O mercado de seguros gambiano funciona ao abrigo da Lei dos Seguros de 2003, dos Regulamentos dos Seguros de 2005 e da Lei de Alteração dos Seguros de 2006, que também prevê o Takaful, um sistema de seguros islâmico baseado em contribuições partilhadas e proteção mútua. Atualmente, o Banco Central da Gâmbia (CBG) supervisiona os seguros através do seu Departamento de Supervisão dos Seguros. Segundo a última situação citada das autoridades, de setembro de 2025, estava em desenvolvimento uma Comissão de Seguros independente, mas a sua entrada posterior em funcionamento não foi confirmada pela pesquisa disponível. Os dados de mercado de 2024 identificam 15 seguradoras, embora as fontes publicadas divirjam quanto ao número de operadores islâmicos: a OMC e os materiais das autoridades referem cinco, enquanto o relatório anual do CBG refere quatro operadores Takaful. O mercado inclui 11 seguradoras gerais ou não vida, quatro seguradoras de vida ou longo prazo, sete corretoras e nenhum ressegurador registado. Cerca de 72% das seguradoras são de propriedade local e 28% têm propriedade mista. Uma seguradora precisa de um capital mínimo de GMD 15 milhões. Um corretor precisa de pelo menos GMD 100.000 de capital e de depositar GMD 25.000 em títulos do Estado no CBG. Os produtos não vida incluem responsabilidade civil automóvel perante terceiros, cobertura contra terceiros, incêndio e roubo, seguro automóvel compreensivo, seguro de incêndio e bens, carga e casco marítimos, responsabilidade profissional, responsabilidade por produtos, responsabilidade civil geral, responsabilidade patronal, cobertura contra todos os riscos de empreitada e montagem, equipamentos eletrónicos e máquinas contra todos os riscos, seguro de viagem e seguro de acidentes. Os produtos de vida e longo prazo incluem despesas de funeral, cobertura de pessoa-chave, seguro de vida coletivo, proteção de crédito ou hipoteca, seguro de vida inteira, seguro misto, seguro temporário e produtos com participação nos lucros ou bónus. Em geral, os prémios são definidos pelo mercado. O CBG estabelece ou verifica o prémio obrigatório de responsabilidade civil automóvel perante terceiros; as restantes coberturas, exclusões, limites e requisitos de reclamação dependem das condições da apólice. As áreas identificadas como obrigatórias ou exigidas incluem responsabilidade profissional, responsabilidade marítima, segurança social, responsabilidade civil automóvel perante terceiros e seguro de bens importados. Os documentos alfandegários relativos a bens importados podem exigir uma fatura de seguro. O Cartão Castanho da CEDEAO oferece um mecanismo regional de responsabilidade civil automóvel perante terceiros quando um veículo atravessa países da África Ocidental participantes. Em regra, o seguro comercial exige uma licença para a companhia seguradora; os clientes podem recorrer a uma seguradora, corretor, agente ou perito de sinistros licenciado. O seguro social não está organizado num único sistema universal. A Corporação de Segurança Social e Financiamento Habitacional (SSHFC) administra regimes do setor formal, incluindo o Fundo de Pensões Federado, o Fundo Nacional de Previdência e o Fundo de Compensação por Acidentes Industriais. O Regime de Pensões Federado paga uma pensão de velhice até à morte e prevê uma contribuição patronal de 15% do salário bruto. O Fundo Nacional de Previdência corresponde a 15% do salário base, repartidos em 10% pelo empregador e 5% pelo trabalhador. O Fundo de Compensação por Acidentes Industriais é financiado pelos empregadores à taxa de 1% do salário bruto, até ao limite de GMD 15 por mês. A idade legal de reforma é 60 anos. O Fundo de Compensação por Acidentes Industriais baseia-se na Lei de Compensação por Lesões de 1990 e funciona formalmente desde julho de 1996. Abrange o Governo, empresas públicas, o setor privado e o governo local, mas exclui trabalhadores ocasionais e à peça, trabalhadores domésticos, familiares que vivam no agregado do empregador, trabalhadores externos e militares. A SSHFC e o Departamento do Trabalho administram o processo. Após um acidente, o empregador ou supervisor comunica a ocorrência, e o empregador apresenta-a ao Comissário para os Acidentes. Um trabalhador não registado pode ainda reclamar depois de a relação laboral ser formalmente regularizada. Os empregadores e trabalhadores registam-se na SSHFC com os formulários SS1 e do Fundo de Compensação por Acidentes Industriais. Os documentos de apoio comuns incluem documento de identidade ou certidão de nascimento, declaração do Alkalo e fotografia tipo passe. As pessoas fora da cobertura obrigatória da SSHFC podem ter acesso a registo voluntário, dependendo do regime aplicável e da aceitação pela SSHFC. Para uma reclamação individual, notifique imediatamente a seguradora ou o corretor licenciado e forneça os dados da apólice, informações sobre o sinistro e as provas disponíveis. A seguradora pode designar um perito de sinistros para avaliar os danos. Os prazos e documentos exigidos dependem da apólice, e a pesquisa disponível não identificou um prazo público geral para a prestação de serviços de reclamação. Também não foi confirmado um provedor de justiça independente para seguros. Uma reclamação escrita deve ser dirigida primeiro à seguradora ou ao corretor; questões não resolvidas podem depois ser encaminhadas ao Departamento de Supervisão dos Seguros do CBG. A alteração ou cessação da cobertura depende das condições da apólice, das regras de renovação e do estado do pagamento do prémio. A regra de que sem pagamento do prémio não há cobertura torna decisivos os comprovativos de pagamento. Não foi estabelecido um prazo público único para o cancelamento de todas as apólices; por isso, antes da renovação ou da substituição, devem verificar-se as condições da apólice e obter confirmação escrita da seguradora. Apoios informais através de transferências da família alargada, grupos comunitários, Kafo, Osusu, Zakat e assistência em dinheiro ou em espécie de ONG ou do Estado podem ajudar a enfrentar dificuldades, mas não são apólices legalmente exigíveis e podem não fornecer fundos suficientes para uma perda importante. A penetração dos seguros continua baixa: os valores disponíveis situam-na em cerca de 0,4% entre 2021 e 2024, e os ativos de seguros representam cerca de 1,3% do setor financeiro. Rendimentos baixos, sensibilização limitada, falta de inovação e o pequeno número de produtos obrigatórios restringem uma utilização mais ampla. A proteção do risco de saúde através do Regime Nacional de Seguro de Saúde e da Autoridade Nacional de Seguro de Saúde, incluindo o licenciamento de regimes privados de saúde ao abrigo da Lei do Regime Nacional de Seguro de Saúde de 2021, pertence sobretudo ao setor da saúde, e não a este quadro de seguros.
Seguros na Gâmbia
Os seguros na Gâmbia incluem coberturas comerciais para veículos, bens, responsabilidade civil, carga, vida e outros riscos, além de seguros sociais fragmentados, sobretudo destinados a trabalhadores do setor formal. Entre as coberturas obrigatórias ou exigidas no quadro local estão a responsabilidade civil automóvel perante terceiros, a responsabilidade profissional, a responsabilidade marítima, a segurança social e o seguro de bens importados. Em regra, a cobertura só começa depois de a seguradora receber o prémio; por isso, a apólice, o estado do pagamento e o procedimento de reclamação determinam a proteção efetivamente disponível.
VivAVia pode cometer erros. Verifique as informações importantes.

