A Dominica tem cerca de 754 quilómetros quadrados e um clima tropical marítimo. A floresta natural cobre aproximadamente 43 000 hectares, e a ilha tem nove vulcões potencialmente ativos. O Parque Nacional Morne Trois Pitons, o Parque Nacional Cabrits e o Parque Nacional Morne Diablotin constituem o principal sistema de parques nacionais. A Reserva Florestal do Norte abrange 5 238 hectares e a Reserva Florestal Central abrange 410 hectares. O Parque Nacional Morne Trois Pitons cobre aproximadamente 6 857 a 6 872 hectares e é Património Mundial da UNESCO desde 1997. Inclui um pico vulcânico de 1 342 metros, cinco vulcões, cerca de 50 fumarolas, fontes termais, três lagos de água doce e o Boiling Lake. O Parque Nacional Morne Diablotin cobre cerca de 3 409,5 hectares e protege os habitats de duas espécies de papagaios amazónicos e importantes bacias hidrográficas. O Parque Nacional Cabrits cobre cerca de 91,8 hectares e inclui uma área marinha, enquanto a Reserva Marinha Soufriere-Scotts Head abrange cerca de 6,5 quilómetros quadrados. A Dominica situa-se no hotspot de biodiversidade das ilhas das Caraíbas. O papagaio-sisserou (Amazona imperialis) existe apenas na Dominica e está ameaçado de extinção. O jaco, também conhecido como papagaio-de-pescoço-vermelho (Amazona arausiaca), é endémico da Dominica e está vulnerável. O tordo-da-floresta (Cichlherminia herminieri) é outra espécie que requer monitorização do habitat e da população. A Divisão de Florestas, Vida Selvagem e Áreas Protegidas do Ministério do Ambiente, Modernização Rural e Valorização Kalinago gere as florestas, a vida selvagem, as áreas protegidas, as terras da Coroa, o Trilho Nacional Waitukubuli e os locais de ecoturismo do Estado. A Divisão das Pescas gere a conservação marinha, a monitorização dos recifes, as avaliações ambientais marinhas, o registo da atividade piscatória e a utilização sustentável ao abrigo da Lei das Pescas n.º 11 de 1987. A Lei da Reserva de Baleias-de-Bico de 2025 e os regulamentos de 2026 relativos ao corredor e ao tráfego regulam outros aspetos da proteção dos cetáceos e das atividades de observação de baleias. A Lei das Florestas de 1958, a Lei das Florestas e da Vida Selvagem de 1976 e as respetivas alterações, bem como a Lei dos Parques Nacionais e das Áreas Protegidas de 1975 e os seus regulamentos, constituem o principal quadro jurídico. As áreas protegidas regulam ou proíbem atividades como a caça, a pesca, a desmatação e a remoção de produtos florestais. A Divisão de Florestas, Vida Selvagem e Áreas Protegidas emite licenças para o corte de madeira, caça, pesca, produtos florestais e cativeiro de animais selvagens. Pode ser necessária uma autorização de remoção para madeira, madeira serrada, toros, lenha, carvão vegetal, larouman e outros produtos florestais enumerados. As regras podem variar entre terrenos privados e estatais. Os projetos de desenvolvimento relevantes também podem exigir aprovação urbanística e uma avaliação de impacto ambiental ao abrigo da Lei do Ordenamento do Território. O Trilho Nacional Waitukubuli estende-se por cerca de 114 milhas, de Scotts Head a Capuchin, passando pela zona de Cabrits. As caminhadas, a observação de aves, as cascatas, os lagos, as fontes termais e as atividades marinhas permitem aceder à natureza. A tarifa publicada para não residentes é de US$ 5 para uma visita a um local ou de US$ 12 para um passe de sete dias com acesso repetido a locais de ecoturismo do Estado, excluindo o Trilho Nacional Waitukubuli. É necessário um passe diário para cada segmento do trilho, e as crianças com menos de quatro anos entram gratuitamente. Os passes são vendidos em centros de visitantes e junto de vendedores selecionados. Para acampar em parques ou locais de ecoturismo é necessária autorização. Os visitantes devem permanecer nos trilhos designados, levar consigo os resíduos, evitar retirar plantas, animais, rochas ou outros materiais naturais, prevenir a poluição da água, evitar introduzir espécies não nativas, manter uma distância segura da vida selvagem e manter os cães com trela. A natureza também acarreta riscos graves. Furacões e tempestades tropicais, cheias repentinas, deslizamentos de terras, sismos, atividade vulcânica, tsunamis, marés de tempestade e secas podem afetar pessoas, infraestruturas e ecossistemas. O terreno íngreme, combinado com precipitação intensa, aumenta a exposição a deslizamentos de terras e cheias. O furacão Maria, em 2017, danificou ou arrancou aproximadamente 10% a 30% das árvores da floresta. O Gabinete de Gestão de Catástrofes disponibiliza mapas de perigos, alertas, informações sobre evacuação e educação para a preparação, enquanto o Serviço Meteorológico fornece informações sobre o tempo e as tempestades. Os programas florestais apoiam viveiros, reflorestação, silvicultura privada e assistência técnica em agrossilvicultura. Os programas das pescas incluem educação pública e têm em conta os conhecimentos tradicionais, as comunidades locais, os povos indígenas e a pesca artesanal de pequena escala. Também há educação ambiental através de programas sobre florestas, vida selvagem e áreas protegidas, de ações de sensibilização sobre pescas e de atividades de preparação para escolas e famílias. A conservação pode entrar em conflito com o avanço da agricultura, a extração em pedreiras, a utilização de madeira e produtos florestais, a energia hidroelétrica, as infraestruturas, o desenvolvimento turístico, a pesca e o turismo de observação de baleias. A UNESCO registou a extração em pedreiras, o avanço da agricultura e os direitos existentes relativos à energia hidroelétrica como preocupações de gestão, enquanto um projeto de teleférico proposto foi rejeitado. A cobertura de áreas protegidas aumentou, mas leis antigas e fragmentadas, limitações na monitorização, no financiamento e na capacidade de pessoal, bem como a contínua perda de biodiversidade, afetam a aplicação das medidas.
Natureza na Dominica
A Dominica é uma ilha vulcânica e montanhosa, com florestas tropicais, rios, cascatas, lagos de água doce, formações geotérmicas e ecossistemas costeiros e marinhos. A sua biodiversidade inclui espécies endémicas e ameaçadas, como o papagaio-sisserou e o jaco, enquanto as áreas protegidas abrangem cerca de 20% do território. A natureza na Dominica sustenta a conservação, a agricultura, a pesca, a exploração florestal, a investigação, a educação e o turismo, mas estes usos podem entrar em conflito.
Dica
Considere o acesso à natureza na Dominica sujeito a autorização e sensível aos perigos sempre que uma atividade ultrapasse as visitas habituais a locais e trilhos designados. Adapte a atividade à autoridade responsável, obtenha antes de começar qualquer passe, licença ou autorização necessária e evite ações que danifiquem habitats, perturbem a vida selvagem ou criem riscos para a segurança.

