Essuatíni tem um sistema fiscal estatal central administrado pelo Eswatini Revenue Service (ERS), anteriormente designado Swaziland Revenue Authority. O Commissioner General supervisiona o serviço, enquanto o Customs and Excise Department do ERS trata dos impostos fronteiriços. O sistema inclui o imposto sobre o rendimento ao abrigo do Income Tax Order 1975, o IVA ao abrigo do Value Added Tax Act 2011, direitos aduaneiros e impostos especiais de consumo, e taxas específicas, como a Alcohol and Tobacco Levy e o Fuel Tax ao abrigo do Fuel Tax Act 2022. Não existe um equivalente a um imposto municipal separado sobre o rendimento. O ano fiscal decorre normalmente de 1 de julho a 30 de junho, embora o ERS possa aprovar outra data de fecho do exercício de uma empresa. Essuatíni segue geralmente uma abordagem baseada na fonte. Assim, rendimentos provenientes de trabalho, negócios ou outras atividades em Essuatíni podem ser tributáveis no país, incluindo rendimentos de fonte essuatiniana obtidos por não residentes. As regras disponíveis não apresentam uma definição estatutária abrangente única de residência fiscal; na prática, uma atividade regular de trabalho ou negócio em Essuatíni pode levar a um tratamento como residente. Por isso, uma pessoa ou empresa deve determinar onde decorre a atividade geradora do rendimento e se um tratado fiscal altera o resultado. O imposto sobre o rendimento das pessoas singulares aplica-se progressivamente ao rendimento tributável. Os escalões publicados são 20% sobre rendimentos de E0 a E100 000; E20 000 mais 25% do montante acima de E100 000 até E150 000; E32 500 mais 30% do montante acima de E150 000 até E200 000; e E47 500 mais 33% do rendimento acima de E200 000. O abatimento anual padrão é E8 200, aumentando para E10 900 para pessoas com mais de 60 anos. Na prática, o efeito de isenção fiscal corresponde a cerca de E41 000 de salário tributável após o abatimento padrão, mas o resultado depende do cálculo e do tipo de rendimento. Podem aplicar-se taxas concessionais separadas a indemnizações por despedimento e pagamentos de reforma. Os empregadores normalmente cobram o Pay As You Earn (PAYE), ou retenção na fonte do imposto sobre o rendimento dos trabalhadores nos salários. O empregador apresenta uma declaração mensal das deduções e paga o montante retido até ao sétimo dia do mês seguinte. O empregador continua pessoalmente responsável pelos montantes que deveriam ter sido retidos. O atraso no pagamento do PAYE pode dar origem a uma penalização de 20% e juros de 18%. O Final Deduction System (FDS) pode aplicar-se quando o trabalhador tem um empregador, recebe apenas remuneração e não tem outros rendimentos; em geral, as exceções à declaração anual não se aplicam quando o rendimento é de pelo menos E1,2 milhões. A declaração anual de uma pessoa singular é particularmente relevante para trabalhadores por conta própria e profissionais, pessoas que recebem juros ou dividendos, pessoas com rendimentos de pelo menos E1,2 milhões e qualquer pessoa a quem o Commissioner General ordene que apresente declaração. O prazo habitual é 31 de outubro ou 120 dias após 30 de junho, consoante a regra de entrega aplicável e o aviso do ERS. As contribuições aprovadas para pensões são dedutíveis dentro dos limites aplicáveis, incluindo um mínimo ou máximo de 10% do salário bruto para efeitos de pensão. Em geral, as contribuições para um plano de reforma privado são dedutíveis até 15% do rendimento tributável de atividade comercial após as contribuições para pensões. Os juros de uma hipoteca elegível para habitação própria podem ser dedutíveis até E2 400; as despesas médicas não são dedutíveis. As despesas empresariais devem estar relacionadas com a obtenção de rendimentos e não podem ser despesas de capital. As empresas pagam geralmente imposto sobre o rendimento das sociedades à taxa de 25%, ao abrigo da reforma aplicável desde 1 de julho de 2024. Alguns materiais do ERS ainda podem indicar 27,5%; por isso, deve confirmar-se o período de liquidação e o aviso atual do ERS ao calcular a obrigação. Uma sucursal também pode estar sujeita a um imposto de 15% sobre lucros presumivelmente repatriados. Um estabelecimento permanente está geralmente associado a uma presença física em Essuatíni. Na prática, costuma usar-se uma subsidiária local em vez de uma sucursal, mas as consequências jurídicas e fiscais são diferentes. As empresas e outros contribuintes empresariais apresentam normalmente uma declaração anual até 31 de outubro ou no prazo de 120 dias após uma data alternativa de fecho do exercício aprovada. O imposto provisório sobre o rendimento das sociedades é