compulsórias aplicáveis regem a produção, armazenamento, venda e distribuição seguras. O GFNC e os órgãos competentes tratam da qualidade alimentar ao longo da cadeia, enquanto o Escritório de Normas de Granada apoia o trabalho de padronização. Confirme localmente a documentação para manipuladores de alimentos e de saúde antes de abrir. Doações de alimentos após desastres são inspecionadas pela Saúde Ambiental junto com o Escritório de Normas de Granada. Os custos dos alimentos variam conforme ilha, estação, clima, dependência de importações e transporte. O Índice de Preços ao Consumidor de Alimentos e Bebidas Não Alcoólicas, com base 2010 igual a 100, foi de 139,85 em junho de 2024, alta anual de 2,35%, e 140,40 em setembro de 2024, alta anual de 1,82%. Uma consulta de anúncios online do MNIB mostrou abacate a USD 0,90, fruta-pão a USD 0,50, callaloo a USD 1,00 e graviola a USD 3,00; as unidades, estação e disponibilidade não estavam claras, portanto esses valores não são médias de mercado. O GFNC anunciava consulta com nutricionista por $50; confirme o valor atual do serviço. Secas, chuvas irregulares, erosão, pragas, doenças, furacões e choques nas cadeias de importação afetam a segurança alimentar. O furacão Beryl afetou a agricultura em Granada e Carriacou em 2024. As respostas climáticas incluem irrigação por gotejamento, conservação do solo e da água, agroflorestas, diversificação de culturas, agroecologia, permacultura e aquicultura. A pesca é predominantemente comercial de pequena escala e abastece mercados de pescado fresco e exportações. Uma estimativa da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) calcula a produção anual de pescado em cerca de 2.550 toneladas, das quais atuns e espécies afins representam aproximadamente 70% da captura informada. Áreas Marinhas Gerenciadas, trabalho nas cadeias de valor e uma avaliação do MSC compõem o panorama de sustentabilidade. A Política de Segurança Alimentar e Nutricional, a Política Agrícola Nacional, o Plano Nacional de Adaptação 2025–2030 e a iniciativa 25 by 25 descrevem diretrizes ou planos; não devem ser apresentados como resultados medidos.
Alimentação em Granada
A alimentação em Granada combina agricultura local, pesca, produtos importados e fortes tradições culinárias familiares e comunitárias. A produção local fornece cerca de 30% do consumo de alimentos, enquanto as importações fornecem cerca de 70%; por isso, preços e disponibilidade variam conforme estações, clima, transporte e oferta mundial. Oil Down, callaloo, raízes e tubérculos, fruta-pão, noz-moscada, cacau, fish broff, peixe salgado e roti estão entre os alimentos e ingredientes associados à cultura alimentar granadina.
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