As principais bases jurídicas são a Immigration Act of the Kingdom of Bhutan of 2007 e as Immigration Rules and Regulations 2023. Os pedidos de visto e autorização são tratados pela autoridade de imigração (Department of Immigration); os escritórios regionais de imigração, postos de controle e o Immigration Office em Paro desempenham tarefas adicionais conforme o caso. A autoridade trabalhista (Department of Labour), o Ministry of Foreign Affairs and External Trade, instituições de ensino e outras autoridades competentes participam de determinados pedidos. Em geral, estrangeiros precisam de visto, salvo quando se aplica uma isenção bilateral. Cidadãos indianos entram com uma Entry Permit baseada em passaporte ou título de eleitor; menores de 18 anos precisam de passaporte ou certidão de nascimento, além de comprovante de filiação ou tutela. Cidadãos de Bangladesh e das Maldivas podem obter visto na chegada. Cidadãos tailandeses e suíços com passaporte diplomático ou oficial também podem obter visto na chegada. O passaporte deve ser válido por pelo menos seis meses após a data de saída planejada. As autoridades podem exigir dados biométricos, recursos financeiros pessoais suficientes e outras provas. Um visto eletrônico, por si só, não garante a entrada nem todo o período de estadia solicitado. Turistas podem permanecer no Butão pelo período efetivamente aprovado, mas por no máximo 90 dias. Uma autorização emitida no ponto de entrada vale pelo período efetivo ou por no máximo 30 dias. Turistas não podem trabalhar nem exercer atividades comerciais e devem garantir sua saída e os custos da viagem de retorno ou continuação. A taxa de visto é de US$ 40; podem ser aplicadas taxas turísticas adicionais. Para estadias que não sejam turísticas, um órgão recomendador competente envia o pedido ao Department of Immigration. Isso abrange, entre outros, trabalhadores estrangeiros, estudantes, monges e monjas, professores, dependentes, comerciantes, investidores, diplomatas, profissionais de mídia, atletas, tripulantes, convidados pessoais e certos voluntários. O órgão competente depende da categoria; os pedidos podem ser enviados online, por meio da Visa Division em Thimphu, da Service Division do Department of Immigration, de um escritório regional de imigração ou de Paro. Em geral, as regras preveem pelo menos cinco dias úteis para vistos; avisos específicos do Department of Immigration estabelecem três dias úteis para certos procedimentos não turísticos. Portanto, o prazo deve ser confirmado para a categoria específica. Em geral, as taxas não são reembolsáveis nem transferíveis. Em geral, pessoas que não estão no país como turistas devem se registrar na delegacia mais próxima em até dez dias após a entrada. A mudança de endereço deve ser comunicada ao Department of Immigration em até dez dias úteis. Só é possível prorrogar um visto ou a residência após o registro. Conforme a situação, é emitido um Foreigners Registration Card. Devem ser respeitados o objetivo da estadia, o empregador, o local de trabalho, a profissão e as áreas autorizadas; empregadores, anfitriões e empresas de transporte também têm obrigações. Para trabalhar, o trabalhador estrangeiro precisa primeiro da aprovação do Department of Labour. Depois, o empregador solicita ao Department of Immigration uma Work Permit. A autorização vale somente para o empregador, a profissão, o distrito (Dzongkhag), o local de trabalho e o período indicados. A idade mínima é 18 anos; a idade máxima permitida é 55, 60 ou 65 anos, conforme a atividade. A taxa inicial é de 300 ngultrums. Para prorrogações, a taxa aumenta em 100% em relação à prorrogação anterior e permanece no mesmo valor a partir da quarta prorrogação. Uma autorização perdida ou danificada custa 500 ngultrums. Trabalhadores da construção devem morar perto do local de trabalho; trabalhadores de comunidades fronteiriças devem sair do país diariamente. Trabalhadores não profissionais devem sair após três meses e permanecer fora do Butão por 30 dias. Uma Student Permit exige admissão em uma instituição de ensino reconhecida, inclusive escolas, instituições de ensino superior, uma escola monástica (Shedra) ou uma instituição monástica (Drupdey). São exigidos frequência regular e progresso acadêmico suficiente para a prorrogação. A autorização vale por, no máximo, a duração do curso ou cinco anos, o que for menor. Ela não concede automaticamente o direito de trabalhar nem leva automaticamente à residência permanente ou à cidadania. Autorizações familiares e econômicas têm requisitos próprios. Podem