pago em duas prestações: nos seis meses seguintes ao fecho do exercício e até ao último dia do exercício, seguindo-se um terceiro pagamento complementar com a declaração ou liquidação anual. Todos os contribuintes estão sujeitos a autoliquidação. Apresentar uma reclamação ou recurso não suspende automaticamente o pagamento da obrigação liquidada. O imposto presumido pode aplicar-se, desde 1 de julho de 2024, a um contribuinte normalmente residente ou a uma empresa que opere em Essuatíni com um volume de negócios inferior a E500 000. Um volume de negócios até E50 000 é tributado a 0%; acima de E50 000 e abaixo de E500 000, é tributado a 1,75% do volume de negócios. As prestações provisórias são cumulativas: 25% até 30 de setembro, 50% até 31 de dezembro, 75% até 31 de março e 100% até 30 de junho, seguindo-se a declaração anual. As empresas individuais e as atividades imobiliárias podem estar sujeitas a regras de segregação de prejuízos, e a reforma prevê um período de reporte de prejuízos de cinco anos. Resumos mais antigos podem indicar regras diferentes; por isso, deve confirmar-se o período de liquidação aplicável. O IVA é um imposto sobre o consumo de 15% aplicado a bens e serviços tributáveis e a importações. O registo é obrigatório quando o volume de negócios tributável ultrapassa E900 000, mas pode ser possível um registo voluntário abaixo desse limiar. Os organismos públicos, as empresas paraestatais e os municípios também podem estar sujeitos a IVA quando efetuam operações tributáveis. As empresas registadas precisam de um TIN, de um certificado de IVA, de registos fiáveis e de declarações periódicas. As declarações podem ser mensais ou trimestrais, segundo o calendário do ERS. As operações isentas incluem muitos serviços financeiros e de seguros, serviços de educação, médicos e de assistência social, determinados terrenos e edifícios e algum transporte de passageiros. As operações com taxa zero incluem exportações, determinados alimentos básicos, fatores de produção agrícola, medicamentos, combustível e transporte internacional. As importações provenientes de dentro ou fora da SACU continuam sujeitas a IVA mesmo quando não há cobrança de direitos aduaneiros. Os serviços importados podem desencadear uma obrigação de autoliquidação à taxa de 15%, normalmente declarada e paga no prazo de 30 dias após a fatura; pode haver tratamento diferente para uma empresa com direito integral a dedução do imposto suportado. As alterações recentes na administração do IVA incluem faturas fiscais eletrónicas, recibos fiscais, notas de crédito e débito, dispositivos fiscais eletrónicos e faturação eletrónica. O TaxEase oferece um canal de autosserviço em linha. Os registos de IVA, as faturas fiscais e os documentos de apoio devem ser conservados em Essuatíni conforme exigido, porque o ERS pode analisar um registo ou declaração de IVA, normalmente no prazo de 30 dias no processo relevante. Em geral, podem ser pedidos reembolsos de pagamentos em excesso, e a base da investigação indica um prazo de 45 dias para o pagamento de reembolsos aprovados. O imposto retido na fonte aplica-se a pagamentos especificados. As taxas habituais para residentes são 10% sobre dividendos, 10% sobre juros e 10% sobre rendas pagas através de um agente; os beneficiários de fundos fiduciários podem estar sujeitos a 33%. Os pagamentos a não residentes estão geralmente sujeitos a 15% sobre dividendos, juros, royalties, honorários de gestão, artistas, desportistas e empreiteiros ou profissionais não residentes, embora as regras SACU e os tratados para evitar a dupla tributação possam alterar o resultado. O imposto retido é geralmente entregue até ao dia 15 do mês seguinte. Os contratos de construção e de serviços profissionais podem ter de ser comunicados no prazo de 30 dias. A falta de retenção pode dar origem a uma penalização de 20%, e o incumprimento na entrega do imposto retido pode dar origem a penalizações de 10% a 25%, conforme o atraso. As importações são afetadas pela participação de Essuatíni na SACU. Em geral, os bens provenientes de outros membros da SACU estão isentos de direitos aduaneiros e impostos especiais de consumo, embora o IVA ainda possa aplicar-se. Os bens provenientes de fora da SACU são normalmente avaliados segundo a Pauta Aduaneira Externa Comum da SACU. As preferências da SADC e do COMESA podem reduzir os direitos quando são cumpridos os requisitos de origem e documentação. O processo aduaneiro exige uma declaração de importação, a classificação pautal correta e o pagamento dos direitos aduaneiros, impostos especiais de consumo ou taxas aplicáveis sobre álcool ou tabaco. As