Finanças na Coreia do Norte

As finanças na Coreia do Norte são moldadas pelo controle estatal, pela limitação de dados confiáveis e pelo acesso desigual a serviços formais. Bancos, investimentos, custos domésticos, dívidas, impostos e seguros operam sob regras diferentes e não devem ser tratados como um único sistema. Dinheiro em espécie, moeda estrangeira, crédito informal e apoio em espécie continuam relevantes ao lado das instituições formais.

Dica

Trate o planejamento financeiro na Coreia do Norte como uma avaliação de acesso e risco, e não como um exercício padrão de orçamento mensal. Primeiro identifique seu status, sua localização, sua moeda, a finalidade da transação e a instituição disponível; depois separe as opções formais confiáveis do dinheiro em espécie, da moeda estrangeira e dos arranjos informais. Mantenha separadas as decisões sobre pagamentos, crédito, impostos e seguros, para que um problema em uma área não permaneça oculto em outra.

Bancos

O sistema bancário da Coreia do Norte é controlado pelo Estado e centra-se no Banco Central Choson, que gere a circulação do won norte-coreano, o controlo monetário, as receitas orçamentais e grande parte dos pagamentos e da remuneração. Bancos especializados, como o Banco de Comércio Exterior, tratam de funções cambiais e comerciais; o acesso bancário comum varia consoante o local e a finalidade. Existem contas, cartões nacionais e pagamentos eletrónicos, mas o dinheiro em espécie, a moeda estrangeira e os intermediários informais continuam a ser importantes devido à liquidez, fiabilidade, privacidade, proteção dos depósitos e acesso internacional limitados ou desiguais.

Ativos

Investir na Coreia do Norte limita-se principalmente a projetos de investimento estrangeiro aprovados, joint ventures e zonas econômicas especiais selecionadas. Não há evidências de um mercado de varejo acessível de ações, títulos, fundos, fundos negociados em bolsa ou derivativos. Sanções internacionais, restrições bancárias, propriedade opaca, dados econômicos fracos e incerteza quanto à repatriação tornam a viabilidade prática de investimentos muito baixa para a maioria dos investidores estrangeiros.

Custos

Não é possível representar os custos na Coreia do Norte de forma confiável por meio de um único orçamento mensal atual, pois não há séries nacionais verificáveis de estatísticas oficiais sobre renda, gastos, aluguel e preços das famílias. As necessidades domésticas combinam distribuição estatal ou em espécie, compras em mercados, produção própria, apoio informal e tempo gasto para lidar com o acesso pouco confiável a alimentos, água, eletricidade, transporte e medicamentos. As condições urbanas e rurais, a situação da família, o tamanho do domicílio e o acesso à distribuição pública influenciam muito o encargo real.

Dívidas

As dívidas na Coreia do Norte incluem valores devidos em empréstimos institucionais formais e em acordos de crédito privados ou informais, que são comuns. Os empréstimos bancários formais são controlados pelo Estado e atendem principalmente bancos, instituições, empresas e organizações; as fontes não demonstram um equivalente de crédito formal direto para famílias. Por isso, credores privados, crédito de comerciantes e associações de poupança rotativa têm papel importante para famílias e participantes dos mercados.

Impostos

A Coreia do Norte aboliu oficialmente seu sistema geral de tributação interna em 1974. Em vez disso, organizações estatais e cooperativas fazem contribuições legalmente definidas ao orçamento do Estado, enquanto participantes do mercado podem enfrentar taxas de mercado e outros encargos locais. Empresas com investimento estrangeiro e pessoas estrangeiras continuam sujeitas a um sistema tributário formal separado, com deveres de registro, declaração e pagamento.

Seguro

A Coreia do Norte dispõe de sistemas formais de seguro social, segurança social e seguros baseados em contratos. O seguro social cobre situações definidas, como doença, acidentes de trabalho, maternidade e perda temporária do trabalho, enquanto a segurança social se ocupa da velhice, perda permanente da capacidade de trabalho, deficiência e falta de apoio. Os seguros baseados em contratos cobrem riscos pessoais e patrimoniais através de seguradoras aprovadas, mas o acesso dos agregados familiares, os prémios e a prática de reclamações não são documentados de forma transparente.