ser admitidos dependentes de trabalhadores profissionais com período de emprego de pelo menos três meses, investidores reconhecidos de investimento estrangeiro direto (FDI) ou certos funcionários da DANTAK e da IMTRAT. Convidados pessoais precisam de um anfitrião residente no Butão há pelo menos um ano; podem ser exigidas provas adicionais do parentesco ou da relação de conhecimento e aprovação do comitê competente. Pais, sogros e filhos adultos geralmente recebem residência apenas pelo período efetivo ou por no máximo 30 dias. Uma Investor Permit exige investimento aprovado pelo governo e necessidade real de investimento ou serviço. Comerciantes precisam de uma licença comercial válida para obter uma prorrogação. Um Immigration Card está disponível principalmente para cônjuges estrangeiros de cidadãos butaneses casados depois de 10 de junho de 1985 e para filhos dessa relação. Entre os documentos exigidos estão o formulário do Department of Immigration, uma certidão de casamento da Royal Court of Justice, o cartão CID do cônjuge butanês e documentos de passaporte e identidade. O titular não pode trabalhar sem autorização prévia do Department of Immigration. Visitantes, dependentes, trabalhadores e estudantes devem deixar o Butão pelo menos um dia antes de solicitar um Immigration Card. Após divórcio ou morte do cônjuge butanês, a situação de residência pode ser perdida se não houver filho em comum. A legislação também reconhece Special Residence Permits e categorias legais como Green Card, Refugee Card e Trader Card. As disposições analisadas não estabelecem um regime geral e autônomo de residência permanente. Uma situação de não imigrante não cria expressamente direito à residência permanente ou à naturalização. A naturalização exige, entre outras condições, idade mínima de 21 anos, ou 15 anos quando o requerente tem um dos pais butanês; residência registrada por 15 anos para certos grupos ou 20 anos para outros requerentes; conhecimento de dzongkha; conhecimento da cultura, das tradições e da história; bom caráter; juramento; e exames oficiais. A decisão do ministério competente é final, e o governo pode rejeitar um pedido sem apresentar motivos. A cidadania começa com o decreto real (Kashog). A aquisição de outra nacionalidade resulta na perda da cidadania butanesa. As disposições butanesas analisadas não estabelecem um procedimento independente de asilo geral nem uma determinação regular da condição de refugiado. Nelas, o Refugee Card é descrito como cartão de residência especial para tibetanos que escolheram permanecer no Butão. A admissão caso a caso pelo Department of Immigration não é um mecanismo geral de proteção nem garante a existência desse procedimento. A entrada ou residência pode ser recusada ou encerrada, entre outros motivos, por passaporte inválido, documentos ausentes, declarações falsas, deportação anterior, criminalidade grave, ameaças à saúde ou à segurança pública, recursos financeiros pessoais insuficientes, atividade política não autorizada ou violação das condições de residência. Em procedimentos de remoção, em geral a autoridade deve entregar uma notificação que indique as alegações e bases jurídicas e oferecer a oportunidade de apresentar provas. No entanto, em caso de entrada inadmissível, a remoção pode ocorrer sem nova audiência ou revisão, salvo se outra lei determinar o contrário. Antes de um processo criminal, a saída voluntária pode ser possível em certas condições, por conta própria, em até 15 dias e mediante garantia. As disposições analisadas não preveem expressamente uma instância geral de recurso ou revisão das decisões de imigração.
Direito de imigração no Butão
O direito de imigração no Butão rege a entrada, a residência, o trabalho, os estudos, a residência familiar, os direitos de residência permanente e a naturalização de estrangeiros. A principal autoridade é o Department of Immigration, vinculado ao Ministry of Home Affairs. Os vistos, as autorizações de entrada, os deveres de registro e as condições de residência variam conforme o objetivo da estadia.
Dica
Planeje sua estadia no Butão conforme o objetivo real e solicite a autorização apropriada antes de assumir compromissos para viajar, trabalhar, estudar ou fazer negócios. A autoridade competente, o prazo de processamento, o período de validade e as restrições relativas ao empregador, ao local de trabalho e às áreas autorizadas são especialmente importantes. Não confie em um visto eletrônico ou em uma prorrogação posterior antes de confirmar a autorização e o registro específicos.