alterações pautais podem mudar o resultado; por isso, deve verificar-se a classificação atual do Customs and Excise Department do ERS para os bens específicos. Outras cobranças incluem um imposto graduado de E18 por ano para adultos empregados. Segundo o resumo fiscal disponível, Essuatíni não tem um imposto geral sobre o património líquido, heranças, sucessões ou doações, nem uma contribuição separada para a segurança social. As transferências de imóveis, hipotecas, arrendamentos e ações podem estar sujeitas a imposto do selo ou de transferência por escalões até 6%. Não existe um imposto geral sobre mais-valias, mas os ganhos e perdas relativos a ativos empresariais podem ser incluídos no rendimento tributável da empresa. As transações entre partes relacionadas devem respeitar o princípio da plena concorrência, e podem ser exigidos métodos e documentação sobre preços de transferência. Os empréstimos de acionistas podem, por vezes, ser tratados como montantes tributáveis. Os Development Enterprise Agreements ou as ordens de aprovação de desenvolvimento podem prever concessões fiscais específicas. Uma empresa deve registar-se no ERS quando inicia a atividade e obter um Taxpayer Identification Number (TIN) para tratar de assuntos fiscais. Em geral, um Tax Clearance Certificate exige que as obrigações atuais de PAYE, as liquidações, as declarações, o imposto provisório e as declarações e pagamentos de IVA estejam em dia. O pagamento pode ser feito por transferência eletrónica, banco, dinheiro, cheque ou cartão nos centros de atendimento; os contribuintes com TIN também podem usar o MTN Mobile Money. Os contribuintes têm direito a representação, explicações das decisões, privacidade e confidencialidade, reclamações, planos de pagamento, reembolsos e revisão ou recurso. Têm de manter registos exatos, apresentar declarações verdadeiras, pagar atempadamente, comunicar prontamente ao ERS alterações na empresa ou no registo e cooperar com as verificações. Uma reclamação contra uma liquidação de imposto sobre o rendimento deve normalmente ser apresentada por escrito no prazo de 21 dias após o aviso de liquidação e indicar os fundamentos em detalhe. Os recursos seguem geralmente um prazo de 21 dias. O Revenue Appeals Tribunal, criado ao abrigo do Revenue Appeals Tribunal Act 13/2019, é o principal organismo especializado de recurso, podendo haver posteriormente revisão pelo High Court. As reclamações de IVA têm um prazo legal de resposta de 90 dias. Em geral, a obrigação fiscal continua a ser pagável durante um litígio. As declarações de imposto sobre o rendimento entregues fora do prazo podem dar origem a uma penalização de 20% do imposto devido ou de E20 quando a declaração indique prejuízo. Essuatíni tem tratados para evitar a dupla tributação com a África do Sul, Maurícia, Reino Unido, Seicheles, República da China em Taiwan, Botsuana e Lesoto. Estes tratados podem alterar as taxas de retenção, o tratamento de estabelecimentos permanentes e os direitos de tributação. Em geral, Essuatíni não oferece um regime de crédito por imposto estrangeiro fora do quadro do tratado aplicável; por isso, os rendimentos estrangeiros e os pagamentos transfronteiriços exigem uma análise país por país. A troca de informações e as medidas contra a erosão da base tributável e a transferência de lucros estão em desenvolvimento, tornando cada vez mais relevantes os registos exatos e a documentação de transações entre partes relacionadas.
Impostos em Essuatíni
Os impostos em Essuatíni são pagamentos obrigatórios, estabelecidos por lei, sobre rendimentos, atividade empresarial, consumo, importações e determinadas transações. O Eswatini Revenue Service (ERS) administra o sistema central, que geralmente tributa rendimentos de fontes em Essuatíni e usa o período de 1 de julho a 30 de junho como ano fiscal. O imposto sobre o rendimento das pessoas singulares é progressivo; as empresas pagam geralmente 25% de imposto sobre o rendimento das sociedades, o IVA é de 15% e os direitos aduaneiros dependem dos bens e da sua origem.
Dica
Comece por separar os rendimentos do trabalho, da atividade empresarial individual, da empresa, das importações e dos pagamentos transfronteiriços, pois cada um segue regras diferentes de declaração e pagamento em Essuatíni. Registe-se no Eswatini Revenue Service, obtenha o TIN necessário e crie um calendário de PAYE, IVA, imposto provisório, retenções na fonte e declarações anuais. Reserve fundos suficientes para os impostos que continuam a ser devidos durante uma reclamação ou recurso, pois podem aplicar-se penalizações e juros por atraso mesmo enquanto um litígio está pendente.

