O Camboja não tem um sistema nacional único de aprendizagem de línguas nem um certificado que se aplique automaticamente a todos os prestadores. O Ministério da Educação, da Juventude e do Desporto (MoEYS), os serviços provinciais e distritais de educação, escolas, universidades, comunidades, empregadores e ONG apoiam percursos diferentes. A Política Nacional de Aprendizagem ao Longo da Vida reconhece o ensino formal, não formal e a aprendizagem informal, incluindo o estudo autónomo e a aprendizagem no trabalho. O khmer é o principal percurso de aprendizagem nacional. O ensino primário e secundário público é constitucionalmente gratuito, e a escolaridade geral mínima é de nove anos. As competências em khmer apoiam o acesso aos serviços públicos, à administração, ao ensino e ao emprego. As escolas públicas seguem o currículo nacional, enquanto prestadores privados e programas comunitários podem oferecer ensino adicional de línguas. O Ensino Multilingue (Multilingual Education, MLE) usa a língua indígena da criança em conjunto com o khmer nos primeiros anos de escolaridade. Os programas abrangeram línguas como bunong, kAVet, kreung, tampuan e brao na educação pré-escolar e nos anos 1 a 3, sobretudo em Mondulkiri, Ratanakiri, Kratie e Stung Treng. Alguns recursos também apoiam phnong, tumpuon, prov e outras línguas locais. A abordagem pode desenvolver a alfabetização na língua de casa antes da transição para o khmer e o currículo nacional no ano 4. O acesso depende de existirem na região uma escola MLE, professores formados e materiais adequados; a disponibilidade continua geograficamente limitada. A Constituição prevê o ensino de línguas estrangeiras. Há relevância documentada do inglês para materiais de ensino superior, investigação e trabalho, incluindo turismo, negócios internacionais, tradução e interpretação. O francês, chinês, japonês, coreano e tailandês têm percursos institucionais estabelecidos, mas não existe uma classificação nacional comprovada da sua prevalência. O MoEYS disponibiliza recursos educativos abertos em plataformas como SalaDigital, enquanto o Instituto de Línguas Estrangeiras (Institute of Foreign Languages, IFL) da Universidade Real de Phnom Penh oferece percursos universitários e cursos breves de inglês, francês, japonês, coreano, chinês e tailandês. Há ainda estudo autónomo, aulas em linha, vídeo e áudio e programas no local de trabalho. Os exames e certificados de línguas costumam ser específicos do prestador, não parte de um sistema nacional único ao estilo do QECR. Entre os exemplos estão um exame escrito de admissão em francês para o bacharelato em francês da Universidade Real de Phnom Penh, um exame de admissão de 90 minutos para chinês no IFL e seis semestres de formação em inglês para alunos de cursos que não são de línguas nessa universidade. O bacharelato em francês tem como objetivo o nível DELF B1 no segundo semestre do ano 2. O prestador deve confirmar as regras atuais de admissão, o formato da avaliação e o reconhecimento, pois o certificado de uma instituição não garante automaticamente a aceitação noutra. Os períodos de aprendizagem documentados variam entre cerca de dois meses e um ano para alguns cursos de preparação em inglês, quatro anos para o bacharelato em francês e quatro a seis meses para o Programa de Alfabetização nas Fábricas. Esse programa combina alfabetização funcional e competências para a vida e chegou a mais de 4.800 trabalhadores, dos quais mais de 92% eram mulheres. As propinas não são padronizadas nacionalmente; os preços de prestadores privados, ONG e empregadores variam, pelo que o prestador deve confirmar os custos, o horário e os materiais atuais. A aprendizagem digital através de SalaDigital, YouTube, Facebook, TVK2, Telegram, Zoom e Google Meet alarga o acesso, mas a conectividade, o custo dos dispositivos e os recursos do agregado familiar podem excluir pessoas em zonas remotas. A escolha da língua depende, por isso, do uso pretendido, do percurso local disponível, das regras de admissão do prestador, do tempo, do custo e da necessidade de uma avaliação reconhecida.
Aprendizagem de línguas no Camboja
A aprendizagem de línguas no Camboja centra-se na alfabetização, na fala, na leitura e na escrita em khmer, porque esta é a língua e escrita oficiais usadas na vida pública e na administração. Escolas, universidades, comunidades, empregadores e serviços digitais oferecem percursos formais, não formais e informais. As opções de línguas estrangeiras incluem inglês, francês, chinês, japonês, coreano e tailandês, enquanto o ensino em línguas indígenas apoia a aprendizagem inicial em algumas províncias do nordeste.
Dica
Escolha onde aprender uma língua no Camboja de acordo com a situação em que a vai usar e a necessidade de uma avaliação reconhecida. Dê prioridade ao khmer para a vida pública e a administração; considere o Ensino Multilingue para uma criança numa comunidade participante de língua indígena; escolha uma língua estrangeira em função dos requisitos concretos de estudo, trabalho ou do prestador. Verifique separadamente as propinas, o acesso, a conectividade digital e o reconhecimento do certificado.

