As evidências mais antigas incluem uma sequência arqueológica que vai da Idade da Pedra Antiga à Idade da Pedra Média e Tardia e, depois, à Idade do Ferro. As minas de Ngwenya, também conhecidas como Lion Cavern, preservam evidências de mineração de ocre vermelho e hematite datadas de cerca de 43.000 a.C., e de mineração de ferro a partir de aproximadamente 400 d.C. A mineração moderna no local decorreu de 1964 a 1977. Os arqueólogos continuam a reavaliar algumas datas e interpretações. A arte rupestre e os vestígios mineiros são tratados aqui como evidências arqueológicas e patrimoniais, e não como um tema separado de arte ou tradições. Relatos de povoamento e migração nos séculos XV e XVI relacionam movimentos de falantes de línguas bantu e nguni com as linhagens Dlamini e Ngwane. As genealogias orais e a arqueologia fornecem tipos diferentes de evidência e não permitem estabelecer uma lista totalmente fiável de governantes para os períodos mais antigos. Os bakaNgwane estavam presentes no sul na década de 1750. O povoamento, a tecnologia do ferro e as trocas regionais moldaram as comunidades antes da consolidação posterior do Estado. Ngwane III está associado a uma base no século XVIII em torno de Shiselweni e Hluti. Sobhuza I expandiu e consolidou a entidade política a partir de cerca de 1820, enquanto Mswati II a expandiu ainda mais entre 1840 e 1868. Regimentos, conquista, incorporação, diplomacia e alianças matrimoniais contribuíram para esse processo. Os grupos vizinhos sotho e nguni, incluindo as comunidades Emakhandzambili, continuaram a fazer parte de um cenário político em transformação. Os termos históricos Ngwane e kaNgwane referem-se a nomes e identidades anteriores ligados ao reino; Dlamini identifica a linhagem governante. A pressão europeia transformou a posse da terra e a soberania. A Grã-Bretanha reconheceu a entidade política swazi em 1881, enquanto as concessões de terras e minerais se expandiram na década de 1880. O Foreign Jurisdiction Act de 1890 e o período do Protetorado do Transvaal, entre 1894 e 1899, trouxeram diferentes acordos bôeres e britânicos. Após a morte de Bhunu, em 1899, LaboTsibeni Gwamile foi regente de 1899 a 1921. A Grã-Bretanha assumiu o controlo em 1902 e introduziu estruturas de Alto Comissário e Comissário Residente entre 1903 e 1906. O Lifa Fund foi criado em 1907 para apoiar a recompra de terras. Sobhuza II foi instalado em 1921. O governo indireto preservou grande parte do sistema tradicional, enquanto os conflitos sobre terra e soberania permaneceram centrais durante o período colonial, incluindo a Segunda Guerra Mundial, de 1939 a 1945. Eswatini passou pelo autogoverno e pela independência numa sequência constitucional definida. A Constituição da Independência de 1963 precedeu o primeiro Conselho Legislativo, em 9 de setembro de 1964, e o estatuto de Estado protegido, em 1967. O país tornou-se independente e aderiu à Commonwealth em 6 de setembro de 1968, com Sobhuza II como rei. A Constituição de 1968 estabeleceu um sistema pluralista com partidos políticos. Após as eleições pós-independência de 1972, a Proclamação n.º 12, de 12 de abril de 1973, revogou a constituição e transferiu para o rei os poderes legislativo, executivo e judicial. A Ordem Parlamentar de 1978 formalizou o sistema Tinkhundla, no qual um inkhundla é um círculo eleitoral local e um fórum político-administrativo. Uma revisão de 1993 e uma análise constitucional posterior conduziram à Constituição de 2005, que entrou em vigor em 26 de julho de 2005 ou em fevereiro de 2006, segundo diferentes documentos governamentais. Sobhuza II morreu em 1982. As regentes Dzeliwe e Ntfombi governaram durante a transição, antes de Mswati III ser coroado em 25 de abril de 1986. O nome oficial mudou de Swaziland para Reino de Eswatini em 19 de abril de 2018. O sistema atual de Eswatini combina a monarquia, os conselhos tradicionais, o quadro Tinkhundla e o Parlamento. Os protestos e a violência de junho e julho e de setembro e outubro de 2021 continuam a ser objeto de disputa na memória pública: os relatos do governo descreveram distúrbios civis, enquanto relatórios das Nações Unidas, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos e de entidades independentes descreveram protestos, mortes, violência e preocupações com os direitos humanos. A investigação recorre a diferentes fontes conforme a pergunta. Os Arquivos Nacionais de Eswatini preservam registos públicos e não públicos ao abrigo da Archives Act 5 of 1971; a investigação é normalmente feita presencialmente, de segunda a sexta-feira, das 8:00 às 16:30, e as cópias e os serviços de investigação estão sujeitos às taxas estabelecidas. A Eswatini National Trust Commission, criada ao abrigo da National Trust Commission Act 9 of 1972, gere museus, monumentos e património cultural e oferece visitas e atividades educativas. O Parlamento conserva registos constitucionais e parlamentares. Testemunhos orais, genealogias de clãs e memória comunitária acrescentam evidências sobre identidade e continuidade, mas as suas afirmações exigem avaliação contextual, em vez de aceitação automática. Os registos oficiais também requerem crítica das fontes, pois as narrativas nacionais podem apresentar uma versão seletiva ou teleológica. Por isso, é necessário comparar arquivos, arqueologia, histórias orais e registos contemporâneos quando há desacordo sobre datas, autoridade ou responsabilidade. A história é ensinada no sistema educativo de Eswatini, incluindo um currículo secundário adaptado no âmbito do quadro SGCSE, introduzido a partir de 2006 e lecionado desde 2009. História no ensino secundário é uma disciplina opcional, e as instituições de ensino superior oferecem percursos ligados à formação de professores. Não há uma única instituição responsável por todo o trabalho histórico em Eswatini; arquivos, entidades patrimoniais, instituições educativas, o Parlamento e os guardiões comunitários desempenham funções diferentes.
História em Eswatini
A história de Eswatini acompanha o desenvolvimento das suas comunidades, territórios, instituições e identidades nacionais, desde as primeiras atividades humanas até ao presente. Inclui evidências arqueológicas, genealogias orais, registos coloniais, a formação do reino moderno, a independência em 1968 e os debates contínuos sobre terra, poder e memória histórica. As quatro regiões do país — Hhohho, Manzini, Lubombo e Shiselweni — têm papéis distintos nesse desenvolvimento.
Dica
Use a história de Eswatini para verificar fontes, em vez de a tratar como uma cronologia única e fixa. Defina primeiro o período, o local e a afirmação; depois compare registos de arquivo, arqueologia e testemunhos orais, sobretudo quando o tema envolve governantes antigos, terra, soberania ou os acontecimentos de 2021.

