Para entrar no país, é prudente que o passaporte continue válido por pelo menos seis meses e tenha pelo menos uma página em branco para vistos. Antes da partida, confirme os requisitos de visto ou autorização de entrada, convite, alojamento, viagem de regresso, meios financeiros e, quando aplicável, documentos de trabalho ou estudo junto da embaixada ou do consulado do Burundi ou da Direção-Geral das Migrações (CGM). As informações verificadas disponíveis identificam exceções regionais para certas nacionalidades e finalidades: o visto de acesso gratuito da Comunidade da África Oriental (EAC) é válido por um a seis meses, conforme o caso; o visto de acesso gratuito da Comunidade dos Países dos Grandes Lagos (CEPGL) é válido por um a três meses; e o visto de estudo gratuito da EAC é válido por um ano. As Maldivas, Singapura e a Sérvia estão sujeitas a regras próprias; a exceção indicada para a Sérvia está suspensa. Segundo as informações disponíveis, um visto de trânsito custa USD 40 e é válido por três dias em todos os pontos de entrada. No Aeroporto Internacional Melchior Ndadaye, o registo e o pedido de visto são, segundo informações do aeroporto e das autoridades migratórias, feitos online através de migration.gov.bi. A entrada ocorre por um posto fronteiriço autorizado, onde são verificados o passaporte, o visto, o motivo da estadia e o carimbo de entrada. As declarações alfandegárias e de dinheiro em espécie devem cumprir os requisitos em vigor. Segundo as informações nacionais dos CDC, todos os viajantes que chegam com nove meses ou mais devem apresentar comprovativo de vacinação contra a febre amarela; deve levar consigo o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (ICVP). Uma vacina contra a febre amarela reconhecida pela OMS é, em geral, válida para toda a vida a partir do décimo dia. A malária ocorre em todo o país, pelo que deve considerar profilaxia médica antes da partida; planeie também as vacinas de rotina, contra a hepatite A e a febre tifoide, bem como medicação para toda a viagem, incluindo eventuais atrasos. Um seguro de viagem e evacuação pode ser relevante onde os cuidados médicos são limitados. Antes da chegada, organize o alojamento e os dados do anfitrião, senhorio ou empregador, juntamente com um comprovativo de morada. Guarde cópias do passaporte e do carimbo de entrada separadas dos originais. Leve francos burundeses (BIF) em dinheiro, pois os cartões de crédito têm aceitação limitada fora de alguns locais de gama alta; um cartão SIM local pode ser registado com uma cópia de um documento de identidade ou do passaporte. Interrupções de eletricidade, água e rede podem dificultar os primeiros dias. Se pretender uma estadia mais longa, contacte a CGM com antecedência. Segundo as informações verificadas, residentes não burundeses que permaneçam um ano ou mais devem registar-se presencialmente na sede da CGM, em Bujumbura, e precisam de um estatuto de residência adequado à sua situação; o incumprimento pode resultar numa multa. Dependendo do estatuto, pode aplicar-se um visto de residência (Visa de séjour) ou um visto de estabelecimento (Visa d’établissement). As informações disponíveis sobre taxas indicam USD 90 por um visto de residência de um mês, USD 70 por cada mês de prorrogação ou USD 2 por dia de prorrogação, e USD 500 por um visto de estabelecimento válido por dois anos, inclusive quando a estadia é de pelo menos seis meses e são apresentados os documentos exigidos em função do estatuto. Como as taxas e os requisitos podem variar por categoria e fonte, confirme as regras em vigor junto da CGM ou do Ministério dos Negócios Estrangeiros. O Burundi não tem um Centro de Acolhimento nacional único para todo o processo inicial de instalação; os contactos práticos distribuem-se entre a CGM, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e as embaixadas, as autoridades aeroportuárias e fronteiriças, anfitriões, empregadores e escolas. A violência política, a criminalidade, os riscos nas fronteiras e nos postos de controlo e os riscos específicos de segurança em Bubanza, Cibitoke e no Parque Nacional de Kibira exigem planeamento local de segurança e, sempre que possível, deslocações durante o dia. Taxas não oficiais, tentativas de fraude e a possível apreensão de vários dispositivos eletrónicos na entrada são riscos práticos.
Chegada ao Burundi
A chegada ao Burundi envolve entrada no país, precauções de saúde, alojamento inicial e acesso a serviços básicos. Os requisitos de entrada dependem da nacionalidade, do motivo e da duração da estadia e do ponto de entrada; não existe isenção de visto geral. Para estadias mais longas, pode ser necessário registar-se e obter um estatuto de residência adequado junto da Direção-Geral das Migrações (Commissariat Général des Migrations).
Dica
Planeie a chegada ao Burundi como uma preparação coordenada que inclua autorização de entrada, precauções de saúde, alojamento, dinheiro e segurança. O passo essencial é confirmar os requisitos aplicáveis à sua nacionalidade, ao motivo da estadia e à duração prevista junto da autoridade responsável antes da partida. Se pretender ficar pelo menos um ano, esclareça com antecedência o registo e o estatuto de residência adequado junto da CGM.

